BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanços de fim de ano

É certo e sabido: aproximando-se o fim de cada ano, não há órgão de comunicação social que resista a fazer balanços sobre os acontecimentos do ano que passou. Nada contra o exercício, que até é útil para recordar as imagens e os acontecimentos dos últimos 12 meses.
O que está em causa é o critério. Vê-se, ouve-se e lê-se os balanços mais variados – os acontecimentos políticos, as maiores tragédias, as mais espantosas conquistas científicas, artísticas e desportivas – com a escolha de especialistas, com base nas opiniões das redacções ou em modelo «opinião pública» nas rádios e nas televisões nacionais. E falta sempre qualquer coisa – luta.
É verdade que numa ou noutra escolha lá aparecem imagens de manifestações em França ou na Grécia – quanto mais longe, melhor –, de preferência mostrando violência, gente encapuzada e coisas a arder. Sempre sem referir a razão, a dimensão e o objectivo do protesto.
Sobre a luta em Portugal – nada. E caramba! – se houve anos em que a luta dos trabalhadores e das populações esteve acesa no nosso país, 2010 foi um deles. Manifestações de dimensão histórica – a de 29 de Maio em Lisboa, para só referir uma – ou uma das maiores greves gerais de sempre não parecem ter espaço nestes balanços oficiais do regime.
Ainda cheios de espírito natalício, podemos condescender e pensar que as listas, sendo feitas com base na cobertura noticiosa dos últimos 365 dias, não podiam incluir o que teve tão pouco destaque logo na altura. Mas estas coisas não são feitas por acaso, nem por inocência.
A invisibilidade da luta, no dia a dia como em tempos de balanço, cumpre um objectivo bem definido: alimentar a ideia de que não há alternativa, que temos que nos conformar, que quem pensa e age diferente está não só enganado como isolado. Sozinho. Mostrar as tais imagens «violentas» da luta noutros países só pretende contribuir exactamente para o mesmo objectivo.
A solução não passa por truques de magia. Passa por protestar e intervir sempre que se possa nos órgãos de comunicação social. Passa por envolver cada vez mais e mais gente na luta. E passa por divulgar cada vez mais o Avante! – o único jornal que relata, estimula e valoriza a luta.

Margarida Botelho, in Avante!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa

Na mensagem de ano novo dirigida aos trabalhadores e ao povo português, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, destaca que 2011, deve continuar a ser uma ano de intensa luta contra a política de direita e de afirmação do PCP e do seu projecto de ruptura e mudança da vida nacional.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

DORP do PCP promove acção contra o aumento do custo de vida e exige salário mínimo de 500 € em Janeiro

Na próxima quarta-feira, dia 29 de Dezembro, a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP promove uma acção de denuncia e esclarecimento sobre o aumento do custo de vida, na qual pretende denunciar os aumentos previstos para o inicio do próximo ano (Electricidade 3,8%; Gás Natural 2,6% a 4,1%; Pão 12%; Transportes públicos 3,5% a 4,5%) considerando-os como parte integrante da política que o governo PS tem vindo a impor com a cumplicidade do PSD e do actual presidente da república.No documento que será distribuído à população em vários concelhos do distrito afirma-se que “Tanto o PEC como as medidas de austeridade e o Orçamento o Estado agravaram as condições de vida dos trabalhadores e do povo português.” E ainda que “As 50 medidas que o governo apresentou recentemente acentuarão ainda mais os problemas, designadamente o desemprego e a pobreza quando já existem cerca de 800 mil desempregados – a maioria dos quais sem qualquer apoio social – mais de 300 mil jovens sem emprego e 500 mil trabalhadores a viver abaixo do limiar da pobreza. No distrito do Porto, o desemprego, as insolvências e os encerramentos de empresas crescem a um ritmo ainda maior que no resto do país.”
A DORP do PCP afirma não aceitar “o caminho de afundamento do país que nos querem impor” e aponta caminhos, designadamente: “É preciso e é possível pôr Portugal a produzir, aproveitando todas as suas potencialidades. É preciso e é possível criar emprego com direitos e combater o desemprego. É preciso e é possível distribuir a riqueza criada, aumentando os salários e pensões, designadamente o Salário Mínimo Nacional para 500 euros em Janeiro de 2011 conforme o acordo que o governo, associações patronais e sindicatos tinham alcançado.”As eleições presidências também são referidas, sendo a candidatura de Francisco Lopes apontada espaço de convergência de todos aqueles que são atingidos por esta política e aspiram a uma vida melhor e mais digna.
A DORP do PCP, 27.12.2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dia de Natal


Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.


António Gedeão

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quando os bandidos são da polícia... 2


Volto ao escabroso tema deste post, aqui publicado há uns dias, porque a questão de que nele se falava está longe de estar arrumada. Pelo que leio no “5 Dias” (via “O Castendo”), quando se esperava que o inquérito interno da polícia, sobre as reais motivações que levaram vários agentes da esquadra lisboeta das Olaias a violentar vários jovens da JCP, sob o pretexto de que eles tinham pintado umas letras num muro, avançasse com rapidez, nada disso acontece. O inquérito está estagnado! Recorde-se que esses agentes acharam adequado obrigar a despir integralmente os jovens, ou antes, apenas as raparigas (menores de idade), para as revistar. Recorde-se ainda que esses jovens se limitaram a exercer o direito de, livremente, pintar um mural com propaganda política.
Ao mesmo tempo que o inquérito interno à atuação dos polícias se arrasta, impelidos pelo espírito de corporação, alimentado certamente pela antiga e abjecta “filosofia de caserna”, os abusadores insistem no abuso. Ressabiados pela queixa dos jovens e do enxovalho público que a queixa provocou, resolveram vingar-se, não só continuando a perseguir as vítimas, como estendendo a perseguição e devassa às suas famílias, nomeadamente no caso em que a mãe de uma das menores tem a sua vida privada investigada no sentido de se saber se tem “condições para educar e criar a filha”... tal a gravidade do “crime” por esta cometido com a pintura da parede.
Pode dizer-se que o chefe da polícia local é um fascista; pode argumentar-se que uma boa parte dos seus agentes não passa de um bando de bestas acéfalas; pode-se imaginar que naquela esquadra e para aqueles agentes, ter duas menores nuas à sua frente, por pura diversão, é apenas um tique de “macho dominador”; o que não se pode é assistir ao silêncio cúmplice de toda a corporação policial! Penso particularmente nos milhares de polícias que, não poucas vezes, têm sido apoiados nas suas reivindicações e protestos, exatamente pelo partido a que pertencem os jovens violentados pelos seus colegas.
Sendo assim, mesmo consciente da quase inutilidade destas posições e atitudes individuais, daqui para a frente, ou até que se conheça uma clara condenação e demarcação desta ação nojenta por parte da “outra polícia”... que era suposto existir, ninguém mais contará comigo para um acto ou sequer uma palavra de solidariedade para com a polícia e seus agentes, seja lá o que for que lhes aconteça.
Acordem!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Resumo da Assembleia de Freguesia de Lordelo - 20 Dezembro 2010

No período antes da ordem dia, o eleito da CDU Miguel Correia leu um documento onde solicitava a disponibilização do espaço da Junta de Freguesia à CDU para criar um horário de atendimento do seu eleito, na última sexta-feira de cada mês, entre as 21h e as 23h de forma a dispor de condições para receber os cidadãos e exercer o seu direito de oposição. (ver documento 1). Numa atitude anti-democrática, que não surpreendeu a plateia, o presidente da Junta, revelando uma cegueira democrática e demagogia bacoca, e antes que os deputados pudessem pronunciar-se, afirmou que a Junta não estava disponível para qualquer actividade político-partidária. A partir daqui, a maioria PSD, seguindo as instruções do “chefe” votou contra.
Assim, o pedido de Miguel Correia não foi aprovado, ficando os lordelenses impedidos de falar com o eleito da CDU na sede da Junta. Ficou mais uma vez provado que o discurso que a Junta é a “casa da democracia” não passa de uma mentira!
Ainda neste ponto de ordem de trabalho, o deputado do PSD Nuno Serra, na sua habitual condição de “voz do dono” criticou a postura de Jorge Castelo, o presidente da Assembleia-Geral da Cooperativa A Lord, no acto eleitoral da instituição realizado no dia anterior, não conseguindo disfarçar a incomodidade de mais uma vez a tentativa de controlar a Lord por parte de Joaquim Mota, Celso Ferreira e seus acólitos ter sido fracassada.
No ponto relativo ao Relatório da Actividade da Junta de Freguesia – 4.º trimestre, Miguel Correia tomou a palavra para elogiar a Junta de Freguesia pelo facto de ter feito a sua inscrição na ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias, sugerindo que esta desse formação aos funcionários e membros de Assembleia, nomeadamente nas questões relativas à elaboração do Orçamento.
Joaquim Mota confessou que está ser alvo de ameaças devido ao diferendo existente entre a Junta de Freguesia e Luís Almeida, proprietário da empresa Liga sedeada na zona Industrial, relativo a terrenos que eram baldios e que segundo Mota foram apropriados indevidamente pelo conhecido empresário.
No ponto seguinte discutiu-se a alteração dos preços de campas e transladações. A proposta da Junta foi subir os preços destes serviços em cerca de 10%. Esta proposta foi aprovada com o voto contra da CDU. Miguel Correia justificou esta decisão por considerar que aumento deve ter em conta o valor da inflação previsto para 2011 (2,5%) e não um valor tão acentuado, sobretudo num período de crise e de agravamento das condições económicas das famílias (ver documento 2).
No ponto relativo aos Documentos Previsionais 2011, Miguel Correia pediu alguns esclarecimentos sobre algumas rubricas dos mesmos. Os esclarecimentos prestados por Joaquim Mota foram considerados vagos e insuficientes por parte do deputado comunista. Além disso, as propostas da CDU para o Orçamento foram desvalorizadas. O Orçamento para 2011 foi aprovado com a abstenção da CDU. (ver documento 3).
No ponto relativo à Toponímia/Postura de trânsito, o presidente da Junta disse que a Rua Castro Araújo, Rua de Baucau e a Rua EN209 (junto aos antigos Correios) estão ser alvo de novas posturas de trânsito. Referiu ainda que foram aprovados os nomes para as seguintes ruas: Rua do Freixo (junto à quinta do Mateus – Penhas-Altas); Travessa do Aliados (Parteira) e Rua Presa da Galega.
No último ponto da ordem de trabalhos dedicado à intervenção do público inscreveram-se 6 fregueses, entre os quais:
- Carlos Ferreira, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP, criticou a Junta de Freguesia pelo facto de não aceitar disponibilizar um espaço no edifício da Junta para criar um horário de atendimento do eleito da CDU e disse que as eleições para a Lord foi uma "guerra entre laranjas";
- Vítor Leal, que integrou a lista da CDU nas últimas Eleições Autárquicas, aludiu à situação deplorável das ruas do lugar do Guardão;
- Mário Silva, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP, pediu a intervenção da Junta na resolução de vários problemas no lugar de Cerqueda; e
- Jorge Lamas criticou a promiscuidade existente entre algumas instituições e o facto de Junta não ter solucionado o problema da rua do Cabo onde habita; disse ainda que os terrenos baldios entre o estádio do Aliados e a Liga foram vendidos por alguém…
O presidente da Junta respondeu a todos e aproveitou para criticar a intervenção de Jorge Lamas, o qual sentindo-se indignado abandonou a sala.
Já com este lordelense fora do espaço da sessão, Joaquim Mota afirmou que este não tem estatura moral para o criticar.

Documento 1 - Solicitação de espaço para horário de atendimento do eleito da CDU

Todas as forças políticas, inclusive a oposição, são elementos essenciais à democracia. Assim, a todas as forças políticas representadas neste órgão devem ser facilitadas condições para desenvolverem o seu trabalho. Como disse o presidente da Câmara Municipal de Paredes na tomada de posse da actual Assembleia de Freguesia, “esta é a casa da democracia”.

Assim, e porque o edifício da Junta de Freguesia de Lordelo é de todos os cidadãos e de todas as forças políticas, a CDU – Coligação Democrática Unitária vem através do seu representante eleito democraticamente, solicitar a aprovação da disponibilização do espaço desta casa para criar um horário de atendimento do eleito da CDU, a funcionar na última sexta-feira de cada mês, entre as 21 e as 23 horas a começar já no próximo ano.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

Documento 2 - Alteração do preço da concessão de campas e trasladações

1. A degradação da situação socioeconómica da maioria das pessoas e das famílias e a perspectiva do prosseguimento dessa evolução no próximo ano constituem aspectos de uma grave realidade a que as decisões dos diferentes órgãos de poder, quer a nível nacional, quer a nível local, não devem deixar de prestar particular atenção.

2. Neste sentido, a CDU não aceita nem poderá dar o seu acordo a políticas, medidas e opções que contribuam para tornar mais difícil a vida dos nossos cidadãos, impondo-lhes ainda maiores sacrifícios. Referimo-nos, neste caso em concreto, à alteração dos preços de concessão de campas e trasladações.

3. Sabemos que a lei possibilita que as Juntas de Freguesias fixem as taxas a aplicar por serviços que prestam, mediante regras de proporcionalidade e fundamentação financeira. Acontece, contudo, que a missão das autarquias é a prestação de serviço público e a promoção dos interesses dos munícipes e do desenvolvimento local – não se trata, por isso, de um assunto de natureza meramente “técnica” ou “financeira”, mas de uma questão do foro político.

5. A posição da CDU é clara no que toca a este tema: não sendo possível diminuir taxas, a Junta deveria ajustá-las sempre de acordo com as previsões de inflação para o ano seguinte ou ter em conta as alterações já realizadas. É sabido que a inflação foi negativa em 2009, este ano – 2010 – a inflação é de cerca de 2%, e no próximo ano rondará o 2,5%. O que acontece, porém, é que há um ano atrás já houve um aumento dos preços na concessão dos jazigos e sepulturas, sendo por isso injusto que sejam os lordelenses a pagar mais uma vez pelo facto de a Junta dispor de menos dinheiro para o próximo ano.

7. A actualização das taxas deve ser feita de forma criteriosa, respeitando as previsões da inflação, defendendo as populações de terem de sofrer ainda maiores privações, num contexto de dificuldades como é o que vivemos, e, eventualmente, procurando estudar um modelo de evolução faseada dos aumentos.

8. Este não é seguramente o modelo que preconizamos. Por isso, votamos contra esta alteração de preços de concessão de campas e trasladações.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

Documento 3 - Orçamento 2011

1. Tendo presente que as transferências de verbas para Junta de Freguesia vai sofrer uma redução de 5% do F.F.F. – Fundo de Financiamento das Freguesias e uma redução de 25% de verbas atribuídas pela Câmara Municipal de Paredes e sabendo que este facto é impedimento para realizar todas as obras que seriam necessárias para a nossa cidade, urge estabelecer prioridades de forma a garantir o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.

2. A CDU aceita e reconhece a importância das obras anunciadas pela Junta de Freguesia no documento “Grandes Opções do Plano e Orçamento 2011”, algumas delas coincidentes com as reivindicações que constavam do Programa Eleitoral da CDU/Lordelo.

3. Porém, a CDU discorda que a Junta preveja gastar 1.500 euros em “Publicidade”, 4.000 euros em “Prémios, condecorações ou ofertas”, ou 2500 euros em “Estudos, pareceres, projectos e consultadorias” num tempo de crise em que o bom senso exige contenção de despesas. Acresce o facto de o Executivo não saber explicar devidamente onde vai aplicar 30 mil euros em “Outros trabalhos especializados”e 80 mil euros em “Outros Investimentos”.

5. No entanto, tendo presente que o orçamento para 2011 também apresenta aspectos positivos, pois contempla obras de importância vital para os Lordelenses, a CDU opta pela abstenção.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Eleições Cooperativa A Lord: vitória esmagadora da lista A

(Foto: Verdadeiro Olhar)


Lista A: 668 votos

Lista B: 209 votos


Saber tudo em A FARPA

Um debate esclarecedor


«Manuel Alegre está em melhores condições para mobilizar os que apoiam o Governo; eu estou em melhores condições para mobilizar todos os que são contra o Governo». (Francisco Lopes)

Acabo de assistir ao debate dos Candidatos Presidenciais Manuel Alegre e Francisco Lopes. Cumpriu-se o esperado. Alegre refugiou-se na retórica de um diagnóstico que identifica as consequências, verte algumas lágrimas de crocodilo pelo neoliberalismo mas se afasta do percurso, procurando apagar a interpretação das causas. Mas Alegre evolui. Alegre é (agora) contra Maastricht, contra as politicas europeias na agricultura e pescas, contra os garrotes ( “o acosso”) de entidades privadas não eleitas, contra as orientações de Merckel. Mas fica por aqui.
Não toca em Barroso, na Comissão Europeia, no Banco Central Europeu, não se vá dar a necessidade de chegar a Sócrates (não o filósofo).
Francisco Lopes identifica claramente as causas, o rumo, os interesses, chegando á sacrosanta União Europeia. O discurso é límpido e global. Não deixa espaços na penumbra, antes ilumina toda a rede de práticas politicas que nos conduziram ao desastre. Cavaco é referenciado como um interventor errado, um protagonista insuficiente e incoerente, um vazio inconsequente.
Alegre transporta as contradições de uma prática anterior não conforme com o discurso actual, de apoios simétricos que se anulam em objectivos e soluções, de uma impotência politica que é traço e perspectiva. Alegre reconhece a coerência do PCP e a sua capacidade de nunca estar do lado errado da barricada. Isso é muito mais importante do que ver nas iniciativas de campanha de Alegre líderes do Bloco e do PS a anunciar juras de identificação com o candidatura.
Francisco Lopes tocou bem na ferida, quando concluiu que o candidato Alegre, tão preocupado em mobilizar o eleitorado do PCP, estaria ele sim bem colocado para mobilizar os que se identificam com as politicas governativas.
Cristiano Ribeiro

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Paredes

21/12/2010

"Ordem do Dia":
1- Proposta de aumento do Capital Social da AMIPAREDES - Agência Municipal de Investimento de Paredes, E.M., S.A.;
2- Parque Empresarial de Paredes - Isenção de Taxas Municipais de Licenciamento e Emissão de Alvará;
3- Desafectação de várias parcelas de terreno que integram a Cidade Desportiva de Paredes;
4- CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário, CRL (CESPU CRL) - Pedido de cancelamento de ónus de reversão a favor do Município de Paredes;
5- Trânsito na freguesia de Lordelo - Sinalização Vertical e Horizontal na Alameda S. Salvador e arruamento novo designado como K1 e sinalização vertical de estacionamento de 1 lugar para mobilidade reduzida na E.N. 209 frente ao edifício onde se situa a associação "Pegadas de Amor"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nobreza Confrangedora

Decorreu ontem um debate televisivo entre um candidato à presidência da República – Francisco Lopes – e um candidato ao não sei bem o quê – Fernando Nobre. Usando de uma prosa retórica que chegou mesmo a oscilar entre a beatice, o ridículo e a ignorância, Nobre demonstrou entre muitas outras coisas não estar ao nível da responsabilidade política inerente ao cargo que estará em disputa no próximo acto eleitoral.
Ler mais em Ad Argumentandum

CONCENTRAÇÃO DE TRABALHADORES


Contra as Injustiças, contra a Pobreza,
pelos 500€ do Salário Mínimo em 2011!
Dia 16 de Dezembro, 5ª feira, 14h30m
Rua Santa Catarina (Junto ao Via Catarina)
seguido de Cordão Humano até ao Governo Civil

Participa! Vamos defender a dignidade dos trabalhadores portugueses!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sessão Ordinária da AF Lordelo

20 Dezembro, segunda-feira, 21h

Ordem de Trabalhos:
1 - Período antes da ordem do dia;
2 - Votação e aprovação da acta da sessão anterior;
3 - Relatório de actividades da Junta de Freguesia - 4.º trimestre
4 - Alteração do preço de concessão de campas e trasladações;
5 - Documentos Previsionais para o ano de 2011;
6 - Toponímia/postura de trânsito;
7 - Período de trinta minutos para intervenção do publico.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Com rabo entre pernas


Cavaco Silva foi a Portimão, onde participou na iniciativa que assinalou o 150º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes.
Quer na intervenção, quer nos comentários que foi soltando no decorrer da homenagem ao grande escritor e antigo Presidente da República, Cavaco mostrou-se tal qual é: pequeno, pequenino, minúsculo, ridículo, insignificante - exactamente o oposto do homenageado...
A dada altura, leu:
«Há quem afirme que foram os escândalos financeiros e as intrigas políticas que o levaram (a Teixeira Gomes) a renunciar ao cargo de presidente, pois nunca tolerou a desonestidade, sobretudo quando envolvia dinheiros, públicos ou privados».
Mas, dito isto, Cavaco não declarou a renúncia ao cargo de presidente - certamente porque tolera a desonestidade, sobretudo quando envolve dinheiros, públicos ou privados...Diz o DN que Cavaco falava «com voz pausada e transmitindo uma imagem de serenidade nesta fase de pré-campanha eleitoral».
Mas perdeu a compostura quando uma jornalista o confrontou com as declarações de Francisco Lopes lembrando, pertinentemente, as responsabilidades directas de Cavaco na fome existente em Portugal, devido aos mais de 15 anos em que ocupou os cargos de primeiro-ministro e de Presidente da República - coisa de que Cavaco nem quer ouvir falar, especialmente porque lhe estraga a imagem de «salvador da pátria» que ele vem contrabandeando...
Face à questão colocada pela jornalista, «logo surgiram risos e interrupções» e Cavaco - «desta vez não escondendo algum incómodo, tal como o seu staff» - do alto da sua incomensurável pequenez, fugindo com o rabo à seringa - decretou que a questão «não merece qualquer resposta»...E, «dirigindo-se, de imediato, para a porta de saída», desapareceu, fugiu.
Com o rabo entre pernas.
Consta que os ganidos se ouviram de barlavento a sotavento...

sábado, 11 de dezembro de 2010

O MEU FRACO É SER FORTE

O fraco que eu posso ser
aos olhos de quem me veja,
não ser o que eu quero ser
não o que querem que eu seja.

No caminho, a cada instante
aos ouvidos baixinho,
não falta ali quem me cante
p’ra eu mudar de caminho.

Teime lá o que teimar,
quem me tenta desviar
que não o vai conseguir.

Não tenham pena de mim
eu sinto-me bem assim.
sei p’ra onde quero ir!...

Rodela
(poeta comunista de Freamunde)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Leis do Trabalho - A resposta necessária

(“Operários” – Tarsila do Amaral)

As ordens de Bruxelas e dos “mercados” são claras. O Governo português tem que facilitar os despedimentos e reduzir drasticamente as indemnizações aos trabalhadores despedidos. Esta é, como é sabido, uma das muitas formas de, ao mesmo tempo que “os mercados” vão sangrando a Economia do país, ir instalando cada vez mais fundo o ambiente de terror que permitirá que um trabalhador despedido hoje, aceite daqui a dois meses o mesmo posto de trabalho... mas por metade do salário e, desta vez, ainda com menos garantias, segurança ou direitos.
Infelizmente, vivemos num país em que as “sugestões” de Bruxelas e dos “mercados” são ordens.
Infelizmente, vivemos num país em que quaisquer promessas ou garantias vindas do Governo, indicam, como se tem visto, que vão fazer exatamente o oposto do prometido e garantido.
Assim, quando lemos que o «Governo não vai alterar a lei dos despedimentos», ou a sonsa Ministra do Trabalho dizer que «é precipitado falar em alterações à lei laboral»... devemos esperar o pior e responder-lhes, alto e bom som, dizendo que «mexer nas leis do Trabalho é uma declaração de guerra aos trabalhadores».

sábado, 4 de dezembro de 2010

PCP/Lordelo vai publicar edição especial de A FARPA sobre as eleições para a Cooperativa A Lord


No próximo dia 19 de Dezembro, os sócios da Cooperativa de Electrificação A Lord serão chamados a escolher os membros dos órgãos sociais para o triénio 2011/13. Há duas listas concorrentes. Tendo presente a importância do acontecimento, o PCP/Lordelo decidiu lançar uma edição especial de A FARPA e foi ouvir os candidatos para que os lordelenses possam conhecer melhor as propostas de cada um e decidir qual o melhor.
Ler mais em A FARPA

Francisco Lopes no distrito do Porto


Francisco Lopes, candidato à Presidência da República, participou ontem em várias iniciativas no distrito do Porto: Contactou com trabalhadores da Petrogal em Matosinhos e do sector têxtil de Santo Tirso. Participou ainda numa Sessão Pública no Porto, jantou com apoiantes na Maia, terminando o dia intervindo num Comício-Festa em São Pedro da Cova.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PS votou como?!!! Não!!! Pode lá ser?!!!

(A triste figurinha chamada Assis)

E pronto! O dinheiro, mais uma vez, falou mais alto. Os senhores acionistas das grandes empresas que querem distribuir os dividendos antes do tempo para fintar o fisco, enquanto o resto dos cidadãos amocha com cortes de ordenados, cortes de abono de família, cortes nas reformas, cortes nos orçamentos de tudo e mais alguma coisa, aumentos de impostos, aumentos de preços, desemprego, precariedade, etc., etc., etc.... podem respirar de alívio! Os diligentes representantes dos seus interesses, enquanto capitalistas, não os deixaram ficar mal. Nada de novo!
O PCP ainda tentou, antes que o ano acabe e estes senhores se abotoem com vários milhões de Euros extras, fazer aprovar uma proposta que os obrigasse a pagar impostos... mas nada feito!
Se bem que a posição do PS não seja nova, foi admirável assistir à ferocidade com que a matilha (se bem que com um interessante número de exceções) se abateu sobre a proposta dos comunistas. Não fosse o diabo tecê-las, a disciplina de voto foi garantida recorrendo a tudo, até à dramática ameaça de demissão do histérico Francisco Assis, com um ar desvairado pelo cagaço de poder não conseguir fazer a vontade aos senhores acionistas... provavelmente, alguns deles, sentados na sua própria bancada parlamentar.
E pronto! O Partido Socialista mandou a ética, a equidade e a justiça fiscal às malvas e colocou-se ao lados dos interesses mesquinhos do grande capital. Nada de novo!
Agora uma coisa digna, mas mesmo digna de ser vista... é a minha cara de “espanto”!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Propostas CDU/Lordelo para próximo orçamento

Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Lordelo

Em resposta à solicitação contida na vossa carta datada de 04 de Novembro de 2010, venho por este meio indicar as propostas da CDU para o próximo orçamento da Junta de Freguesia de Lordelo:
1) Elaboração de estudo e implementação de medidas, entre as quais a criação de sentidos únicos, que visem a melhoria do trânsito em algumas ruas estreitas da nossa cidade, como por exemplo: rua de Santa Tecla, rua de Soutelo, rua dos Bons Amigos, entre outras;
2) Construção de passeios e lugares de estacionamento na EN209 entre a “Quinta da Batalha” e o edifício “Servilord”;
3) Beneficiação da zona defronte à Escola EB 2,3, nomeadamente o arranjo do lago com chafariz;
4) Construção de um parque infantil/juvenil na Urbanização da Rua dos Combatentes (Parteira);
5) Dotação de relvados sintéticos dos campos de treinos do Aliados;
6) Construção de um Skate Park ou Parque Radical;
7) Construção de um Parque Geriátrico;
8) Arranjo ou construção de paragens de autocarro com alusões ao património histórico, cultural e paisagístico da nossa freguesia, que sirvam dois objectivos: a) fornecer abrigo condigno aos utentes dos transportes públicos; e b) promover Lordelo como destino turístico/cultural inserido na rota do Românico;
9) Requalificação dos acessos às pontes do lugar de Penhas-Altas, em especial à ponte românica;
10) Requalificação dos moinhos de água nas margens do Rio Ferreira a montante da Levada do Souto e integrá-los num percurso histórico-ambiental;
11) Disponibilização de acesso à internet fora do edifício da Junta de Freguesia.

23 de Novembro 2010

O Deputado da Assembleia da Freguesia de Lordelo eleito pela CDU – Coligação Democrática Unitária,

António Miguel Barbosa Correia

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempo de Antena da Greve Geral

Paredes no seu melhor

Na próxima sexta feira decorrerá pelas 21 horas uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Paredes no Centro Escolar de Gandra. Tão inusual local de reunião surpreenderá muitos, mas não deixa de ser uma acrobacia politico-geográfica do PSD, que assim procura promover o polémico projecto da Carta Educativa. Quer seja ideia de Granja da Fonseca ou imposição de Celso Ferreira, a bizarra realização da AM em Gandra, provocará um aumento de despesas com ajudas de deslocação. E salientaremos a sorte de não ter avançado o projecto do mastro em Lordelo, o que poderia, a existir, e com tais gentes, proporcionar uma sessão invernal ao ar livre... em torno do mastro.
Dissequemos alguns dos documentos propostos á Assembleia. Comecemos pelo Relatório de Actividades. Na parte elaborada pelo Pelouro do Desenvolvimento Municipal, temos a referência na pág 4 á "montagem de palco" em Aguiar de Sousa e Bitarães, sem que se indique para quê ou ao serviço de quem. Na pág.5 refere que em Lordelo procedeu-se a umas enigmaticas "mudanças no CTIM". Mas em Diversos, pág 6, fora da caracterização por freguesias, aparece um diferente "montar e desmontar palco e módulos em várias freguesias", que deve ser uma "montagem" diferente, pena não se saber quais as freguesias. Mas na página 6 está um "Transporte a Lisboa", não se sabe de quê, de quem, como, etc.
Mas como quem não deve não teme, na pág. 9 e num relatório de actividades, alguém nos surpreende com uma frase bombástica, estilo o Benfica vai ser campeão!: "Actualmente o Encontr'Artes está consolidado como a maior manifestação cultural desta área geográfica".
Mas outros pelouros carreiam informação importante para a AM: "remoção de ervas daninhas da Rotunda Sá Carneiro e do Parque José Guilherme." Veja-se a criatividade, a organização, a motivação da gestão PSD de Paredes. É um verdadeiro traço distintivo. A remoção de ervas daninhas. Abençados!
Com o Pelouro dos Serviços Gerais acaba o Relatório de Actividades da Câmara. Importante referir "Organização de Serviços" e "Coordenação de Pessoal", não fossemos pensar não haver essa actividade, "Reparação da Bandeira Nacional do Municipio", "Limpeza do Museu Municipal" que está fechado, "Apoio á actividade de vindimas dos parques verdes do concelho para a confecção do almoço" (!), "Limpeza das casas de banho públicas na Feira e Praça José Guilherme nomeadamente á falta de pessoal"(!!)
a continuar...

domingo, 21 de novembro de 2010

Joaquim Gomes (4 de Março de 1917 / 20 de Novembro de 2010)

O primeiro emprego aconteceu depois de completados os seis anos. Não recordo o tempo que durou o trabalho nesta primeira fábrica de cristalaria, mas lembro-me que era conhecida como Fábrica do Açúcar — não significando o nome, porém, que o trabalho dos aprendizes fosse menos amargo que noutras do ramo. Necessário se torna esclarecer que no respeitante à idade não bati qualquer recorde pois houve crianças, e não foram poucas, que começaram antes dos seis anos, não sendo também raros os casos em que os pais tinham de as levar ao colo quando iam para o trabalho!
As fábricas de cristalaria ou a potes trabalhavam num único turno diário. Os aprendizes, regra geral, entravam numa «obragem» (uma equipa de trabalho) pelo último escalão, que consistia em preparar o molde para que cada peça pudesse ser moldada.
As coisas passavam-se mais ou menos assim. Se o molde era de madeira o aprendiz tinha de o mergulhar numa celha com água após cada moldagem. Se o molde era de ferro mas pequeno, a operação podia ser idêntica. Se o molde era de ferro mas mais pesado, tinha de ser lubrificado, ou levar uma fita de madeira especialmente preparada para o efeito, para que o vidro ainda incandescente se não pegasse ao molde. Os moldes de madeira destinados à moldagem de peças grandes tornavam-se muito pesados, pelo que os miúdos em pouco tempo ficavam bastante cansados. O que na prática também se verificava com os moldes mais pequenos, não pelo peso, mas pelo ritmo de trabalho ser mais acelerado, acontecendo por vezes os oficiais ou outros operários adultos terem mais força no sopro do que os aprendizes nos braços. Em consequência disto, nem sempre durante a moldagem o molde se mantinha bem fechado, do que podia resultar a inutilização da peça e com ela um bofetão ou coisa do género, sem se ter em conta tanto o cansaço como a idade do aprendiz.
A esta distância estaria errado quem pensasse que estas e outras atitudes, algumas bem mais violentas, dos operários vidreiros para com os aprendizes eram devidas à falta de sentimentos humanos e de carinho pelas crianças. Primeiro, porque era a própria engrenagem da exploração capitalista que produzia estas situações, uma vez que ganhando os adultos à peça, cada uma que se inutilizasse acabava por se reflectir negativamente no salário. Segundo, porque mais ou menos em todas as profissões estava generalizada a convicção de que sem se chegar a «roupa ao pelo dos aprendizes», eles se não faziam homens a valer e ainda menos bons profissionais, mas também porque fosse até tradição os pais dos aprendizes recomendarem aos mestres: «Não lhas poupe sempre que as mereçam.» E é claro, isto dava para tudo... De resto, não se pode esquecer que no ensino de então se tinham como indispensáveis as reguadas, ponteiradas e outros mimos do género. Até o senhor prior, quando ensinava a doutrina na casa de Deus, não fugia à regra!
Voltando à minha trajectória como aprendiz de operário vidreiro, recordo perfeitamente que para ingressar na segunda fábrica onde passei a trabalhar teve a minha mãe de me acompanhar e mostrar ao patrão a minha cédula de nascimento para provar que tinha completado os sete anos, idade mínima para nessa fábrica os aprendizes serem admitidos. Tratava-se da Fábrica Marquês de Pombal cujo patrão, o Sr. Magalhães, com alguma razão tinha fama de ser bom. Os esforços desenvolvidos pela minha velhota para que ingressasse nesta fábrica justificavam-se também pelo facto de nela trabalharem já um irmão e uma irmã mais velhos do que eu, o que facilitava imenso o avio do farnel. Este consistia numa fatia de broa com um bocado de toucinho ou, mais frequentemente, com uma sardinha fresca ou salgada, sendo a broa e o conduto cortados em três bocados. Se o conduto era toucinho nunca a divisão levantava grandes problemas, mas tratando-se de sardinha, no dia em que devia calhar a cabeça a um de nós e isso não sucedia, havia discussão, já que todos consideravam essa parte a mais gostosa e a que melhor condutava. De tal modo isto me ficou que, ainda hoje, detesto comer sardinhas em locais onde «pareça mal» chupar as cabeças.
Do trabalho e dos problemas vividos nesta fábrica, o que mais me marcou, além do esforço violento que os aprendizes tinham igualmente de despender, foi um acidente que sofri, o qual podia ter tido consequências muito graves, deixando-me marcas para sempre. Os ganhos, como anteriormente, eram uma miséria. Se a memória me não atraiçoa, trabalhei nela cerca de dois anos. Com o meu irmão fui trabalhar para a Fábrica Nova, Companhia Industrial Portuguesa, que por essa altura ensaiava, creio que pela primeira vez na Marinha Grande, a produção de artigos correntes chamados de «cristalaria em forno a tanque». A decisão que tomámos tinha em vista a subida de categoria e, consequentemente, aumentos de salários. Contudo, o trabalho foi de pouca duração pelo facto de a tentativa de alterar a produção não ter resultado.

In Joaquim Gomes,


Abaixo de cão!

O jornalismo que por aí se produz está ao nível de cão. E então o jornalismo politico dominante é verdadeiramente dejecto de cão. As reportagens da Cimeira da NATO que vi na RTP1 (não se pode estar em todos os canais ao mesmo tempo) são verdadeiramentes surreais. A subserviência, a manipulação, o ridículo extravazam no que se diz e são significativas no que se cala.
João Adelino Faria, António Esteves Martins e Márcia Rodrigues foram os rostos de uma das páginas mais negras do jornalismo (ia dizer de um jornalismo sério e isento, mas tal critério está implicito na palavra jornalismo). Comportaram-se não como jornalistas com formação e ética profissional, mas como funcionários, assessores de imprensa da organização politico-militar. Foi verdadeiramente um verdadeiro HIS MASTER VOICE. A utilização de palavras como Histórica para classificar os “resultados” da Cimeira entrará certamente no anedotário nacional, pois foi repetida por tão ilustres “figurões” sem que isso representasse ...nada. Já não falo claro da estagiária de serviço na Avenida da Liberdade, de apelido Neves de Sousa, que encontrou nas pedras soltas do passeio argumentos anti-NATO. Um calhau!
Temos portanto que a RTP, empresa pública da República e da Democracia, com defices de exploração de milhões, alberga no seu interior uma cambada de pseudo-jornalistas, acéfalos, rastejantes e “vendidos”. E que trabalham em função de outros interesses, de outros senhores. A João Adelino Faria não bastarão os 9.736 euros do vencimento. A António Esteves Martins, não chegarão os 2.986 euros (sem ajudas).
Demitam-se as Direcções Informativas, se tiverem coragem. Fechem-se as Escolas de Jornalismo que tão medíocre formação dá. Retire-se a Carteira Profissional a quem de direito. E aos visados: inscrevam-se nos Partidos, do Sócrates, do Coelho. Jornalismo, não!

sábado, 20 de novembro de 2010

Mais de 30 mil gritaram "Paz Sim, NATO Não!"

Hoje, Lisboa foi palco de uma grande manifestação, que juntou mais de 30 mil pessoas em protesto contra a realização da Cimeira da NATO em Portugal e a favor da paz. O desfile foi promovido pela campanha "Paz Sim, NATO Não!", plataforma que integra cerca de 100 organizações, entre as quais, o PCP.
Perto de uma centena de militantes comunistas do Vale do Sousa participaram nesta iniciativa.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Continua o ataque à liberdade de expressão no Porto



Perante a tentativa de retirada de propaganda da Greve Geral, nas Sedes dos Sindicatos das Industrias do Calçado e Têxteis e dos Trabalhadores Rodoviário no Porto, o PCP questionou já o Ministro da Administração Interna para que, com carácter de urgência, se pronuncie sobre esta matéria.
Após terem roubados inúmeros materiais de divulgação da Greve Geral que estavam legalmente colocados pela cidade do Porto, a Câmara Municipal do Porto foi ao Sindicato e Federação dos Têxteis, na Avenida da Boavista, em frente à Casa da Música, onde retirou abusivamente um pano que se encontrava no referido edifício de informação sobre a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro.
Protesta, não aceites este ataque à liberdade de expressão e à democracia. Envia o teu protesto para a Câmara Municipal do Porto e para a Polícia Municipal:
Câmara Municipal do Porto
Tel. 222 097 000 - Fax 222 097 100 - Email: geral@cm-porto.pt
Polícia Municipal do Porto
T: 226 198 260 - F: 226 198 269 - mail: policiamunicipal@cm-porto.pt
Uma grande Greve Geral será também a justa resposta a estes actos prepotentes e autoritários.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Memória Cala a Desgraça

Nos tempos que correm o termómetro da paciência para aturar Alegre e os alegristas já quase rebenta. Agora imagine-se o que não será quando a campanha presidencial começar ‘a sério’.
Entalado com dois apoios aparentemente antagónicos – PS e BE – anda o candidato por aí de forma estapafúrdia numa roda viva de posições políticas que na maior parte das vezes não são nem de um lado nem do outro, são desse seu repetitivo e trambiqueiro estágio do ‘nim’.
Apareceu recentemente de forma oportunista ao lado dos estudantes em protesto. Ele próprio, que foi um dos deputados responsáveis por esta política propineira e que defendeu, debaixo de um parolo europeísmo – essa espécie de tábua de salvação do obscurantismo nacional -, o desvairado ensino à bolonhesa. E não se deu ainda conta, desfasado que anda da realidade educativa sobretudo a nível superior, que esta ‘modernice’ à escala europeia não passa de um ‘produto’ educacional de metas completamente falaciosas, que tem o dom de conseguir desagradar a toda a gente, com excepção, é claro, aos pachorrentos, fastidiosos e ignorantes tecnocratas de Bruxelas.
E se agora aparece ao lado de um protesto de rua, amanhã, a pretexto da ‘atitude que deve ter um presidente da república’ – não esquecendo a postura de pesporrência que costuma pôr nestas suas transfigurações ocasionais - é bem capaz de ir cortejar os principais responsáveis políticos e educativos pela situação que levou e leva milhares de pessoas ao protesto e à indignação. Pede-se-lhe uma opinião e ele, com a sua ensaiada face de declamador de poesia a tempo inteiro – olhem que grande poeta que sou! -, atira ‘ao vento que passa’ generalidades e subterfúgios sobre o seu país.
Alegre é uma contradição insanável em si mesmo. Um político que quis agarrar-se com mais espectáculo que ideologia aos ventos esquerdistas que sopraram de Abril, e que depois de 1974 passou a vida a aprovar, promover e criar autênticas cacetadas legislativas nos direitos e liberdades da esmagadora maioria do povo português.
É um dos responsáveis MÁXIMOS pelo estado de degradação social do Estado. É, enquanto eterno alinhado de um pê-ésse subserviente e medroso, um dos mais proeminentes servidores de interesses corporativistas e do grande capital. É um dos responsáveis pelo nosso aninhamento perante a Alemanha e a França, os donos e senhores desta União Europeia que só funciona à base de um predomínio de grandes sobre pequenos, sendo uns e outros, desde sempre, os mesmos!
O que vai colocando no poder este e outros ‘alegres’ deste país não é sua especial capacidade política, muito menos a sua suposta inteligência. É no fundo a má memória que grassa na sociedade portuguesa. É ela a grande responsável pela sucessiva promoção política – sempre em progressão: hoje primeiro-ministro, amanhã presidente – daqueles que passaram anos a depauperar o Estado, as instituições democráticas e a própria Constituição que dizem agora – com desfaçatez pública e sem vergonha na cara – querer ‘cumprir e fazer cumprir’!

“A memória cala a desgraça
A memória nada lhes diz”
Assim se constrói a couraça
Dos que enterraram este país!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pátria desamada

vês o teu país
como um filho
que passa mal
e tu passas por ele
e não fazes nada?

uma pátria perdida
louca varrida
violada
um povo humilde humilhado
a pedir mendigo justiça
uma terra de ninguém
onde diseurs da mentira
proclamam grandes verdades
e tomam posse da minha amada pátria
como se fosse uma junta de freguesia
ajeitam a gravata
acertam o preço com os fregueses
e trespassam-na no mercado:
rápido que é para acabar

Dinis H. G. Nunes

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Greve Geral de 24.11.


Ir ou não ir para a rua? Esta é uma questão que se nos põe. Porque há quem confunda Greve Geral com uma manifestação de rua e, muito pior, há quem queira aproveitar a “folga” criada por um “dia anormal” para fazer coisas que fazem nos “dias normais” ou que só não se fazem por falta de tempo…
No plano prático e concreto, “fazer compras”, ou uma ida ao cinema, ou marcar um passeio ou um pic-nic com amigos são um actos efectivamente contrários à greve. Mas fique muito claro que estou a pensar em voz alta e para “consumo interno”, pessoal, com eventual utilidade para conhecimento de outros que queiram reflectir sobre o significado de uma Greve Geral. Sim, porque é coisa que não se faz há 22 anos, e há 22 anos foi em condições bem diferentes. Não pode ser algo banalizável!
Obviamente que há forças a quem interessa desvalorizar o dia “não normal”, torná-lo o menos “anormal” possível no que é e nas suas consequências. Os que querem fazer da Greve Geral uma manifestação de protesto, de massas mas não de rua, sem nada retirar nada à enorme importância dos piquetes de greve e ao seu apoio e reforço.
No dia 24 de Novembro terá de ser dado um sinal muito sério, de luta contra as políticas que têm sido prosseguidas por estes governos PS-PSD-CDS. Terá de ser uma manifestação da força que têm os trabalhadores, os que produzem e consomem, não dos que exploram o trabalho dos outros e dos que especulam.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SCUT- Petição contra portagens


Organizadas pelas várias comissões de utentes, realizaram-se hoje manifestações de protesto. Em Viana do Castelo, a partir das 17h00, junto à rotunda Papanata, foi distribuído um comunicado e um abaixo-assinado. Também na Maia, na zona das Guardeiras, a partir das 18h00, decorreu uma acção semelhante. Em Espinho as comissões juntaram-se, a partir das 8h00, na rotunda da Rua 19.


Entretando está disponível online no sítio do Movimento de Utentes uma petição/Abaixo-assiando contra as portagens nas SCUT:

domingo, 14 de novembro de 2010

Miguel Correia faz balanço do ano autárquico


Passado um ano das últimas Eleições Autárquicas, o eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo faz um balanço do seu trabalho com críticas duras ao Executivo PSD e a Celso Ferreira. Aproveita para expor o seu pensamento e do seu Partido sobre os principais problemas da cidade de Lordelo.

Ler entrevista em A FARPA

sábado, 13 de novembro de 2010

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA PORTAGENS NAS SCUT

Dia 15 de Novembro (Segunda-feira), pelas 18 horas,
na Rotunda da Guardeira na N13, na Maia (perto do Vivaci Maia).
DIVULGUE E PARTICIPE!
Comissões de Utentes da A28, A41 e A42

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Concerto pela Paz

Cinema Batalha, próximo domingo, 14 Novembro, 17h
Com a música de Jorge Palma, Sebastião Antunes, Couple Coffee e João Afonso.
Bilhete de Entrada: 5 Euros
Ver sítio da Campanha PAZ SIM, NATO NÃO!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Revolução de Outubro - 7 Novembro (calendário gregoriano)

"O bolchevique" - Boris Mikhailovich Kustodiev (1920)

Como seria o mundo de hoje sem o empurrão da “Revolução de Outubro” (7 de Novembro pelo calendário Gregoriano), no sentido da liberdade e da justiça social?
Até onde teria chegado a barbárie da exploração, sem o fantástico impulso que a Revolução imprimiu às lutas dos trabalhadores e dos povos em todo o mundo, pela sua emancipação?
Como estaríamos hoje, sem o poderoso contributo da União Soviética para a derrota do Nazi-Fascismo?
Como estaria hoje o mundo se essa experiência do socialismo não tivesse sucumbido aos erros que não soube evitar, ou corrigir?
Perante o cenário mundial de exploração desenfreada e de impunidade dos mais variados crimes contra a justiça social, os direitos dos trabalhadore e dos povos e contra a própria Natureza, como estaremos todos daqui a alguns anos, se, entretanto, não fizermos crescer dentro de cada um de nós uma nova Revolução?

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais de 100 mil repudiaram a política de direita



Só a luta é inevitável.
Mais de cem mil trabalhadores da Administração Pública, provenientes de todo o País, responderam à convocatória da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública participando na manifestação nacional, hoje, em Lisboa, e mostrando-se totalmente empenhados em fazer tudo o que puderem, até 24 de Novembro, para esclarecer e mobilizar toda a população portuguesa para a greve geral.
Até lá, prosseguirão com o trabalho de sensibilização, nos locais de trabalho e de residência, contra «o roubo nos salários», as privatizações, a destruição de direitos e de carreiras, contra o desemprego e os cortes nos rendimentos de quem trabalha, e contra as medias do Governo anunciadas na proposta de Orçamento de Estado e acordadas com o PSD, cuja consequência será uma alastrar de um ainda maior alastrar da pobreza e das desigualdades sociais.À passagem da manifestação diante do Centro de Trabalho Vitória, tanto o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, como o candidato comunista à Presidência da República, Francisco Lopes foram entusiasticamente cumprimentados por milhares de mãos, beijos e calorosos abraços de reconhecimento e de apoio ao nosso candidato e ao Partido que melhor representa e faz valer os justos anseios e aspirações de justiça social da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses.

Na Praça dos Restauradores, onde terminou a manifestação, iniciada no Marquês de Pombal e que durante mais de três horas percorreu a Avenida da Liberdade, milhares de funcionários públicos, trabalhadores da Administração Local, professores, enfermeiros, polícias, sargentos dos três ramos militares das Forças Armadas, bombeiros e trabalhadores de todos os sectores e empresas públicas, aprovaram uma resolução onde consideraram que «só o aprofundamento da luta dos trabalhadores permitirá estancar o agravamento brutal das condições de vida e das camadas mais desfavorecidas da população e perspectivar a sua inversão».De um palco intervieram o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, Francisco Braz, do secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, e do secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.Os oradores demonstraram haver alternativas políticas e económicas às acordadas entre o Governo PS e o PSD, que, como se considera na resolução, «penalizam brutalmente os trabalhadores portugueses».Tributar a banca e os lucros fabulosos anunciados pelos principais grupos económicos, durante a actual crise que o País atravessa, foi solução defendida por todos os intervenientes, que também repudiaram, como na resolução aprovada, a cimeira da NATO em Portugal e os gastos que esta comportará para o Orçamento de Estado.
Lembrando os cortes nos salários, o congelamento das pensões, o aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE, o congelamento das admissões, e as medidas gerais que prejudicarão toda a população, como o aumento de impostos, Ana Avoila considerou que a culpa da crise deve atribuir-se «à política de direita dos últimos 34 anos», a par da subserviência demonstrada pelo Governo português aos ditames da política de direita da União Europeia.Considerando que o País está a «ser alvo de agiotagem», por parte dos especuladores financeiros, Carvalho da Silva afirmou que a cedência a estas pressões, pelo Governo PS, só contribuirá para agravar ainda mais as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores portugueses, e não libertará o País das pressões e chantagens dos especuladores que as agravarão, amtendo-se a política de direita.
Face à grave situação que o País atravessa, «inevitável é só a luta», considerou, salientando que só um protesto colectivo de toda a população poderá impedir a continuação de uma brutal perda de direitos, do acentuar do desemprego, da precariedade, dos baixos salários e dos índices de pobreza e miséria social.«Esta é uma luta pelo futuro e, consequentemente, de toda a juventude», salientou, lembrando a precariedade e a fragilização das relações de trabalho das camadas etárias mais jovens no mercado de trabalho. A este propósito, recordou as ameaças que muitos contratados a prazo e não só, irão viver até ao dia da greve geral, da parte de administrações e entidades patronais, com o propósito de os desmobilizar. «Há que enfrentar os medos, as ameaças e as repressões, porque só a luta poderá contribuir para que o seu futuro seja melhor, e só através dela será possível vencer as pressões e os medos», considerou.
Até à greve geral, os sindicatos da Frente Comum continuarão a efectuar plenários e acções de sensibilização, nos locais de trabalho e fora deles, para que a greve geral seja assumida e apoiada por todo o povo português.As centenas de piquetes de greve já formados, em todos os sectores, e a adesão de cada vez mais organizações representativas dos trabalhadores confirmam que, a cada dia que passa, maior é a força da greve geral e a vontade do povo para derrotar a política de direita do Governo PS, como o apoio muito mal disfarçado do PSD e do CDS-PP.
Até lá, e depois dela, «A luta continua!», garantiram mais de cem mil vozes, durante a manifestação.

sábado, 6 de novembro de 2010

Comunistas lordelenses realizam II Magusto/convívio



A Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português realizou a segunda edição do Magusto/convívio da CDU/Lordelo.
A iniciativa teve lugar no Parque do Rio Ferreira, em Lordelo (Paredes) durante a tarde de hoje com a participação de cerca de uma centena de pessoas, entre as quais, Cristiano Ribeiro, o responsável concelhio do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Paredes. A iniciativa contou com a participação animada do Grupo de Bombos “Os Pestinhas”. Os discursos políticos ficaram a cargo de Miguel Correia, o responsável pelo PCP/Lordelo e deputado da CDU na Assembleia de Freguesia, e de Paulo Macieira, da Comissão Concelhia de Paredes do PCP.
Miguel Correia aproveitou a ocasião para fazer um balanço da actividade partidária e autárquica dos comunistas lordelenses, lembrando que o PCP de Lordelo foi protagonista de várias lutas: o apoio ao Movimento de Utentes contra as portagens nas SCUT ou a reivindicação da criação da Unidade de Saúde Familiar de Lordelo. Lembrou que a CDU, desde a eleição do seu deputado para a Assembleia de Freguesia de Lordelo, deu um novo impulso na qualificação deste órgão, uma nova forma de intervenção pautada pela firmeza das críticas e pela qualidade das propostas.


Lembrando a recente passagem de Francisco Lopes pelo concelho, reiterou o apoio do PCP/Lordelo à sua candidatura à Presidência da República, a única capaz de dar voz aos trabalhadores portugueses. Apelou ainda à mobilização dos militantes e amigos do Partido para todas as iniciativas que tenham como objectivo fazer frente à política de direita do actual Governo e que promovam a luta em prol dos trabalhadores e do povo português. Assim, aproveitou para apelar a todos os trabalhadores para aderirem à Greve Geral agendada para 24 de Novembro.
Na esteira deste apelo, Paulo Macieira recordou a actividade do Partido em prol dos trabalhadores do sector do Mobiliário que levou à criação de um organismo partidário para este sector. Por isso, exortou todos os trabalhores comunistas deste sector para que integrem este organismo e dêem o seu contributo para que os atropelos perpetrados por algumas empresas, algumas delas já denunciadas pelo Partido, sejam combatidos.

(Paulo Macieira e Miguel Correia)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Magusto-convívio CDU/Lordelo

No próximo sábado à tarde, 6 de Novembro, a Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português, vai realizar um Magusto/Convívio na zona do piqueniques do Parque do Rio Ferreira (a 300 metros da Igreja Matriz, junto à sede de "Os Expansivos"), em Lordelo (Paredes). Este será o segundo Magusto-convívio da CDU/Lordelo depois das últimas Eleições Autárquicas e terá como principais objectivos:
- Promover o convívio e o intercâmbio entre os membros do PCP locais e a população em geral;
- Fazer um balanço da actividade do PCP/Lordelo e da CDU/Lordelo desde as últimas Eleições Autárquicas;
- Apoiar a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República;
Esta iniciativa contará com os discursos políticos de Cristiano Ribeiro, deputado da CDU na Assembleia Municipal de Paredes, e de Miguel Correia, deputado da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo, previstos para as 17h.

Era uma vez...


Na sua habitual homilia dominical na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa falou ontem do momento político actual. Ele explica tudo...á Marcelo.
Aos que criticavam o cinzentismo da intervenção de Cavaco Silva na sua cerimónia de apresentação da candidatura, Marcelo sentenciou, sempre sinuoso, mas sempre assertivo: “Cavaco é o que é...”. Assim mesmo. Definitivo. Esclarecedor.
Ainda mal refeitos da profundidade do pensamento, apanhamos logo com aquele trejeito facial que anuncia uma reflexão brilhante. Para os que não veêm em Cavaco qualquer sobressalto, ideia nova, criatividade, para além do auto-elogio serôdio, Marcelo “analisou” com o brilho do costume: “Em tempos de imprevisibilidade geral, os portugueses querem um Cavaco , candidato presidencial, previsível”. Esmagador.
E com loas a Catroga e ao sucesso da reunião “familiar” com Teixeira dos Santos, Marcelo assinala algo que lhe é caro, como a relação entre a evolução da taxa de dívida pública e as expectativas dos “mercados”. Como ele previra, ao acordo sucedera-se a baixa imediata da taxa de dívida pública. Foi dá cá acordo orçamental, toma lá descida da taxa. Os “mercados” são previsiveis, como Cavaco.Nesta fase, inúmeros portugueses já estariam rendidos à perspicácia do professor.
E mesmo que a taxa de divida publica cresça para os 6% anteriores 48 horas após o acordo PS/PSD, tenho para mim que não é preciso esperar para ouvir a análise de Marcelo de Domingo próximo á noite. Eu sei: os “mercados” não gostaram de não haver registo fotográfico do acordo. Houvesse registo, testemunhas, emoção, uma lágrima, um cordial aperto de mão e certamente os “mercados” não deixariam de presentear os consortes com uma singular oferta, uma oportuna prenda, um libertar do garrote financeiro com que nos presenteiam agora, principes do rigor orçamental e da boa gestão da cousa pública!
Como eu gosto da análise politica de Marcelo! Era uma vez...

domingo, 31 de outubro de 2010

“Francisco avança com toda a confiança!”

(Apesar da chuva, centenas de apoiantes receberam Francisco Lopes em Parada de Todeia)

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP esteve hoje no concelho de Paredes. O dia de Francisco Lopes começou com uma recepção calorosa em Parada de Todeia. Recebido pelo presidente da Junta de Freguesia Álvaro Pinto e por centenas de camaradas e amigos, que encheram o auditório da freguesia numa clara manifestação de apoio à única candidatura patriótica e de esquerda.
“Francisco avança com toda a confiança” foi o slogan entoado em uníssono e em alto som pelos presentes na cerimónia. Depois do discurso de boas-vindas e de apoio à candidatura por parte de Álvaro Pinto, o candidato comunista à Presidência da República no seu discurso que surpreendeu alguns dos presentes pela sua vivacidade, abordou os problemas que afectam os portugueses, cada vez mais reféns da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS.
Referindo-se à questão do Orçamento de Estado, Francisco Lopes criticou fortemente as consequências da sua aprovação, afirmando que este “é o orçamento dos especuladores e dos banqueiros contra os trabalhadores e o povo”, sem deixar de lembrar que os outros candidatos à Presidência da República manifestaram o seu apoio a favor do orçamento “que vai agravar ainda mais as condições de vida dos portugueses”.





Afirmou a necessidade de inverter o rumo das linhas políticas que têm vindo a asfixiar o povo enquanto os grupos económicos e os especuladores vêm os seus lucros aumentar. Fez o apelo para que o povo não aceite o discurso que não há nada fazer, mas que lute e dê apoio à sua candidatura, a única que incorporando os valores de Abril se assume capaz de trazer justiça social e desenvolvimento ao país. E por isso “cada apoio, cada voto conta como um contributo capaz de protagonizar uma alternativa a favor do povo português”.
Depois de Parada de Todeia, o candidato rumou a um restaurante de Baltar, onde esperavam centena e meia de apoiantes.



(Francisco Lopes ladeado por Cristiano Ribeiro e Álvaro Pinto)

Nesta iniciativa, Cristiano Ribeiro, o responsável pela Comissão Concelhia de Paredes e membro da Direcção da Sub-Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, tomou a palavra para manifestar o apoio inequívoco do PCP da região à candidatura de Francisco Lopes, aproveitando para abordar algumas lutas levadas pelo Partido, desde a intervenção junto dos trabalhadores de empresas que desrespeitam os direitos laborais até à questão das portagens nas SCUT, passando pela questão dos ataques à Saúde pública e aos encerramentos das escolas.




(Francisco Lopes em Baltar)

Francisco Lopes reafirmou os propósitos da sua candidatura sem deixar de criticar as opções do Governo que “em vez de porem Portugal a produzir, geram desemprego e injustiça social. Não podemos aceitar que haja mais de 700 mil desempregados e não se aproveite as potencialidades do país”. Interrompido por diversas vezes pelo entusiasmo dos comensais, o candidato continuou afirmando que “os sucessivos governos não sabem aproveitar os recursos naturais e humanos que temos e só sabem aplicar cortes àqueles que mais necessitam de protecção”. Contudo, “há um caminho alternativo que assenta não no discurso das inevitabilidades mas na luta dos trabalhadores e do povo”.
Por isso apelou à participação na manifestação da Função Pública no próximo sábado, na manifestação de 20 de Novembro contra a realização da cimeira da Nato em Portugal englobada na campanha “Paz sim. Nato não!” e na Greve Geral agendada pela CGTP para o próximo 24 de Novembro.





Depois do concelho de Paredes, Francisco Lopes participou numa iniciativa de apoio à sua candidatura em Campo (Valongo) e num jantar de jovens apoiantes no Centro de Trabalho da Boavista do PCP, no Porto.