BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

quinta-feira, 29 de abril de 2010

2.º número de A FARPA sairá amanhã


A edição especial em papel do boletim do PCP/Lordelo dedicada à questão da sáude sairá amanhã e será distribuída nas freguesias de Lordelo e Rebordosa.
A edição online já está disponível no blogue de A FARPA

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PCP torna público estudo da Estradas de Portugal que concluí não existirem alternativas às SCUTs


A DORP do PCP, em conferência de imprensa, divulgou um estudo da Empresa "Estradas de Portugal" que tinha como objectivo avaliar a existência de alternativas às SCUTs que o Governo pretende portajar. Este estudo concluí "somos de opinião que presentemente não existem quaisquer vias que sirvam de alternativa aos Itinerários em regime de SCUT em que se pretende implementar portagens".
Presente na conferência de imprensa, o Deputado Jorge Machado referiu a sua perplexidade perante o facto de o Governo ter omitido as conclusões deste estudo de toda a discussão pública existente em torno da colocação de portagens nas SCUTs. Segundo Jorge Machado, se esta medida avançar alguns dos concelhos e distritos mais afectados pela crise económica e social serão ainda mais penalizados.A DORP do PCP alertou para a contradição entre os critérios estabelecidos no Programa do Governo para a cobrança de portegens em SCUTs, entre os quais a existência de alternativas viáveis, e a realidade socio-económica e as conclusões deste estudo da "Estradas de Portugal".

Ler mais em DORP/PCP

domingo, 25 de abril de 2010

Sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo de 25 de Abril 2010

No mesmo dia em que se comemora os 36 anos da Revolução do 25 de Abril, o deputado da CDU, Miguel Correia, não deixou de saudar todos quantos lutaram para que a liberdade fosse possível em Portugal. Aludindo a uma das conquistas de Abril, o poder local democrático, o eleito da CDU, na sua intervenção antes do período da ordem do dia, não deixou de estranhar que a Junta de Freguesia (JF) não tenha promovido actividades de celebração do dia da Liberdade.
Na sua intervenção, colocou várias questões ao presidente da Junta de Freguesia, a saber:
1. Sabendo da destruição da Biblioteca da Fundação A Lord, instituição ímpar no panorama cultural da nossa cidade, que tipo de diligências a Junta de Freguesia tomou ou pretende tomar para ajudar a Fundação a encontrar uma solução, por exemplo disponibilizando um espaço na sede da Junta de Freguesia para albergar provisoriamente a Biblioteca ou intercedendo junto de diversas instituições (Câmara Municipal, Ministério da Cultura etc.), para aquisição de livros e outros materiais de índole cultural de forma a contribuir para criar um espólio para a futura nova Biblioteca?
2. Que contributo pretende a JF dar à luta pela contestação das portagens na A42? Pretende juntar-se às iniciativas do Movimento de Utentes ou ficar-se pela declaração de intenções?
3. Porque é que as obras no complexo desportivo do Aliados estão paradas? Para quando a conclusão das obras prometidas: a nova bancada e o relvado sintético?
4. Sabia que dezenas de jovens de Lordelo que praticam desporto e não pertencem a nenhum clube ou associação não têm acesso ao Pavilhão Rota do Móveis e por vezes não conseguem alugar uma hora no Pavilhão da Escola EB2,3 de Lordelo, obrigando-os a recorrem ao Pavilhão Municipal de Rebordosa? Não considera que é necessário criar uma infra-estrutura desportiva para satisfazer estas necessidades?
5. Como é que os cidadãos com deficiência ou mobilidade reduzida podem aceder ao auditório da JF, nomeadamente com o fim de assistirem a uma sessão da Assembleia de Freguesia? Para quando o fim desta ilegalidade?
6. Que tipo de política tem a JF para os fontanários? Porque é que há fontanários em condições lastimáveis? Porque é que foi destruído um fontanário na Rua da Ribeira?
7. Considera que os terrenos da Zona Industrial de Lordelo devem estar submetidos exclusivamente à lógica das regras de mercado sem haver qualquer mecanismo de apoio as micro e pequenas e médias empresas que pretendem sair do meio da população e instalar-se na Zona Industrial?
8. Continuam a existir muitos problemas nas nossas ruas, em especial na EN209 a necessitar de requalificação. Há rasgos na estrada. É urgente uma rotunda em frente ao edifício da GNR e a requalificação da rua junto ao café do Sapo. O que pretende a JF fazer para resolver este conjunto de problemas?
A CDU apresentou ainda uma moção de apoio ao MUSS-L/R – Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde de Lordelo e Rebordosa, que foi rejeitada com os votos contra da bancada do PSD e abstenção do PS.

O presidente da JF, Joaquim Mota, começou por responder ao deputado da CDU que a própria realização da Assembleia é um acto de celebração do 25 de Abril e respondeu às questões colocadas pela CDU:
1. Disse estar disponível para ajudar a Fundação A Lord a solucionar o problema da Biblioteca e informou que ontem na sessão da Assembleia Municipal de Paredes, Celso Ferreira prometeu doar um terreno de 700 metros quadrado nas margens do Rio Ferreira para a Fundação construir uma nova Biblioteca.
2. Confessou que já não acredita que a pretensão do Governo em colocar portagens na A42 possa ser alterada, mas apoia todas as iniciativas de protesto.
3. Sobre o Aliados, disse que não há pessoa que mais tenha lutado pelas obras no Aliados do que ele e relatou uma conversa com o presidente da Câmara onde prometeu pressionar o empreiteiro para continuar as obras.
4. Aludindo ainda à questão das obras no Aliados, prometeu a construção de um Pavilhão para o Aliados, que servirá também para os jovens poderem ter mais um espaço para praticar desporto.
5. Admitiu que o auditório da Junta de Freguesia não tem acesso para deficientes, prometendo, quando houver disponibilidade financeira, a colocação de um elevador.
6. Disse estar atento à questão dos fontanários e lembrou a recente construção do fontanário do Ronfe e que o fontanário da Rua Ribeira foi destruído porque o poço que o servia não tinha o mínimo de condições.
7. Sobre a política de compra de terrenos na Zona Industrial disse que todo o processo começou mal e atribuiu responsabilidade ao Executivo da Junta de Freguesia do tempo do início da construção da Zona Industrial.
8. Sobre os rasgos na EN209, informou a Assembleia que reuniu recentemente com os responsáveis da Veolia para resolverem este problema e que as alterações nas ruas, nomeadamente junto do café do Sapo e em frente ao Posto da GNR é da responsabilidade das Estradas de Portugal, cujo projecto já foi aprovado, faltando as obras de requalificação.

Nuno Serra, do PSD, aproveitou a sua intervenção para acusar a CDU de oportunismo político na questão do Centro de Saúde e na luta contra as portagens.
A demagogia do PSD foi ao cúmulo de rejeitar uma moção de apoio ao MUSS-L/R
No ponto da ordem de trabalhos dedicado ao Relatório de Actividades do primeiro trimestre de 2010, Miguel Correia, lembrou que a CDU apoiou sempre a luta por melhores condições dos cuidados primários em Lordelo, bem como a luta contra as portagens nas Scut's, e afirmou ter orgulho de pertencer a um partido político, o PCP, que desde a primeira hora esteve ao lado das populações na defesa das suas reivindicações.
O deputado do PSD, Nuno Serra reiterou as suas críticas ao eleito da CDU, corroboradas pelo presidente da Junta de Freguesia, e criticou uma notícia publicada no blogue de A Farpa (pcp-afarpa.blogspot.com) onde elogiava a participação da Junta de Freguesia na jornada de limpeza do passado 20 de Março, mas lembrava a discriminação que a Associação Moinho foi alvo, nos primeiros tempos da sua actividade, nomeadamente o facto de a Junta de Freguesia ter negado o seu apoio na primeira grande acção de limpeza levada a cabo pela associação ambientalista em 2003. Apesar de condicionado pelos procedimentos regimentais, o eleito da CDU lembrou que isso corresponde à verdade e disse não aceitar lições de ambientalismo por parte da JF, até porque já organizou e participou em muitas acções de limpeza.
A propósito da questão da saúde, a Enfermeira Ermelinda Coelho anunciou que a candidatura para a formalização da Unidade de Saúde Familiar, que chamar-se-á USF São Salvador de Lordelo, irá iniciar-se no dia de amanhã.
No período de discussão do Documento de Prestação de Contas de 2009, a CDU pediu alguns esclarecimentos, os quais foram prestados por Joaquim Mota. O documento foi aprovado por unanimidade.
Sobre a toponímia – atribuição de nomes a novas ruas, por acordo unânime dos deputados, ficou agendado uma reunião com o presidente da Câmara e os líderes das bancadas.
O Executivo apresentou o programa das Jornadas Culturais 2010. Miguel Correia pediu a palavra para apresentar uma proposta: uma campanha de recolha de livros e outros materiais culturais para o espólio da futura Biblioteca da Fundação A Lord que culmina-se numa pequena cerimónia de doação do material recolhido ou numa conferência dedicada à importância da leitura.
O programa das Jornadas Culturais foi aprovado por unanimidade, bem como as alterações ao Regimento da Feira, a Proposta de Protocolo entre a Junta e a USV – empresa dedicada à recolha de óleos alimentares e o Protocolo de Delegação de Competências na Junta de Freguesia de Lordelo no Domínio da Conservação e Reparação de Equipamentos Desportivos estabelecido com a Câmara Municipal de Paredes.
No ponto seguinte da ordem de trabalhos, abordou-se a delimitação das fronteiras de Lordelo com Arreigada, na zona de Cerqueda, onde Joaquim Mota admitiu não saber que uma área do território tido como parte integrante do concelho de Paços de Ferreira afinal pertence a Lordelo e prometeu regularizar a situação.

No período da intervenção do público, tomaram a palavra os seguintes cidadãos:
- Carlos Ferreira: acusou o PSD e o PS locais de baixarem os braços na questão das portagens na A42 e relatou o problema da falta de pavimentação na Rua do Taio e o “buraco negro” junto à Caixa Geral de Depósitos;
- Mário Silva: chamou a atenção para os obstáculos nas margens do Rio Ferreira, fruto de obras particulares, que impedem as pessoas de passear junto ao rio;
- “Zé do Feio”: apelou para que a Junta de Freguesia recupere os terrenos limítrofes no Padrão e na Balsa, que segundo ele, são pertença da nossa cidade; e
- Jorge Lamas: acusou de falta de civismo alguns cidadãos que deitam lixo para os rios, ribeiras e ruas. Elogiou o facto de haver oposição em Lordelo e que todos os partidos são úteis para o desenvolvimento da freguesia e para o reforço da democracia.
No final da sessão foram distribuídos cravos vermelhos.

Viva o 25 de Abril!


Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada

Só há liberdade a sério quando houvera paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.
Sérgio Godinho

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Da leitura dos jornais: Entrevista a Miguel Correia, no Imediato

Miguel Correia defende que as autarquias da Valsousa deviam juntar-se à luta das populações


"As Câmaras Municipais nada mais fazem que apresentar declarações de boas intenções"

Como surgiu o Movimento de Utentes das SCUT e quantos elementos integram?
A Comissão de Utentes da A41/A42 surge devido ao descontentamento gerado pela ameaça do Governo em colocar portagens nas SCUT's, estávamos no início do ano de 2008 e rapidamente formamos um grupo de amigos que cresceu até atingir cerca de 20 pessoas de vários concelhos do Vale do Sousa.

Quais aos argumentos de defesa para a não introdução de portagens?
A A41 e a A42 são das SCUT mais utilizadas do país, com mais de 38.000 viaturas por dia. E por não terem alternativas, respondem a uma série de indicadores oficiais que foram estabelecidos para justificar a introdução (ou não) de portagens.
Assim, sabe-se, o PIB da região é inferior a 80% da média do país. Tal não admira tendo em conta ser a região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega uma região deprimida e socialmente fragilizada pelo subdesenvolvimento e pelo desemprego. Este indicador justificaria por si só a não introdução de portagens. Considerar o PIB dos concelhos do Grande Porto para a média avaliada, como fez o Governo, é falacioso.
Assim, sabe-se, o Índice de Poder de Compra da região é inferior a 90% da média do país, pois o poder de compra reflecte as grandes dificuldades económicas das famílias na região.
E, por último, a distância em tempo pelas falsas alternativas é superior a 135% do tempo gasto em viagem por auto-estrada. Por exemplo, a EN 207 não é alternativa adequada à circulação de pessoas e bens, são mais 167% em tempo de percurso, e que em tempo real são mais 34 minutos.

Já foram ouvidos pelo Governo ou há alguma reunião agendada?
A Comissão de Utentes participa no Grupo de Trabalho que reúne todas as comissões de utentes das 3 SCUT's afectadas. Através desse Grupo já reunimos com o Secretário de Estado do Ministério das Obras Públicas em 2008.
Pedimos uma nova audiência em finais de 2009 para mostrar ao Ministério um estudo por nós realizado, que demonstrava a não existência de condições para a colocação de portagens, tendo em conta os critérios definidos pelo próprio Governo. Até à data não obtivemos resposta...

Que acções de protesto já realizaram e o que pretendem fazer?
Temos participado nas acções conjuntas do Grupo de Trabalho das comissões de utentes, colaboramos num abaixo-assinado que reuniu mais de 60 mil assinaturas, participamos em várias iniciativas de protesto sob a forma de buzinões, em 2008 e 2009, e é claro, participamos nas grandes marchas de protesto de 2008 e do passado dia 17 de Abril.
Para já não temos marcado novas acções, mas podem ter a certeza que a luta vai continuar e de forma cada vez mais intensa até o Governo desistir desta medida tão injusta para a região.

A economia da região pode sofrer graves consequências se as portagens avançarem?
É evidente que sim. As portagens são mais um custo para os empresários, que terão mais um obstáculo à sua actividade numa altura de crise, e para os todos os cidadãos que já apertaram em demasia o cinto.
Já se estima que mensalmente quem circule, ida e volta, na A41 e A42 gastará de 76 a 125 euros por mês em combustíveis. E estimando-se que 100 km nas SCUT´s poderão custar aos automobilistas cerca de 5,85 euros em portagens, teremos uma viagem de ida e volta nestes percursos a onerar em portagens mensalmente em 48,8 euros

Concorda com a tomada de posição da Valsousa?
Os argumentos da Associação de Municípios são os nossos, sem tirar nem pôr. Até aí está tudo muito certo, mas achamos que o papel das Câmaras Municipais podia e devia ser outro.
Por exemplo, a Comissão de Utentes escreveu a todos os presidentes da Câmara da região a informar da marcha de protesto e a pedir que se juntassem à luta das populações. A única resposta que obteve foi por parte do assessor do Presidente da Câmara de Penafiel a dizer que o presidente não tinha agenda para participar...
Se o interesse das Câmaras Municipais fosse outro, tinham razões e recursos para colaborar nesta luta, infelizmente, não temos visto nada para além de declarações de boas intenções.

Miguel Correia. 34 anos. Empresário.
Licenciado em Filosofia e Pós-Graduado em Bioética.
Deputado da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo.
Dirigente da Moinho – Associação Ambiental, Patrimonial e Cultural de Lordelo.
Criador, membro e porta-voz do MUSS-L/R – Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde de Lordelo e Rebordosa.
Membro da Comissão de Utentes de contestação das portagens nas A41/A42.
Director de A FARPA – Boletim político, social e cultural de Lordelo.
Imediato, 23 Abril 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

36 anos da Revolução de Abril



LANCHE – CONVÍVIO
24 de Abril, sábado, a partir das 16h
na Quinta do Neca, Sobrosa (Paredes)

Incrições até 23 de Abril, 5 cravos

Contactos:
Miguel Correia (Lordelo): 964783409
Paulo Macieira (Baltar): 917124269
Manuel Coelho (Rebordosa): 919736695
Neca (Sobrosa): 922007264
Rodela (Freamunde): 914848708
Gonçalo (Penafiel): 918540567

terça-feira, 20 de abril de 2010

Da leitura dos jornais: O aluno cábula

Afinal Mário Soares nada aprendeu de coordenadas terrestres com Álvaro Cunhal. A prova está aqui:
“Cabo Verde não deveria ter sido independente e teria muito a ganhar em ter evitado a separação em relação a Portugal” e “não assisti à independência de Cabo Verde por isso mesmo” (declarações em Colóquio no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa). “Eu pensava que Cabo Verde não é propriamente África porque Cabo Verde é um arquipélago do Norte do Atlântico”, argumentou.
Estamos elucidados. O aluno era mau , tanto em Geografia, como História, como Cultura Geral. Meteu-se em Estudos Políticos e aí foi um desastre. Agora, como todo o aluno cábula, conta algumas das suas recordações, misturando-as com alguma imaginação. Chegou a ministro, ascendeu a Chefe de Governo, alcançou o cargo de Presidente da Republica. Lembram-se?

domingo, 18 de abril de 2010

Sessão Ordinária da Assembleia de Freguesia

Dia 25 de Abril, 9h

Ordem de trabalhos:
1 - Período antes da ordem do dia;
2 - Votação e aprovação da acta da sessão anterior;
3 - Relatório de actividades do primeiro trimestre de 2010;
4 - Documentos de prestação de contas da freguesia de Lordelo - ano 2009;
5 - Toponímia - atribuição de nomes de algumas ruas da cidade;
6 - Apresentação geral do programa das jornadas culturais 2010;
7 - Período de trinta minutos para intervenção do público.

sábado, 17 de abril de 2010

Marcha contra as portagens nas SCUT








Realizou-se hoje uma marcha de cerca de um milhar viaturas em protesto contra a pretensão do Governo introduzir portagens nas SCUT, as auto-estradas sem custos para o utilizador. Os utentes saíram de vários pontos do Norte do país e rumaram ao Porto. Apesar da chuva, os protestantes manifestaram-se ruidosamente e encheram por completo a Avenida dos Aliados, onde os esperavam os responsáveis pelo Movimento de contestação das portagens nas SCUT's e também dirigentes do PCP, entre quais Jorge Machado, deputado comunista à Assembleia da República.



Valdemar Madureira e Jorge Machado

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Exposição de jornais manuscritos feitos por presos políticos do PCP


A colecção de jornais manuscritos feitos por presos políticos do PCP em diversas cadeias fascistas como Peniche, Caxias, Penitenciária de Lisboa, Cadeia de Monsanto, Aljube, Angra do Heroísmo e Tarrafal, num período que vai de 1934 a 1945 e que a partir de agora passa a estar disponível para consulta do público em resultado da cooperação que se estabeleceu entre o Partido Comunista Português e a Torre do Tombo, constitui a nosso ver um acontecimento cultural relevante e uma inegável contribuição para um melhor e maior conhecimento dessa negra e trágica realidade que foi a ditadura fascista em Portugal, realidade cada vez mais branqueada e mesmo remetida ao esquecimento.
Mas é igualmente importante contributo para um maior conhecimento de aspectos que assumiu a luta heróica da resistência ao fascismo sem a qual não teríamos conquistado a liberdade em 25 de Abril de 1974.
Estes jornais foram feitos num período muito particular da vida do nosso país e do mundo. Foi no período de consolidação do fascismo, de aperfeiçoamento dos mecanismos policiais, da intensificação da repressão contra os antifascistas, da inauguração do Campo do Tarrafal concebido para a liquidação dos mais firmes e combativos resistentes. E no plano externo coincidiu com o avanço avassalador das hordas nazis por vários países, o esmagamento da república espanhola, a carnificina que foi a II Guerra Mundial, de pesadas e dolorosas derrotas do movimento operário e democrático na Europa e noutras partes do mundo.
Mas um período também do erguer de forças da resistência, do unir forças, do despertar consciências e da afirmação da vontade de homens, mulheres e jovens de lutar contra a barbárie nazi-fascista e de dar o melhor de si próprios pela liberdade.
Os jornais prisionais, nos seus textos, reflectem naturalmente esse período convulsivo e contraditório, de temores e horizontes sombrios, mas igualmente de batalhas e vitórias exaltantes.

Ler mais em PCP


Ver alguns exemplares em Público

terça-feira, 13 de abril de 2010

Perguntas e respostas sobre o PEC

Para a maioria dos portugueses o PEC, que o Governo fez aprovar com a cumplicidade do PSD, é apenas uma sigla, sabendo-se pouco acerca dos seus reais objectivos e desastrosas consequências. Muito se tem falado, nas últimas semanas do PEC, ou, mais precisamente, do Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013, apresentado pelo Governo. Mas para a maioria dos portugueses, o PEC não passará de uma sigla, pouco se sabendo dos seus reais objectivos e desastrosas consequências. O Avante! desta semana, explica sob a forma de perguntas e respostas, um contributo para o necessário esclarecimento dos trabalhadores e do povo, de cuja luta depende a derrota do PEC e de cada uma das suas medidas.


Ler mais em PCP/Paredes

sábado, 10 de abril de 2010

Comunistas de Lordelo realizaram a sua 1.ª Assembleia de Organização

«O nosso Partido representa o mais valioso instrumento para resistir e avançar num mundo onde a correlação de forças favorece claramente o capital contra os trabalhadores e os povos oprimidos, mas onde grandes perigos coexistem com grandes potencialidades para o desenvolvimento da luta. Esta Assembleia representa uma importante etapa nesta tarefa mais vasta de reforço do nosso Partido. Com mais união, mais organização e mais quadros a intervir, seremos seguramente mais fortes para prosseguirmos a luta pela melhoria das condições de vida das populações.» (Resolução Política, p. 7)
Decorreu hoje, no auditório da Biblioteca da Fundação A Lord, a I Assembleia da Organização da Freguesia de Lordelo, com a presença de Cristiano Ribeiro e Paulo Macieira, membros da Organização Concelhia de Paredes do PCP.
Entre os vários assuntos abordados destacam-se a aprovação por unanimidade da Resolução Política e da nova Comissão de Freguesia, constituída por oito camaradas:
- Carlos Ferreira, 32 anos, Polidor;
- Emanuel Ribeiro, 25 anos, Estudante Universitário;
- Jaime Cruz, 40 anos, Estofador;
- Joaquim Barbosa, 31 anos; Empresário;
- Jorge Dias, 42 anos, Marceneiro;
- Leonardo Ferreira, 58 anos, Marceneiro;
- Mário Silva, 61 anos, Empresário;
- Miguel Correia, 34 anos, Empresário, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Da leitura dos jornais: “Capital é que decide o que é publicado”

O Secretário-Geral do PCP advertiu ontem para o domínio que o poder económico tem sobre a comunicação social, considerando que é “o capital” que determina o que é ou não publicado.
“Mais do que Sócrates ou a doutora ferreira Leite ou Paulo Portas, quem domina os meios de comunicação social é o poder económico, esse é que determina o que sai, o que não sai, como é que sai”, afirmou Jerónimo de Sousa.
“Têm prejuízo de uns trocos, mas até conseguem vender as ideias”, enfatizou, considerando que através da comunicação social o poder económico não só consegue “vender” a ideologia que mais lhe convém, como “silenciar” o que é contrário aos seus interesses.
Como exemplo, Jerónimo de Sousa apontou as iniciativas do PCP onde os jornalistas aparecem para fazer o seu trabalho, mas depois por “opção do editor” ou opção da programação, tudo aparecer secundarizado.
“Se for preciso eu até faço o pino, se conseguir que as nossas propostas passem”, gracejou, considerando que “não é uma questão de mensagem, é uma questão de conteúdos que eles não podem permitir que passem”.
Em contraposição, acrescentou, as propostas da direita acabam sempre por ser divulgadas, mesmo quando o líder do CDS/PP aparece “a dizer dez vezes seguidas a mesma coisa”.
“Martela, martela, martela, mas aparece sempre a proposta”, salientou.
“Não estou a dizer que aqui ou acolá não haja isenção, mas de uma forma geral e naquilo que é fundamental, eles calam-nos”, lamentou.


JN, 07 Abril 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

I Assembleia da Organização da Freguesia de Lordelo

Próximo sábado, 10 de Abril, 16h, no auditório da Biblioteca da Fundação A Lord.

Contra-resposta de Cristiano Ribeiro à deputada socialista Glória Araújo

Cara Dr.ª Glória Araújo

Com o mesmo respeito e consideração pessoal que me atribui , ouso responder ao seu desafio no blog do PCP de Lordelo. Constato com felicidade que a senhora deputada concorda com a argumentação contrária à introdução de portagens nas SCUT , nomeadamente na A41 e A42. Assume assim publicamente que a introdução dessas portagens não é favorável à defesa dos interesses das populações na região. Muito bem.
Persistem contudo no seu pensamento expresso três falsas dicotomias que convém que esclareça.
Uma, diz respeito á dicotomia encontrada por si entre a “defesa dos interesses das pessoas da região” e um “fazer política partidária com o único objectivo de atacar o Governo”. Onde está a objectividade dessa nuance? No caso, admite que a oposição deveria louvar o Governo?
Outra, diz respeito á sua dicotomia “interesses da IKEA” versus ”interesses dos habitantes”. Não sendo claramente idênticos, onde são contrastantes? E já agora, quando será que a IKEA deixou de ser um objectivo estratégico para o Governo PS?
A terceira falsa dicotomia expressa por si, Dr.ª Glória Araújo, resulta da concepção de que não tendo falado eu de outros aspectos (estado da rede viária municipalizada, atitude de autarcas do PSD) poderia interpretar tal facto como lhe dando um sentido, um propósito, qualquer que seja. Habituemo-nos à objectividade do que se diz ou faz, libertando-nos da carga das intenções e dos adjectivos.
A face do PS afinal não será a face de Glória Araújo. Ela não desistiu de lutar pela equidade, justiça e criação de condições de desenvolvimento da sua região. Que algumas vitórias parcelares que anuncia, e que permita-me que duvide, possam ser concretizadas. Mas pelo sim pelo não, sugiro que apareça no protesto do dia 17 de Abril. Ficava bem com a sua consciência.

Com os melhores cumprimentos

Cristiano Ribeiro

segunda-feira, 5 de abril de 2010

MARCHA CONTRA AS PORTAGENS NAS SCUT


Dia 17 de Abril (sábado)

PONTOS E HORAS DE PARTIDA
a sair em direcção à Av. dos Aliados, no Porto

Viana: Campo da Agonia - 14h
Esposende: Largo do Mercado - 14h30m
Barcelos: Campo da Feira - 14h
Vila do Conde: Av. Dr. Júlio Graça - 14h30m
Póvoa de Varzim: Central Camionagem - 14h30m
Sto. Tirso: Rotunda Agrela - 14h30m
Matosinhos: Piscinas Perafita - 14h30m
Maia: Largo Requeixo, junto ao Maia Jardim - 14h30m
Porto: Rotunda Castelo do Queijo - 14h30m
Gaia: Centro Tecnológico em S. Félix da Marinha - 15h
Vale do Sousa: Largo da Feira de Lousada - 14h30m
Gondomar: Ex Mercado Rio Tinto - 14h30m
Valongo: Rotunda da A41 em Alfena - 14h30
Aveiro: Rotunda EN 109 em Avanca/Estarreja - 14h30m


Vamos travar esta malfeitoria!

PARTICIPA! LUTA!

Navegando na blogosfera: A Naturalidade

«Se me perguntam se eu participei nalguma reunião com o consórcio alemão no Verão de 2002, eu respondo-vos com toda a naturalidade que não, como responderia com toda a naturalidade sim, se porventura tivesse participado. Se me perguntam se tive alguma reunião ou conversa sobre a capacidade submarina com o tal cônsul honorário de Portugal na Alemanha, digo-vos também, com toda a naturalidade, que não».
Paulo Portas -TSF

Ler mais em:
Bons Tempos hein?

sábado, 3 de abril de 2010

"O tsunami de Celso"

No dia 28 de Junho de 2006, a Comissão Concelhia de Paredes do PCP deu uma Conferência de Imprensa, com a tomada de posição pública contra o fecho de Escolas no Concelho de Paredes. E anunciou a luta pela revogação da proposta da Carta Educativa do PSD, criada em conluio com o PS / Ministério da Educação.

Ler mais em Registos da História

quinta-feira, 1 de abril de 2010

As auto-estradas, a região e os deputados

Os recentes anúncios governamentais no que respeita a vias de comunicação na região são completamente desastrosos. Relembro-os: introdução de portagens na A41 e A42, no troço Paços de Ferreira - Porto e suspensão da construção do IC35, e que afecta directamente Penafiel, Marco de Canaveses, Castelo de Paiva, Cinfães e Resende.
De que estamos verdadeiramente a falar?
A A41 e a A42 são das AE mais utilizadas do país, com mais de 38.000 viaturas por dia. Acima delas, com maior afluxo, só a A29, entre Gaia e Estarreja, e a A5, de Cascais a Lisboa. No quadro de um conjunto geral de auto-estradas em Portugal que são das menos utilizadas por habitante em toda a UE, estas vias de comunicação regional não têm alternativas. E por não terem alternativas, respondem a uma série de indicadores oficiais que foram estabelecidos para justificar a introdução (ou não) de portagens.
Assim, sabe-se, o PIB da região é inferior a 80% da média do país. Tal não admira tendo em conta ser a região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega uma região deprimida e socialmente fragilizada pelo subdesenvolvimento e pelo desemprego. Este indicador justificaria a não introdução de portagens.
Assim, sabe-se, o IPC da região é inferior a 90% da média do país. É sabido que o poder de compra reflecte as grandes dificuldades económicas das famílias na região. Este indicador justificaria igualmente a não introdução de portagens.
E, por último, a distância em tempo pelas falsas alternativas é superior a 135% do tempo gasto em viagem por auto-estrada. A EN 207 não é alternativa adequada à circulação de pessoas e bens, são mais 167% em tempo de percurso, e que em tempo real são mais 34 minutos.
Só uma grande mistificação poderia justificar a inclusão da A41 e A42 nas vias com portagens. Considerar o PIB dos concelhos do Grande Porto para a média avaliada parece ser uma manobra politicamente inábil.
Já se estima que mensalmente quem circule, ida e volta, na A41 e A42 gastará de 76 a 125 euros por mês em combustíveis. E estimando-se que 100 km nas ex-SCUT´s poderão custar aos automobilistas cerca de 5,85 euros em portagens, teremos uma viagem de ida e volta nestes percursos a onerar em portagens mensalmente em 48,8 euros.
Só a insensata procura de receitas, numa lógica sem princípios, nem equidade, poderá justificar tamanha sobrecarga financeira às bolsas domésticas, e que é também uma discriminação.
A deputada Glória Araújo julgou encontrar o ovo de Colombo para salvar a face do seu Partido, o PS. Inventou uma “isenção de pagamento a quem se deslocar entre concelhos da região do Vale do Sousa”. A sua concretização parece pouco credível, nem se esperando qualquer negociação ou discussão com o Ministério das Finanças para a sua aplicabilidade.
Conviria, se calhar, ouvir mais atentamente o, igualmente, deputado PS Nuno Araújo. Quando ele diz que (cito) “a colocação de portagens na A42 é uma forma de encontrar outras formas de financiamento para a construção de rodovias”, está a dizer que para ele qualquer fonte de receita serve, independentemente de critérios de igualdade, equidade, justiça.
Os protestos dos movimentos de utentes servem para combater isto. As inevitabilidades são frágeis argumentos contra o protesto. A 17 de Abril é o próximo.
Cristiano Ribeiro, in Progresso de Paredes de 31.03.2010