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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Exposição de jornais manuscritos feitos por presos políticos do PCP


A colecção de jornais manuscritos feitos por presos políticos do PCP em diversas cadeias fascistas como Peniche, Caxias, Penitenciária de Lisboa, Cadeia de Monsanto, Aljube, Angra do Heroísmo e Tarrafal, num período que vai de 1934 a 1945 e que a partir de agora passa a estar disponível para consulta do público em resultado da cooperação que se estabeleceu entre o Partido Comunista Português e a Torre do Tombo, constitui a nosso ver um acontecimento cultural relevante e uma inegável contribuição para um melhor e maior conhecimento dessa negra e trágica realidade que foi a ditadura fascista em Portugal, realidade cada vez mais branqueada e mesmo remetida ao esquecimento.
Mas é igualmente importante contributo para um maior conhecimento de aspectos que assumiu a luta heróica da resistência ao fascismo sem a qual não teríamos conquistado a liberdade em 25 de Abril de 1974.
Estes jornais foram feitos num período muito particular da vida do nosso país e do mundo. Foi no período de consolidação do fascismo, de aperfeiçoamento dos mecanismos policiais, da intensificação da repressão contra os antifascistas, da inauguração do Campo do Tarrafal concebido para a liquidação dos mais firmes e combativos resistentes. E no plano externo coincidiu com o avanço avassalador das hordas nazis por vários países, o esmagamento da república espanhola, a carnificina que foi a II Guerra Mundial, de pesadas e dolorosas derrotas do movimento operário e democrático na Europa e noutras partes do mundo.
Mas um período também do erguer de forças da resistência, do unir forças, do despertar consciências e da afirmação da vontade de homens, mulheres e jovens de lutar contra a barbárie nazi-fascista e de dar o melhor de si próprios pela liberdade.
Os jornais prisionais, nos seus textos, reflectem naturalmente esse período convulsivo e contraditório, de temores e horizontes sombrios, mas igualmente de batalhas e vitórias exaltantes.

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