BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Em português nos entendemos

«Nós somos pela estabilidade no emprego!», respondeu, sem pestanejar, Passos Coelho à jornalista que lhe perguntou pelos motivos para defender o fim da proibição do despedimento sem justa causa. Sócrates, o primeiro-ministro do Código do Trabalho, do desemprego, das privatizações e dos cortes aproveita a deixa do PSD para gritar aqui d’el-rei que querem pôr o neo-liberalismo na Constituição, acudam que estão a pôr em causa o «estado social».
Confuso? Talvez noutro país ou noutra língua pudesse parecer contraditório dizer exactamente o oposto daquilo que se faz. No português que PS, PSD e CDS falam não passa de um estilo que faz escola. Se não vejamos:
- as alterações para pior do Código do Trabalho, promovendo a precariedade, desregulando horários e facilitando os despedimentos, foram apresentadas pelo Governo do PS e pelo patronato como instrumentos para… criar emprego;
- «A Escola Pública pode fazer a diferença» é o título do livro de memórias da governação de Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação do Governo PS e actual presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, campeã em título da competitiva modalidade que consiste em fechar o mais número de escolas no menor tempo possível – se bem que seguida de perto pela concorrente Isabel Alçada;
- fechar as urgências dos centros de saúde e as maternidades, ou aumentar as taxas moderadoras serve para… «melhorar o acesso», não dando a «ilusão de segurança» de ter um serviço de saúde logo ali à mão, contribuindo por isso para… a defesa do Serviço Nacional de Saúde;
- privatizar torna os serviços melhores e mais baratos, dizia-se. E agora vê-se o resultado: na conta da luz, nos bilhetes e nos horários do transporte, no abastecimento do automóvel, nos serviços bancários…
No português que o nosso povo fala desmascaram-se bem estes casos: são lobos com pele de cordeiro que atiram a pedra mas escondem a mão e que com papas e bolos querem enganar os tolos. O que vale é que a sabedoria popular ensina que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. E se há coisa que faz falta ao País é uma política de verdade, patriótica e de esquerda – que só com o PCP é possível.

Margarida Botelho, in Avante!

domingo, 25 de julho de 2010

Intervenção da CDU na AM Paredes

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e restante Mesa
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Paredes e restantes Vereadores
Exmos. Membros da Assembleia Municipal
Respeitável Público

São inúmeros os temas a tratar com prioridade nesta Assembleia. Mas falta tempo disponível. Comecemos pela Problemática Colocação do Mastro. No inicio eram os mecenas da República os que apostariam em financiar o Mastro. Agora não há uma só empresa de construção que prescinda de margens de lucro da sua construção... Fica Celso Ferreira, a Presidência da República e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República sem o seu mastro... e nós ganhamos uma música dos Deolinda.

Continuemos pela Inusitada Condecoração de Relíquias Socialistas. O convite originou desconforto. Explico. Nas comemorações do Feriado Municipal do Concelho de Paredes, foram condecoradas em Sessão Pública com a Medalha de Ouro do Município, Maria de Lurdes Rodrigues (ex-Ministra da Educação), Margarida Moreira (ex- Directora da DREN), Maria Antónia Marques (ex-Coordenadora do CAE Tâmega) e o árbitro de futebol Jorge Sousa.
O reconhecimento de (cito)“proclamados relevantes serviços para o desenvolvimento e dignificação do concelho” foi aprovado por unanimidade do Executivo. Atribui-se a medalha de ouro a quem é reconhecida como a mais polémica e negativa Ministra da Educação do pós-25 de Abril, e que suscitou a oposição activa e a mobilização de toda a classe docente e que por tal motivo foi demitida da pasta governamental na primeira oportunidade. Atribui-se a medalha de ouro a quem assumiu o papel de comissária política nos serviços regionais Norte da Educação, estando ligada a casos de despotismo e exercício autoritário do poder. Atribui-se a medalha de ouro, por fim, a quem exerceu a sua actividade profissional, a sua única actividade social conhecida, nos limites do previsível e sem particular relevância, ou importância para o concelho. Também aqui o critério é discutível.
Estamos perante um caso de verdadeira traficância de interesses e de mordomias, afectando PS e PSD, tão carentes de elogios mútuos, quanto de manobras dilatórias de uma inexistente demarcação. Se a coerência imperasse nas decisões políticas no Concelho, talvez Sócrates merecesse de Celso Ferreira um apoio consistente e Celso talvez merecesse substituir Penedos na assessoria a Sócrates em Lisboa.

O PCP tem vindo a denunciar os sucessivos atropelos aos direitos dos trabalhadores e as ilegalidades que são cometidas por inúmeras empresas da região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega. Nos primeiros 6 meses do ano o PCP apresentou na Assembleia da República 10 requerimentos sobre 16 empresas em 6 concelhos desta região.
Estes requerimentos já resultaram em várias inspecções de trabalho, tendo 4 empresas sido notificadas para regularizar irregularidades e 3 empresas sido alvo de contra-ordenações.No concelho de Paredes, destacamos a situação de 3 empresas:
ZS Mobiliário, Lda. – Empresa de mobiliário, que encerrou fraudulentamente em 28 de Junho, tendo impedido os trabalhadores de entrar na empresa após os enviar para férias e proceder à retirada de activos da fábrica (tem as máquinas e terreno em nome de familiares). Não pagou aos 12 trabalhadores os salário de Maio e de Junho (a alguns ainda devia Abril).
J. Moreira da Silva e Filhos, SA – Empresa de mobiliário, em Rebordosa, que obriga os seus 80 trabalhadores a laborar mais meia hora por dia sem pagamento do trabalho extraordinário.
ADC – Móveis e estofos, SA – Empresa de mobiliário em Vandoma, que obriga os seus 60 trabalhadores a trabalhar mais uma hora por dia sem pagamento do trabalho extraordinário, há mais de meio ano. A resposta da ACT confirmou a situação e instaurou contra-ordenações, tendo detectado também câmaras de vigilância de regularidade duvidosa. As denúncias que temos vindo a fazer têm permitido resolver algumas dessas situações, repondo a legalidade e assegurando o cumprimento dos direitos de quem trabalha.
Mas a realidade comprova que a regra no mundo do trabalho nesta região não é o cumprimento dos direitos de quem trabalha, mas sim a exploração cada vez mais desumana dos trabalhadores, frequentemente associada a um clima de forte repressão e intimidação.
A falta de meios humanos e materiais das autoridades inspectoras, em particular da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) associada à orientação política de um Governo que insiste em ser severo com os trabalhadores mas passivo e cúmplice com os patrões sem escrúpulos, tem resultado numa degradação das condições de trabalho na região. No plano imediato o PCP reclama medidas concretas e urgentes, das quais destacamos: Reforço dos meios da ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho; A defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público, apoiando as micro, pequenas e médias empresas, privilegiando o mercado interno; Requalificação profissional e diversificação da indústria; Criação de Emprego, combate ao desemprego e apoio aos desempregados tendo como objectivo uma política de pleno emprego, combatendo os despedimentos e a precariedade.

Por manifesta incúria, responsáveis municipais esqueceram-se do centenário da classificação do Mosteiro de Cête como Monumento Nacional. A Comissão Concelhia de Paredes do PCP e os eleitos da CDU, não.

Por manifesta incúria não foi respeitado no Concelho o Luto Nacional pela morte de José Saramago. Os autarcas não respeitaram a memória de tão importante figura nacional e universal.

Por último, sendo o Projecto da Cidade Inteligente exposto tão importante pelo investimento propalado, pela criação de postos de trabalho anunciada e pelo prestígio nacional que se anteveria, não se compreende a ausência das principais figuras do Executivo, como Primeiro- Ministro, o Ministro da Economia, o Ministro das Finanças, o Ministro da Ciência e Tecnologia, o Ministro do Trabalho, os responsáveis do Comércio Externo. Igualmente não se compreende o alheamento das principais empresas nacionais da área tecnológica e de informação como a Portugal Telecom, a Sonae. Ou melhor, tudo se compreenderá no futuro. Na Assembleia Municipal começaremos a colocar as perguntas necessárias. E proponho desde já uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para tratar deste tema. E para os que invocam a redução da despesa do seu funcionamento, fica a sugestão da dispensa de pagamento das senhas de presença.

24 Julho 2010

O Eleito da CDU
Cristiano Ribeiro

sábado, 24 de julho de 2010

Acampamento pela Paz


O Comité Nacional Preparatório Português do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, do qual a JCP faz parte, realiza nos dias 23, 24 e 25 de Julho, na Barragem do Maranhão, em Avis, um acampamento, onde se encontram centenas de jovens. É um momento para aprofundar a discussão e conhecimento sobre a Paz e a Cooperação entre os Povos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crise aumenta exploração dos trabalhadores

Só nos primeiros seis meses de 2010, o PCP apresentou, na Assembleia da República, dez requerimentos a pedir investigação sobre 16 empresas da região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega. Salários abaixo do mínimo nacional e em atraso são prática corrente, sobretudo nos setores do mobiliário, têxteis e pedreiras.

Dos requerimentos dos comunistas já resultaram várias inspeções de trabalho, tendo quatro empresas sido notificadas para corrigir irregularidades e três foram mesmo alvo de contraordenações.“A regra nesta região, infelizmente, já não é a do cumprimento dos deveres, mas sim a exploração dos trabalhadores”, acusou Gonçalo Oliveira, da direção sub-regional do PCP no Sousa e Tâmega. Para este comunista, a ação da estrutura local tem sido profícua na defesa da mão de obra de abusos por parte das entidades patronais que, acusa, têm a cumplicidade do Estado. “É preciso mudar o rumo e deixar esta política de direita, cuja prática é ser duro com os trabalhadores e complacente com os empresários”.Para conseguir esta “mudança”, o PCP defende que a Autoridade para as Condições de Trabalho precisam de melhores condições de trabalho, assim como a defesa do aparelho produtivo, através do alargamento do investimento público.

Portagens nas SCUT vão agravar números
No entender de Gonçalo Oliveira, o pagamento de portagens na A41 e A42 vai deteriorar a situação do emprego em municípios como Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras. “Se as empresas virem os seus lucros caírem, vão buscar o dinheiro aos trabalhadores”, referiu o dirigente comunista. Isto porque, do ponto de vista do PCP, “com a introdução de portagens, é bem provável que o número de empresas com abusos aos trabalhadores aumente. E, ainda pior, podem reduzir os quadros e até deslocalizarem-se”.
Jornal Forúm, 22 Julho 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Agravamento dos problemas laborais na região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega

O PCP tem vindo a denunciar os sucessivos atropelos aos direitos dos trabalhadores e as ilegalidades que são cometidas por inúmeras empresas da região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega.
Nos primeiros 6 meses do ano o PCP apresentou na Assembleia da República 10 requerimentos sobre 16 empresas em 6 concelhos desta região.
Estes requerimentos já resultaram em várias inspecções de trabalho, tendo 4 empresas sido notificadas para regularizar irregularidades e 3 empresas sido alvo de contra-ordenações.
No concelho de Paredes, destacamos a situação de 3 empresas:
ZS Mobiliário, Lda. – Empresa de mobiliário, que encerrou fraudulentamente em 28 de Junho, tendo impedido os trabalhadores de entrar na empresa após os enviar para férias e proceder à retirada de activos da fábrica (tem as máquinas e terreno em nome de familiares). Não pagou aos 12 trabalhadores os salário de Maio e de Junho (a alguns ainda devia Avril).
J.Moreira da Silva e Filhos, SA – Empresa de mobiliário, em Rebordosa, que obriga os seus 80 trabalhadores a trabalhar mais meia hora por dia sem pagamento do trabalho extraordinário.
ADC – Móveis e estofos, SA – Empresa de mobiliário em Vandoma, que obriga os seus 60 trabalhadores a trabalhar mais uma hora por dia sem pagamento do trabalho extraordinário, há mais de meio ano. A resposta da ACT confirmou a situação e instaurou contra-ordenações, tendo detectado também câmaras de vigilância de regularidade duvidosa.
No concelho de Paços de Ferreira, destacamos a situação de 3 empresas:
Profato – Empresa de Confecções, Lda. – Empresa de confecções, com 200 trabalhadores que atravessa dificuldades, reduziu os postos de trabalho e tem vindo a atrasar o pagamento dos salários (em 30 de Junho tinha 2 meses e meio de salários em atraso)
Bom Corte, Lda. – Empresa têxtil em Freamunde, ACT confirmou que paga salários abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN).
Nebar Têxteis, Lda. – Empresa têxtil de Freamunde, recuou no Lay-off ilegal após inspecção da ACT
No concelho de Marco de Canaveses também detectamos 3 casos:
Granidera – Granitos da Pedra D’era, SA – Empresa de granitos com 60 trabalhadores, deve o subsídio de natal de 2009, tem vindo a atrasar cada vez mais o pagamento do salário, tem também problemas também no que diz respeito ao cumprimento pela empresa das regras de higiene e segurança no trabalho.
Rosa Têxtil, Lda. – A ACT confirma irregularidades no registo do trabalho suplementar.
Inarbel – Indústria de Malhas e Confecções, Lda. – Uma das empresas caracterizadas como de sucesso na região, emprega 170 trabalhadores, recebeu no ano passado 500 mil euros de fundos de apoio a PME’s. ACT confirma que paga abaixo do SMN de forma deliberada.
No concelho de Felgueiras:
Sousas e Fernandes, Lda. – Empresa de calçado, ACT detectou irregularidades no trabalho suplementar.
No concelho de Amarante:
Senza Confecções, Lda. – A ACT confirma que não pagou na totalidade o trabalho suplementar aos trabalhadores.
No concelho de Lousada:
Lano Corte, Confecções, Lda. – A ACT confirmou que empresa paga abaixo do SMN.
As denúncias que temos vindo a fazer têm permitido resolver algumas dessas situações, repondo a legalidade e assegurando o cumprimento dos direitos de quem trabalha.
Mas a realidade comprova que a regra no mundo do trabalho nesta região não é o cumprimento dos direitos de quem trabalha, mas sim a exploração cada vez mais desumana dos trabalhadores, frequentemente associada a um clima de forte repressão e intimidação.
O contacto regular com os trabalhadores e com as populações que é levado a cabo pelo PCP comprova que grassa na região um clima de agravamento do problemas laborais nas empresas, resultado de um claro aumento da exploração dos trabalhadores.
A falta de meios humanos e materiais das autoridades inspectoras, em particular da ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) associada à orientação politica de um Governo que insiste em ser severo com os trabalhadores mas passivo e cúmplice com os patrões sem escrúpulos, tem resultado numa degradação das condições de trabalho na região.
Este trabalho permanente do PCP na defesa dos trabalhadores é o resultado também do reconhecimento pelos trabalhadores que o Partido Comunista Português tem estado sempre na linha da frente da luta por uma vida melhor para quem trabalha, por uma sociedade mais justa, daí seremos procurados por muito trabalhadores que nos comunicam estas situações.
É urgente uma mudança de rumo, uma ruptura e uma mudança de políticas, no plano imediato o PCP reclama medidas concretas e urgentes, das quais destacamos:
Reforço dos meios da ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho;
A defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público, apoiando as micro, pequenas e médias empresas, privilegiando o mercado interno;
Requalificação profissional e diversificação da indústria;
Criação de Emprego, combate ao desemprego e apoio aos desempregados tendo como objectivo uma política de pleno emprego, combatendo os despedimentos e a precariedade.

A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP
19 de Julho de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

A Farpa n.º 3 - Julho 2010


A terceira edição do boletim A Farpa é dedicada aos entraves e desafios que se colocam ao sector do mobiliário no qual assenta a economia da cidade de Lordelo e da região. Aos problemas dos trabalhadores do mobiliário é dado especial ênfase, numa época em que o patronato, a pretexto da crise, intensifica os atentados aos direitos laborais.
A distribuição em papel será realizada no próxima semana pela Organização da Freguesia de Lordelo do PCP. A edição on-line já está disponível em A FARPA.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA AS PORTAGENS NAS SCUT


5ªf, 15 Julho, 18h
Rotunda Produtos Estrela

Na 6ªf, a Assembleia da República votará uma nova versão de legislação para a colocação de portagens nas SCUT. Não podemos deixar que PS, PSD e CDS façam esta malfeitoria!
Vamos, mais uma vez, protestar! Participa!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Requerimento na AM Paredes - "Previne Paredes"

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte.
A Câmara Municipal de Paredes e o Instituto da Droga e da Toxicodependência celebraram um protocolo de intervenção chamado “Previne Paredes”. O objectivo do referido programa será actuar nos diferentes níveis dos problemas relacionados com a toxicodependência.
Tendo em conta a duração estimada do programa de 2 anos, solicita-se o respectivo cronograma de actividades.
Paredes, 10 de Julho de 2010
O Eleito da CDU
(Cristiano Ribeiro)

domingo, 11 de julho de 2010

As vítimas das ideias retrógradas

A Dr.ª Maria José Nogueira Pinto achou que era altura de fazer um diagnóstico da aplicação da Lei da IVG (no Diário de Notícias de 1 de Julho). Está no seu direito. Mas fê-lo em termos de uma perspectiva pessimista, desajustada e trágica da realidade. Um ajuste de contas desapiedado com a Lei surgiu-lhe como imperativo político na sua agenda de intervenção social.
Cita em suporte da sua tese as opiniões do presidente da Comissão Nacional de Ética. Mas sobretudo elenca os velhos e estafados argumentos dos adversários da Lei e dos princípios que a enformam.
A Dr.ª Maria José Nogueira Pinto (MJNP) não fala da situação anterior á entrada da lei: não fala do aborto clandestino, da criminalização da mulher quando da interrupção da gravidez por sua vontade, da violência de uma gravidez não desejada e não planeada, das consequências psicológicas e físicas de um aborto clandestino, da desigualdade efectiva então vivida pelas mulheres perante o seu estatuto social. Limita-se a acusar levianamente as mulheres de “caprichosas”, “egoístas”, “desmazeladas” e “irresponsáveis”. São (recorrentemente) acusações graves, insensatas e tradutoras de uma atitude que não ajuda ou compreende mas culpabiliza.
Os números indicadores da aplicação da Lei são perfeitamente normais, e traduzem uma evolução natural, como foi possível verificar em outros países com outro percurso histórico. A Dr.ª Maria José Nogueira Pinto sabe que os números oficiais traduzem uma imagem real da situação, ao contrário do que acontecia anteriormente. De um número estimado em 15 a 20.000 casos anuais em situação de clandestinidade, passou-se para um número ligeiramente superior.
Mas o pé da Dr.ª Maria José Nogueira Pinto descamba para uma insuportável demagogia quando ela afirma que os adeptos do Sim sabiam que a Lei não iria “resolver nada”.
O seu desconhecimento actual da realidade da IVG em Portugal, da acessibilidade a esses cuidados, da resposta de serviços públicos e privados, em hospitais e centros de saúde, do profissionalismo e ética dos profissionais envolvidos, do grau de satisfação dos utentes, do método(s) usado (s) na perspectiva da segurança e eficácia, não lhe permitem dizer algo mais do que isso. É por isso básico, escandalosamente superficial, o seu “resolver nada”
As perguntas a que objectivamente MJNP se recusa responder são mais sérias. Quantas mulheres foram violentadas na sua vontade de livremente (e responsavelmente) optarem por uma IVG? Quantas foram as situações em que da aplicação da lei houve risco de vida para as utentes da IVG? Quantas foram as complicações físicas ou psicológicas ou mortes por IVG? E se foram ou não sensibilizadas nessa altura para a necessidade de frequentar /utilizar os serviços de Planeamento Familiar? Quem é que neste momento tem a experiência concreta da avaliação psicológica, e social das mulheres em situação de gravidez não desejada?
Os profissionais envolvidos, como eu, não admitem que do alto da sua pseudo superioridade moral, considere banais actos médicos perfeitamente normalizados e sujeitos a registo e controlo. Também não lhe atribuímos qualquer direito sagrado a questionar valores ou a condicionar a liberdade e responsabilidade dos profissionais envolvidos. O SNS de recursos escassos e necessidades crescentes da Dr.ª Maria José Nogueira Pinto é o mesmo que muitos dos profissionais envolvidos nas equipas de IVG militantemente defendem, contra a lógica do desperdício, pela qualidade e autonomia e em defesa do serviço público. E responsavelmente lhe dizem que não confundem liberalização com reconhecimento de direitos.
As proclamadas por Maria José Nogueira Pinto “vítimas dos abortos” não são senão as suas ideias retrógradas.
Cristiano Ribeiro

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Centenário do Mosteiro de Cête

A Comissão Concelhia de Paredes do PCP evoca o centenário da classificação como Monumento Nacional do Mosteiro de São Pedro de Cête por Dec de 16/6/1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910.
A Comissão Concelhia de Paredes do PCP considera indispensável que as autarquias envolvidas (Câmara Municipal e Junta de Freguesia) sensibilizem outras entidades como o IPPAR e a Rota do Românico para a devida comemoração de tão importante acontecimento.

A COMISSÃO CONCELHIA DE PAREDES DO PCP
05 Junho 2010

Ler também Registos da História

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Registos da História: GNR de Lordelo

Na sessão da Assembleia Municipal de Paredes de 23 de Fevereiro de 2008 o eleito da CDU Cristiano Ribeiro apresentou a seguinte intervenção:
"O quartel da GNR de Lordelo funciona em condições degradadas, não estando satisfeitas condições mínimas para o exercício das funções de uma Força de Segurança.Temos um edifício com mais de 30 anos, que precisa de ser substituido por uma construção de raíz, a instalar em terreno adequado e disponível.
A recente visita do Grupo Parlamentar do PCP permitiu verificar estas reais carências e perspectivar a necessidade de uma solução o mais breve possível.Tendo em conta as informações recolhidas, a Bancada da CDU da Assembleia Municipal de Paredes solicita ao Executivo Camarário informação sobre eventuais terrenos disponibilizados, compromissos governamentais e prazos de execução da obra".

Da leitura dos jornais: Cisco e a cidade tecnológica de Paredes

“A ( …) notícia dava conta da conquista da Cisco (o gigante mundial das redes de computadores) para um mirabolante projecto localizado em Paredes. Garantem os promotores, com a conivência da autarquia e do Governo, que vai nascer ali uma nova cidade altamente tecnonológica, “verde” como se impõe, num investimento que atingirá dez mil milhões de euros. 10 000 000 000! Quantas empresas vão lá estar em 2015? Doze mil dizem eles. Até agora nem um cêntimo dessa fortuna foi desembolsado por nenhum investidor e a Cisco, mais do que investir, propõe-se vender equipamentos e serviços. Muitos. Faz ela bem, é o seu negócio. A Câmara assegura que consegue financiamento para comprar os terrenos. Afinal Portugal é aquele pequeno país onde houve dinheiro para o Magalhães, porque não para isto também? Leiam os comentários que vão surgindo e constate-se como esta visão do paraíso intoxica até mentes habitualmente lúcidas”.
Tiago Azevedo Fernandes (Engenheiro),
JN de 1 de Julho de 2010