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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Crise aumenta exploração dos trabalhadores

Só nos primeiros seis meses de 2010, o PCP apresentou, na Assembleia da República, dez requerimentos a pedir investigação sobre 16 empresas da região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega. Salários abaixo do mínimo nacional e em atraso são prática corrente, sobretudo nos setores do mobiliário, têxteis e pedreiras.

Dos requerimentos dos comunistas já resultaram várias inspeções de trabalho, tendo quatro empresas sido notificadas para corrigir irregularidades e três foram mesmo alvo de contraordenações.“A regra nesta região, infelizmente, já não é a do cumprimento dos deveres, mas sim a exploração dos trabalhadores”, acusou Gonçalo Oliveira, da direção sub-regional do PCP no Sousa e Tâmega. Para este comunista, a ação da estrutura local tem sido profícua na defesa da mão de obra de abusos por parte das entidades patronais que, acusa, têm a cumplicidade do Estado. “É preciso mudar o rumo e deixar esta política de direita, cuja prática é ser duro com os trabalhadores e complacente com os empresários”.Para conseguir esta “mudança”, o PCP defende que a Autoridade para as Condições de Trabalho precisam de melhores condições de trabalho, assim como a defesa do aparelho produtivo, através do alargamento do investimento público.

Portagens nas SCUT vão agravar números
No entender de Gonçalo Oliveira, o pagamento de portagens na A41 e A42 vai deteriorar a situação do emprego em municípios como Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras. “Se as empresas virem os seus lucros caírem, vão buscar o dinheiro aos trabalhadores”, referiu o dirigente comunista. Isto porque, do ponto de vista do PCP, “com a introdução de portagens, é bem provável que o número de empresas com abusos aos trabalhadores aumente. E, ainda pior, podem reduzir os quadros e até deslocalizarem-se”.
Jornal Forúm, 22 Julho 2010

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