BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

domingo, 31 de outubro de 2010

“Francisco avança com toda a confiança!”

(Apesar da chuva, centenas de apoiantes receberam Francisco Lopes em Parada de Todeia)

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP esteve hoje no concelho de Paredes. O dia de Francisco Lopes começou com uma recepção calorosa em Parada de Todeia. Recebido pelo presidente da Junta de Freguesia Álvaro Pinto e por centenas de camaradas e amigos, que encheram o auditório da freguesia numa clara manifestação de apoio à única candidatura patriótica e de esquerda.
“Francisco avança com toda a confiança” foi o slogan entoado em uníssono e em alto som pelos presentes na cerimónia. Depois do discurso de boas-vindas e de apoio à candidatura por parte de Álvaro Pinto, o candidato comunista à Presidência da República no seu discurso que surpreendeu alguns dos presentes pela sua vivacidade, abordou os problemas que afectam os portugueses, cada vez mais reféns da política de direita levada a cabo pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS.
Referindo-se à questão do Orçamento de Estado, Francisco Lopes criticou fortemente as consequências da sua aprovação, afirmando que este “é o orçamento dos especuladores e dos banqueiros contra os trabalhadores e o povo”, sem deixar de lembrar que os outros candidatos à Presidência da República manifestaram o seu apoio a favor do orçamento “que vai agravar ainda mais as condições de vida dos portugueses”.





Afirmou a necessidade de inverter o rumo das linhas políticas que têm vindo a asfixiar o povo enquanto os grupos económicos e os especuladores vêm os seus lucros aumentar. Fez o apelo para que o povo não aceite o discurso que não há nada fazer, mas que lute e dê apoio à sua candidatura, a única que incorporando os valores de Abril se assume capaz de trazer justiça social e desenvolvimento ao país. E por isso “cada apoio, cada voto conta como um contributo capaz de protagonizar uma alternativa a favor do povo português”.
Depois de Parada de Todeia, o candidato rumou a um restaurante de Baltar, onde esperavam centena e meia de apoiantes.



(Francisco Lopes ladeado por Cristiano Ribeiro e Álvaro Pinto)

Nesta iniciativa, Cristiano Ribeiro, o responsável pela Comissão Concelhia de Paredes e membro da Direcção da Sub-Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, tomou a palavra para manifestar o apoio inequívoco do PCP da região à candidatura de Francisco Lopes, aproveitando para abordar algumas lutas levadas pelo Partido, desde a intervenção junto dos trabalhadores de empresas que desrespeitam os direitos laborais até à questão das portagens nas SCUT, passando pela questão dos ataques à Saúde pública e aos encerramentos das escolas.




(Francisco Lopes em Baltar)

Francisco Lopes reafirmou os propósitos da sua candidatura sem deixar de criticar as opções do Governo que “em vez de porem Portugal a produzir, geram desemprego e injustiça social. Não podemos aceitar que haja mais de 700 mil desempregados e não se aproveite as potencialidades do país”. Interrompido por diversas vezes pelo entusiasmo dos comensais, o candidato continuou afirmando que “os sucessivos governos não sabem aproveitar os recursos naturais e humanos que temos e só sabem aplicar cortes àqueles que mais necessitam de protecção”. Contudo, “há um caminho alternativo que assenta não no discurso das inevitabilidades mas na luta dos trabalhadores e do povo”.
Por isso apelou à participação na manifestação da Função Pública no próximo sábado, na manifestação de 20 de Novembro contra a realização da cimeira da Nato em Portugal englobada na campanha “Paz sim. Nato não!” e na Greve Geral agendada pela CGTP para o próximo 24 de Novembro.





Depois do concelho de Paredes, Francisco Lopes participou numa iniciativa de apoio à sua candidatura em Campo (Valongo) e num jantar de jovens apoiantes no Centro de Trabalho da Boavista do PCP, no Porto.

sábado, 30 de outubro de 2010

Sobre os sucessivos impedimentos à acção politica da JCP


A JCP, na sua actividade regular, encontra-se todos os dias na rua a afirmar o seu ideal e a justeza das suas reivindicações em variadíssimas formas de propaganda. Na conversa, no documento, nos cartazes, nas inscrições nas paredes, todas estas formas são armas legitimas de divulgação de ideias, não só para a JCP mas para todas as organizações politicas e associações para chegar junto dos portugueses, em particular da juventude.
Foi assim consagrado com a Revolução de Abril tanto na Constituição da República Portuguesa como na actual Lei da Propaganda e é assim até hoje. O direito à propaganda politica não está indissociável da luta de gerações de portuguesas pelo direito à liberdade de expressão.
A Juventude Comunista Portuguesa tem-se deparado com inúmeras tentativas de impedimento à sua acção, por via da actuação abusiva das forças de segurança e de outras estruturas, que correspondendo a uma orientação do governo e do Ministério da Administração Interna, que negando a lei, actuam ilegitimamente sobre as nossas acções de propaganda.
Tentativas de impedimento de distribuições de documentos , de colagem de cartazes de afirmação politica pela via de pinturas de murais, são exemplos claros de restrições à acção politica da JCP. Uma acção que nas ultimas semanas voltou a ter novos desenvolvimentos.
No passado dia 15 de Outubro de 2010, em que vários militantes da Juventude Comunista Portuguesa viram, mais uma vez, ser impedida a pintura de um mural junto à Rotunda das Olaias, em Lisboa. A pintura do mural, com a inscrição “Vem para a luta, por uma Escola Pública e Democrática / JCP com os estudantes na luta por melhores condições materiais e humanas na António Arroio”, já tinha sido impedida dois dias antes, chegando mesmo os Agentes da PSP a deterem e insultarem os militantes, obrigando-os a despirem-se com o argumento que procuravam drogas e retendo-os durante várias horas na esquadra.
No passado dia 16 de Outubro, em Lisboa, identificaram duas militantes da JCP e apreenderam o material usado nas pinturas, alegando constituir crime público. No entanto, a pintura de murais em local público está prevista na Lei 97/88 de 17 de Agosto e no Parecer do Tribunal Constitucional sobre essa mesma lei, legitimando o seu exercício e condenando o seu impedimento. Voltando acontecer o mesmo numa outra pintura de mural no dia seguinte, também em Lisboa.
No passado dia 22 de Outubro, no concelho de Leiria, a PSP levou para a esquadra um militante da JCP por este estar a colar cartazes. Tentando obrigar os nossos militantes a retirar os cartazes e confrontados com a lei, os agentes da PSP, que nem sequer apresentaram identificação, agarraram o militante da JCP pelo pescoço, algemaram-no e levaram-no para a esquadra para identificação.
A JCP continuará a denunciar estes casos mas acima de tudo resistirá reforçando a sua acção e afirmação politica. Continuaremos a colar cartazes, a distribuir documentos e a pintar murais, continuaremos a mobilizar a juventude pela defesa dos seus direitos e aspirações.

Nota de Imprensa da DN da JCP, 26-Out-2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Candidato presidencial Francisco Lopes vem a Paredes

Domingo 31 de Outubro de 2010

Parada de Todeia (Paredes) - Sessão Pública, pelas 11h00, no Salão da Junta de Freguesia.

Baltar (Paredes) - Almoço com apoiantes, pelas 13h30, no Restaurante Zangão

Urrô (Penafiel) - Visita à Festa de S. Simão, 15h00

Valongo - Sessão Pública, pelas 16h00, no Centro Cultural de Campo.

Porto - Jantar com jovens apoiantes, pelas 20h00, no Centro de trabalho do PCP na Boavista.

Ver sítio da candidatura de Francisco Lopes

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.


Joaquim Pessoa

Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa. O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

domingo, 24 de outubro de 2010

JCP/Paredes debate política à mesa

(Bruno Santos)

Mais de meia centena de jovens comunistas reuniram ontem num restaurante do centro da cidade de Paredes com o objectivo de afirmar o ideal comunista e abordar os problemas que afectam a juventude portuguesa, em especial os jovens trabalhadores do concelho.
Bruno Santos, natural de Rebordosa e um dos responsáveis pelo evento, no seu discurso político não deixou de abordar as principais lutas da JCP no país e no mundo e convidou todos os presentes a participarem na Greve Geral marcada para 24 de Novembro pela CGTP e na manifestação agendada para o próximo dia 20 Novembro contra a Cimeira da NATO em Portugal, no âmbito da campanha "PAZ SIM, NATO NÃO".
Paulo Macieira e Miguel Correia estiveram presentes em representação do Comissão Concelhia de Paredes do PCP.

sábado, 23 de outubro de 2010

Oh! Sócrates revê lá o achocolatado

Pois, é só um sinal.O leite com chocolate basta. Basta dizer que voltas atrás na taxa do IVA avançada e o PSD abstém-se e lá safas o orçamento 2011.
É mau que isso não seja assim. Como é que o PSD pode sair da embrulhada em que se enredou, sem uma abertura mínima?!!.
É só um pequeno jeito, não custa nada, senão como pode o bloco central continuar nas empresas.
É chato pá.
Não custa tanto assim, se até Cavaco Silva já diz que estão reunidas todas as condições para o orçamento ser aquela maravilha para entusiasmar os mercados internacionais.
Com declarações "tão conformes", até os funcionários públicos não vão sentir os cortes. São logo os dois grandes partidos a apoiar esta decisão, aqueles em que maioritariamente sempre votaram.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Jantar da JCP/Paredes


Jantar/convívio, dia 23 de outubro, sábado, no restaurante BLACK GINGA em Paredes, junto ao parque José Guilherme.
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Para marcações e mais informações até ao dia 21 de outubro :
Bruno Santos (912374406)
Miguel Dias (914202909)
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Ementa: Entradas, Arroz de feijão, Churrasco Misto, bebidas, café- 12,50 cravos
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Junta-te a nós para mais uma vez reforçarmos a luta, «porque só com a luta é possível transformar a sociedade em que vivemos e construir a que queremos».

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Propostas do Grupo Parlamentar do PCP

(para acabar de vez com a lenga-lenga de que o PCP nada propõe)...
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Do que precisamos no próximo Orçamento do Estado é de um aumento real dos salários, das reformas e pensões, que reponha uma parte da perda de rendimento dos últimos anos e que seja também um instrumento de combate à pobreza e de dinamização do crescimento económico. Precisamos de um orçamento que aumente o investimento público com vista ao crescimento económico.Precisamos de um Orçamento que aumente os impostos onde isso é justo e indispensável e que corte na despesa onde isso é útil e justificável.
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Relativamente à receita fiscal, o PCP insiste que é possível, (sem aumentar a carga fiscal já muito pesada sobre os trabalhadores ou os reformados, e sobre as micro e pequenas empresas), obter níveis de receita fiscal significativamente superiores, seja através do alargamento da base de incidência – começando finalmente a tributar rendimentos e lucros que hoje nada pagam -, seja através da aplicação de taxas mais justas e equitativas a rendimentos cujo nível de tributação é inaceitavelmente pequena, seja através da eliminação de benefícios fiscais injustos e injustificados.
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Assim, no que respeita ao aumento da receita fiscal, o PCP propõe 5 medidas:
1. A criação de um novo imposto, (o Imposto sobre as Transacções e Transferências Financeiras, ITTB), que taxa em 0,2% todas as transacções bolsistas realizadas no mercado regulamentado e não regulamentado e que taxa em 20% as transferências financeiras para os paraísos fiscais. (receita adicional mínima de, respectivamente 260 milhões de euros e 1500 milhões de euros;
2. A tributação extraordinária do património imobiliário de luxo, através da introdução temporária de uma taxa de 10% de IMT (Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas), e de uma taxa de 1% de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), onerando a aquisição e a detenção de imóveis e propriedades de valor superior a um milhão de euros (receita não definida);
3. A tributação agravada sobre a aquisição ou posse de bens de luxo, (em sede de ISV, Imposto sobre Veículos, e de IUC, Imposto Único de Circulação), incidindo sobre aviões particulares, iates de recreio e veículos de custo superior a 100 000 euros (receita não definida);
4. A tributação das mais-valias bolsistas, alargando a sua incidência a rendimentos do património mobiliário obtidos por Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), entidades residentes no estrangeiro e fundos de investimentos. (receita adicional mínima de 250 milhões, equivalente à que o Governo estima obter com a tributação em IRS de rendimentos individuais de mais-valias mobiliárias, não entrando naturalmente em linha de conta com a receita da tributação das mais-valias obtidas pela PT pela venda da VIVO);
5. A aplicação de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário e grandes grupos económicos com lucros superiores a 50 milhões de euros, eliminando os benefícios fiscais que actualmente usufruem, e alargando este regime ao sector financeiro que opera na Zona Franca da Madeira. (receita estimada 700 milhões de euros, cerca de 350 para a banca, o restante para os grupos económicos).
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O PCP propõe igualmente 5 medidas de redução da despesa fiscal:
1. Suspensão temporária do regime fiscal de isenção plena de IRS e IRC, ou de quase isenção em sede de IRC (taxa máxima de 5%), aplicável na Zona Franca da Madeira a empresas não financeiras, passando a ser aí aplicável pelo menos a taxa de IRC de 12,5% que incide sobre empresas localizadas no interior do País; (diminuição de despesa fiscal não inferior a 400 milhões de euros, face ao total de 1090 milhões de euros estimado no Relatório do OE de 2010);
2. Redução, de quatro para três anos, do período máximo durante o qual são permitidas deduções de prejuízos fiscais aos lucros tributáveis (diminuição de despesa não definida);
3. Eliminação dos benefícios fiscais, (por exemplo, de IMT e de imposto de selo), aplicáveis a operações de reestruturação empresarial (fusões e cisões empresariais); (diminuição de despesa não definida);
4. Revogação dos benefícios fiscais concedidos a PPR (corte na despesa fiscal de 100 milhões de euros);
5. O fim dos benefícios fiscais para os seguros de saúde – 100 milhões de euros
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No que respeita à despesa, o PCP propõe 5 medidas de corte na despesa:
1. A participação das Forças Armadas em todas as operações no estrangeiro - 75 milhões de euros;
2. Abonos variáveis /indemnizações por cessão de funções - cortar 20% – 16 m€;
3. Aquisição de bens e serviços correntes – 1515 m€ , dos quais 396 em estudos, pareceres e outros trabalhos especializados e outros serviços dos quais propomos cortar 50% - cerca de 200 milhões de euros;
4. O fim da transferência de verbas da ADSE para os hospitais privados, cujo montante, certamente de dezenas de milhões de euros, continua a não ser divulgado pelo Ministério das Finanças;
5. O fim definitivo do escandaloso negócio do terminal de Alcântara com a Liscont, que agora avança para um Tribunal Arbitral por proposta da APL, figurino altamente favorável aos grupos privados, como o exemplo do hospital Amadora – Sintra demonstrou.
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Para além destas propostas imediatas e concretas, o PCP apresenta ainda 5 medidas contra o desperdício de dinheiros públicos no futuro:
1. A redução para um máximo até cinco membros, de todos os Conselhos de Administração de Empresas Públicas e Entidades Públicas Empresariais, e para um número máximo até três membros dos Conselhos Directivos de Institutos Públicos, não podendo as suas remunerações serem superiores à do Presidente da República;
2. A redução para metade do número do pessoal dos gabinetes dos membros do Governo e de todos os altos cargos do Estado cujos titulares tenham direito a gabinetes idênticos aos de ministros e idêntica redução, para metade, do número do pessoal dos gabinetes dos Conselhos de Administração das empresas públicas;
3. O não estabelecimento de qualquer nova Parceria Público Privada, como forma de concretizar infra-estruturas ou realizar investimentos, a extinção das entidades reguladoras e a reintegração das suas funções na Administração Central, de onde foram retiradas; A não transferência de funções do Estado para empresas públicas em substituição de serviços da administração pública, como acontece com a transferência para uma empresa pública (GERAP) das contratações para o Estado assumindo que é para contratar privados para o desenvolvimento dessas funções;
4. Elaboração urgente, pelo Tribunal de Contas, de uma auditoria completa a todos os fenómenos de desorçamentação no Estado, incluindo as situações de migração para o direito privado e, ainda, para a determinação completa do nível de endividamento do Estado, incluindo o (designado) endividamento oculto;
5. O fim das injustificadas e milionárias contratações de software proprietário na Informática do Estando, cujos custos totais o próprio Governo afirma desconhecer e a efectiva opção pelo software livre.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Debate sobre a NATO

Sexta-feira, 15 Outubro, 21.30h, com Ângelo Alves (membro da Comissão Política do PCP), no Centro de Trabalho da Boavista, Porto.

sábado, 9 de outubro de 2010

Entrevista a Carlos Carvalhas

O antigo secretário-geral do PCP Carlos Carvalhas considera que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo não são a solução para a crise.
Este é apenas um dos temas focados na conversa com a editora de Política da Antena 1, jornalista Maria Flor Pedroso, no âmbito do ciclo de entrevistas a antigos candidatos à Presidência da República.

Ver vídeo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Marcha contra portagens nas SCUT


Próximo dia 8 Outubro, sexta-feira


Junte-se ao protesto buzinando e abrandando a marcha da sua viatura na VCI (Porto), a partir das 17.30h

Moção: Contra Portagens nas SCUT

As Comissões de Utentes contra as portagens nas SCUT`s convocaram para 8 de Outubro uma Jornada Nacional de Protesto contra a introdução desse pagamento, prevista desde já para 15 de Outubro na SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata. Permanecem as razões substantivas contra aquela taxa, como a não existência de alternativas e com o desenvolvimento socioeconómico da região. Relembra-se que em Novembro de 2009, o Governo PS definia, no programa de Governo que apresentou na Assembleia da República que «quanto às SCUT `s deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação:
1) localizarem-se em regiões cujos indicadiores de desenvolvimento socioeconómico sejam inferiores á média nacional; e
2) não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário. Recentemente dirigentes de associações empresariais que representam 40. 000 empresas do Norte de Portugal e Galiza admitiram mesmo avançar para os tribunais para travar as portagens.
As próprias isenções e descontos inventados pelo Governo numa pretensa discriminação positiva para os utentes habituais das SCUT`s não são idênticas em todo o País, “favorecendo” concelhos no Algarve a 200 km da via e a norte só no limite de 30 km da via, bem como a taxa de portagem que está relacionada com o numero de pórticos. A data de inicio da cobragem é diferente, diferentes são os critérios e as taxas. A persistência da luta já fez o Governo recuar várias vezes. A Assembleia Municipal de Paredes, na linha de continuidade de anteriores posições, manifesta a sua oposição à introdução de portagens nas SCUT`s, nomeadamenrte na A41/A42.
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(MOÇÃO APROVADA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES, COM OS VOTOS CONTRA DA BANCADA PS)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

REFLEXÃO SOBRE A REVOLUÇÃO REPUBLICANA DE 1910


(intervenção em Sessão Comemorativa na Assembleia Municipal de Paredes, de 5 de Outubro de 2010)

Num momento em que passam cem anos sobre a Revolução Republicana de 1910, sublinha-se o significado desta data enquanto marco importante na longa caminhada do povo português pela sua libertação.
A vitória da Revolução Republicana de 1910 pôs fim a um regime monárquico anacrónico e parasitário e realizou importantes progressos no plano das liberdades e direitos fundamentais, da educação e da cultura, da laicização do Estado e dotou o país de uma Constituição avançada para a época, a Constituição de 1911. Valorizamos tudo quanto de democrático e progressista foi alcançado e combate com firmeza linhas de ataque reaccionárias, que visam justificar o golpe militar de 1926 e a instauração do fascismo e o branqueamento dos seus crimes. Não é por acaso que, sob a bandeira do 5 de Outubro, tiveram lugar importantes jornadas de unidade e resistência anti-fascista. Mas ao mesmo tempo rejeita as visões acríticas e idílicas do republicanismo e da República que predominam nas comemorações oficiais do centenário da Revolução de 1910, reconhecendo os limites desta revolução e do regime que implantou no país.
É neste quadro que, ao longo do ano, o PCP vem assinalando este acontecimento com um variado conjunto de iniciativas orientadas para o esclarecimento sobre o que foi e o que efectivamente representou esta revolução; que circunstâncias históricas a determinaram; que problemas e contradições se propôs resolver e superar; que classes sociais nela se empenharam e aquelas que realmente beneficiaram com a implantação da República e as políticas do poder; o que tornou possível o avanço da forças mais reaccionárias e o triunfo, apenas 16 anos depois das jornadas históricas de 4 e 5 de Outubro, do golpe militar que abriu caminho a quase meio século de ditadura fascista; e como se projectam nos dias de hoje as lições e experiências da revolução. A revolução de 1910 culminou num amplo movimento de descontentamento e protesto popular em que o ideário republicano, com as suas promessas de liberdade e justiça social, suscitou uma grande adesão de massas e o derrube da Monarquia e a implantação da República tornou-se um objectivo em que convergiram as aspirações da burguesia liberal, da pequena burguesia, da classe operária, das camadas intermédias da população urbana. Portugal era, na viragem do século XX, um país economicamente atrasado, essencialmente agrário, com uma indústria incipiente, uma elevadíssima taxa de analfabetismo, um baixo nível de vida. No campo, a grande propriedade latifundiária e absentista do Sul coexistia com o predomínio da pequeníssima propriedade no Centro e Norte do país. Centenas de milhar de portugueses procuravam na emigração, sobretudo no Brasil, o que lhes era negado no seu país. País colonizador, Portugal era simultaneamente um país dependente, sujeito ao domínio estrangeiro, sobretudo da Inglaterra, factores que estrangulavam o seu desenvolvimento. As degradantes condições de vida do povo – salários baixos, longas jornadas de trabalho, ausência de políticas sociais – faziam realçar a decadência e o parasitismo do regime monárquico e a exigência do seu derrube. O significativo processo de industrialização que se verificou nos últimos anos da Monarquia, com o aumento de unidades fabris em Lisboa, Porto e outras regiões do país, e o crescimento correspondente da classe operária, foram acompanhados do desenvolvimento da luta social e contribuíram para a criação das condições que tornaram possível o triunfo da revolução.
Crescentemente isolada e desacreditada, sobretudo após a vergonhosa abdicação que conduziu à revolta de 31 de Janeiro de 1891, e incapaz de enfrentar os graves problemas económicos e sociais do país, a Monarquia responde com a repressão ao desenvolvimento da luta dos trabalhadores e da oposição republicana que, por sua vez, opta pela conquista do poder pela força das armas. Com o decisivo apoio popular, a República é proclamada a 4 de Outubro em vários municípios da região de Lisboa e Margem Sul e a 5 de Outubro na capital. Portugal tornava-se, para honra do povo português, a terceira República da Europa.A Revolução Republicana de 1910 teve uma forte dimensão popular, triunfou graças à participação dos trabalhadores e das populações de Lisboa e Margem Sul, do Porto e outros centros urbanos, e suscitou grandes esperanças numa vida melhor. Os primeiros tempos da República ficaram marcados por um aumento da iniciativa popular e, em particular, por um ascenso do movimento operário e da luta reivindicativa dos trabalhadores da cidade e dos campos do Sul. Mas sucessivos governos não só esqueceram promessas feitas como responderam às legítimas reclamações dos trabalhadores com a repressão e um ataque violentíssimo ao movimento sindical, prendendo dirigentes, encerrando sindicatos e jornais operários, deportando milhares de activistas. Entrando rapidamente em rota de colisão com o movimento operário e sindical, a República cedo alienou o apoio popular indispensável para consolidar o regime democrático e enfrentar a reacção monárquica e fascista, que, depois de várias tentativas, sempre frustradas pela decisiva mobilização das massas populares, acabou por impor uma ditadura militar 16 anos apenas após o triunfo da revolução.
A Revolução Republicana de 1910, quanto à sua natureza de classe, foi uma revolução democrático-burguesa que cumpriu tarefas que as revoluções liberais de 1820 e 1834 não haviam completado. Com ela as sobrevivências feudais foram fortemente golpeadas, a nobreza e o clero perderam a sua posição dominante, que passou para a burguesia liberal, removeram-se importantes obstáculos ao desenvolvimento capitalista, combateu-se a ignorância e o obscurantismo, implementaram-se reformas positivas em relação à família, aos direitos das mulheres (embora recusando-lhe o direito de voto), e outras. Mas ao contrário da Revolução de Abril, que liquidou os monopólios e os latifúndios e pôs fim às guerras coloniais, a Revolução Republicana foi essencialmente uma revolução política, «por cima», que deixou praticamente intactas as estruturas económicas e sociais, prosseguiu uma política colonialista e de submissão ao imperialismo. A entrada de Portugal na I Guerra Mundial, que suscitou a oposição dos trabalhadores e as grandes manifestações «da fome», insere-se neste quadro de políticas de classe estranhas aos interesses do povo e do país. Por isso, o PCP sempre sublinhou que a liquidação do fascismo implicava não um «regresso à República» liberal burguesa implantada em 1910, mas a uma revolução democrática e nacional profunda. Por isso, o PCP opôs-se e opõe-se a quaisquer tentativas de, a pretexto da comemoração do centésimo aniversário da Revolução Republicana, desvalorizar e mesmo apagar a Revolução de Abril e o seu lugar cimeiro na História de Portugal, diminuir e atacar os seus valores e realizações, como está a acontecer com a Constituição da República Portuguesa.
O alcance da Revolução Republicana de 1910 foi à partida condicionado pelo atraso das estruturas sócio-económicas, a reduzida expressão da classe operária, a forte influência da ideologia pequeno-burguesa anarquista no movimento sindical, a inexistência do partido revolucionário do proletariado. Com a fundação do Partido Comunista Português, em 6 de Março de 1921, inicia-se uma nova etapa do movimento operário português – a actuação da classe operária como força social autónoma. Criado sob a influência da Revolução de Outubro e no quadro do afluxo revolucionário na Europa, o PCP é uma criação da classe operária portuguesa, do desenvolvimento da sua luta corajosa, do amadurecimento da sua consciência de classe. Abrindo caminho através de grandes dificuldades, e forçado à clandestinidade apenas cinco anos após a sua criação, o PCP lançou raízes fundas nas massas trabalhadoras, resistiu à violência da repressão, conduziu poderosas lutas populares, tornou-se a grande força da Resistência, da Revolução de Abril, da defesa dos seus valores e conquistas. É esta a verdade histórica. Tentativas para promover o papel da burguesia republicana na luta antifascista e diminuir o papel da classe operária e do PCP não alteram esta realidade.

Pel’A CDU

Cristiano Ribeiro
Álvaro Pinto

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A FARPA, 2.º série, n.º 4 - Outubro 2010

No próximo fim-de-semana, a Organização da Freguesia de Lordelo do PCP irá distribuir o novo número de A FARPA, cujo tema principal é a entrevista de Duarte Meneses, presidente da Direcção da ADIL - Associação para o Desenvolvimento Integral de Lordelo.

Ler tudo em A FARPA

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ramos Horta inaugura rua em Lordelo


O presidente da República Democrática de Timor-Leste esteve hoje, pelas 18h, em Lordelo para inaugurar a rua de Baucau, sita na Zona Indutrial de Lordelo.

Ver mais fotos em A FARPA