BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Propostas CDU/Lordelo para próximo orçamento

Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Lordelo

Em resposta à solicitação contida na vossa carta datada de 04 de Novembro de 2010, venho por este meio indicar as propostas da CDU para o próximo orçamento da Junta de Freguesia de Lordelo:
1) Elaboração de estudo e implementação de medidas, entre as quais a criação de sentidos únicos, que visem a melhoria do trânsito em algumas ruas estreitas da nossa cidade, como por exemplo: rua de Santa Tecla, rua de Soutelo, rua dos Bons Amigos, entre outras;
2) Construção de passeios e lugares de estacionamento na EN209 entre a “Quinta da Batalha” e o edifício “Servilord”;
3) Beneficiação da zona defronte à Escola EB 2,3, nomeadamente o arranjo do lago com chafariz;
4) Construção de um parque infantil/juvenil na Urbanização da Rua dos Combatentes (Parteira);
5) Dotação de relvados sintéticos dos campos de treinos do Aliados;
6) Construção de um Skate Park ou Parque Radical;
7) Construção de um Parque Geriátrico;
8) Arranjo ou construção de paragens de autocarro com alusões ao património histórico, cultural e paisagístico da nossa freguesia, que sirvam dois objectivos: a) fornecer abrigo condigno aos utentes dos transportes públicos; e b) promover Lordelo como destino turístico/cultural inserido na rota do Românico;
9) Requalificação dos acessos às pontes do lugar de Penhas-Altas, em especial à ponte românica;
10) Requalificação dos moinhos de água nas margens do Rio Ferreira a montante da Levada do Souto e integrá-los num percurso histórico-ambiental;
11) Disponibilização de acesso à internet fora do edifício da Junta de Freguesia.

23 de Novembro 2010

O Deputado da Assembleia da Freguesia de Lordelo eleito pela CDU – Coligação Democrática Unitária,

António Miguel Barbosa Correia

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempo de Antena da Greve Geral

Paredes no seu melhor

Na próxima sexta feira decorrerá pelas 21 horas uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Paredes no Centro Escolar de Gandra. Tão inusual local de reunião surpreenderá muitos, mas não deixa de ser uma acrobacia politico-geográfica do PSD, que assim procura promover o polémico projecto da Carta Educativa. Quer seja ideia de Granja da Fonseca ou imposição de Celso Ferreira, a bizarra realização da AM em Gandra, provocará um aumento de despesas com ajudas de deslocação. E salientaremos a sorte de não ter avançado o projecto do mastro em Lordelo, o que poderia, a existir, e com tais gentes, proporcionar uma sessão invernal ao ar livre... em torno do mastro.
Dissequemos alguns dos documentos propostos á Assembleia. Comecemos pelo Relatório de Actividades. Na parte elaborada pelo Pelouro do Desenvolvimento Municipal, temos a referência na pág 4 á "montagem de palco" em Aguiar de Sousa e Bitarães, sem que se indique para quê ou ao serviço de quem. Na pág.5 refere que em Lordelo procedeu-se a umas enigmaticas "mudanças no CTIM". Mas em Diversos, pág 6, fora da caracterização por freguesias, aparece um diferente "montar e desmontar palco e módulos em várias freguesias", que deve ser uma "montagem" diferente, pena não se saber quais as freguesias. Mas na página 6 está um "Transporte a Lisboa", não se sabe de quê, de quem, como, etc.
Mas como quem não deve não teme, na pág. 9 e num relatório de actividades, alguém nos surpreende com uma frase bombástica, estilo o Benfica vai ser campeão!: "Actualmente o Encontr'Artes está consolidado como a maior manifestação cultural desta área geográfica".
Mas outros pelouros carreiam informação importante para a AM: "remoção de ervas daninhas da Rotunda Sá Carneiro e do Parque José Guilherme." Veja-se a criatividade, a organização, a motivação da gestão PSD de Paredes. É um verdadeiro traço distintivo. A remoção de ervas daninhas. Abençados!
Com o Pelouro dos Serviços Gerais acaba o Relatório de Actividades da Câmara. Importante referir "Organização de Serviços" e "Coordenação de Pessoal", não fossemos pensar não haver essa actividade, "Reparação da Bandeira Nacional do Municipio", "Limpeza do Museu Municipal" que está fechado, "Apoio á actividade de vindimas dos parques verdes do concelho para a confecção do almoço" (!), "Limpeza das casas de banho públicas na Feira e Praça José Guilherme nomeadamente á falta de pessoal"(!!)
a continuar...

domingo, 21 de novembro de 2010

Joaquim Gomes (4 de Março de 1917 / 20 de Novembro de 2010)

O primeiro emprego aconteceu depois de completados os seis anos. Não recordo o tempo que durou o trabalho nesta primeira fábrica de cristalaria, mas lembro-me que era conhecida como Fábrica do Açúcar — não significando o nome, porém, que o trabalho dos aprendizes fosse menos amargo que noutras do ramo. Necessário se torna esclarecer que no respeitante à idade não bati qualquer recorde pois houve crianças, e não foram poucas, que começaram antes dos seis anos, não sendo também raros os casos em que os pais tinham de as levar ao colo quando iam para o trabalho!
As fábricas de cristalaria ou a potes trabalhavam num único turno diário. Os aprendizes, regra geral, entravam numa «obragem» (uma equipa de trabalho) pelo último escalão, que consistia em preparar o molde para que cada peça pudesse ser moldada.
As coisas passavam-se mais ou menos assim. Se o molde era de madeira o aprendiz tinha de o mergulhar numa celha com água após cada moldagem. Se o molde era de ferro mas pequeno, a operação podia ser idêntica. Se o molde era de ferro mas mais pesado, tinha de ser lubrificado, ou levar uma fita de madeira especialmente preparada para o efeito, para que o vidro ainda incandescente se não pegasse ao molde. Os moldes de madeira destinados à moldagem de peças grandes tornavam-se muito pesados, pelo que os miúdos em pouco tempo ficavam bastante cansados. O que na prática também se verificava com os moldes mais pequenos, não pelo peso, mas pelo ritmo de trabalho ser mais acelerado, acontecendo por vezes os oficiais ou outros operários adultos terem mais força no sopro do que os aprendizes nos braços. Em consequência disto, nem sempre durante a moldagem o molde se mantinha bem fechado, do que podia resultar a inutilização da peça e com ela um bofetão ou coisa do género, sem se ter em conta tanto o cansaço como a idade do aprendiz.
A esta distância estaria errado quem pensasse que estas e outras atitudes, algumas bem mais violentas, dos operários vidreiros para com os aprendizes eram devidas à falta de sentimentos humanos e de carinho pelas crianças. Primeiro, porque era a própria engrenagem da exploração capitalista que produzia estas situações, uma vez que ganhando os adultos à peça, cada uma que se inutilizasse acabava por se reflectir negativamente no salário. Segundo, porque mais ou menos em todas as profissões estava generalizada a convicção de que sem se chegar a «roupa ao pelo dos aprendizes», eles se não faziam homens a valer e ainda menos bons profissionais, mas também porque fosse até tradição os pais dos aprendizes recomendarem aos mestres: «Não lhas poupe sempre que as mereçam.» E é claro, isto dava para tudo... De resto, não se pode esquecer que no ensino de então se tinham como indispensáveis as reguadas, ponteiradas e outros mimos do género. Até o senhor prior, quando ensinava a doutrina na casa de Deus, não fugia à regra!
Voltando à minha trajectória como aprendiz de operário vidreiro, recordo perfeitamente que para ingressar na segunda fábrica onde passei a trabalhar teve a minha mãe de me acompanhar e mostrar ao patrão a minha cédula de nascimento para provar que tinha completado os sete anos, idade mínima para nessa fábrica os aprendizes serem admitidos. Tratava-se da Fábrica Marquês de Pombal cujo patrão, o Sr. Magalhães, com alguma razão tinha fama de ser bom. Os esforços desenvolvidos pela minha velhota para que ingressasse nesta fábrica justificavam-se também pelo facto de nela trabalharem já um irmão e uma irmã mais velhos do que eu, o que facilitava imenso o avio do farnel. Este consistia numa fatia de broa com um bocado de toucinho ou, mais frequentemente, com uma sardinha fresca ou salgada, sendo a broa e o conduto cortados em três bocados. Se o conduto era toucinho nunca a divisão levantava grandes problemas, mas tratando-se de sardinha, no dia em que devia calhar a cabeça a um de nós e isso não sucedia, havia discussão, já que todos consideravam essa parte a mais gostosa e a que melhor condutava. De tal modo isto me ficou que, ainda hoje, detesto comer sardinhas em locais onde «pareça mal» chupar as cabeças.
Do trabalho e dos problemas vividos nesta fábrica, o que mais me marcou, além do esforço violento que os aprendizes tinham igualmente de despender, foi um acidente que sofri, o qual podia ter tido consequências muito graves, deixando-me marcas para sempre. Os ganhos, como anteriormente, eram uma miséria. Se a memória me não atraiçoa, trabalhei nela cerca de dois anos. Com o meu irmão fui trabalhar para a Fábrica Nova, Companhia Industrial Portuguesa, que por essa altura ensaiava, creio que pela primeira vez na Marinha Grande, a produção de artigos correntes chamados de «cristalaria em forno a tanque». A decisão que tomámos tinha em vista a subida de categoria e, consequentemente, aumentos de salários. Contudo, o trabalho foi de pouca duração pelo facto de a tentativa de alterar a produção não ter resultado.

In Joaquim Gomes,


Abaixo de cão!

O jornalismo que por aí se produz está ao nível de cão. E então o jornalismo politico dominante é verdadeiramente dejecto de cão. As reportagens da Cimeira da NATO que vi na RTP1 (não se pode estar em todos os canais ao mesmo tempo) são verdadeiramentes surreais. A subserviência, a manipulação, o ridículo extravazam no que se diz e são significativas no que se cala.
João Adelino Faria, António Esteves Martins e Márcia Rodrigues foram os rostos de uma das páginas mais negras do jornalismo (ia dizer de um jornalismo sério e isento, mas tal critério está implicito na palavra jornalismo). Comportaram-se não como jornalistas com formação e ética profissional, mas como funcionários, assessores de imprensa da organização politico-militar. Foi verdadeiramente um verdadeiro HIS MASTER VOICE. A utilização de palavras como Histórica para classificar os “resultados” da Cimeira entrará certamente no anedotário nacional, pois foi repetida por tão ilustres “figurões” sem que isso representasse ...nada. Já não falo claro da estagiária de serviço na Avenida da Liberdade, de apelido Neves de Sousa, que encontrou nas pedras soltas do passeio argumentos anti-NATO. Um calhau!
Temos portanto que a RTP, empresa pública da República e da Democracia, com defices de exploração de milhões, alberga no seu interior uma cambada de pseudo-jornalistas, acéfalos, rastejantes e “vendidos”. E que trabalham em função de outros interesses, de outros senhores. A João Adelino Faria não bastarão os 9.736 euros do vencimento. A António Esteves Martins, não chegarão os 2.986 euros (sem ajudas).
Demitam-se as Direcções Informativas, se tiverem coragem. Fechem-se as Escolas de Jornalismo que tão medíocre formação dá. Retire-se a Carteira Profissional a quem de direito. E aos visados: inscrevam-se nos Partidos, do Sócrates, do Coelho. Jornalismo, não!

sábado, 20 de novembro de 2010

Mais de 30 mil gritaram "Paz Sim, NATO Não!"

Hoje, Lisboa foi palco de uma grande manifestação, que juntou mais de 30 mil pessoas em protesto contra a realização da Cimeira da NATO em Portugal e a favor da paz. O desfile foi promovido pela campanha "Paz Sim, NATO Não!", plataforma que integra cerca de 100 organizações, entre as quais, o PCP.
Perto de uma centena de militantes comunistas do Vale do Sousa participaram nesta iniciativa.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Continua o ataque à liberdade de expressão no Porto



Perante a tentativa de retirada de propaganda da Greve Geral, nas Sedes dos Sindicatos das Industrias do Calçado e Têxteis e dos Trabalhadores Rodoviário no Porto, o PCP questionou já o Ministro da Administração Interna para que, com carácter de urgência, se pronuncie sobre esta matéria.
Após terem roubados inúmeros materiais de divulgação da Greve Geral que estavam legalmente colocados pela cidade do Porto, a Câmara Municipal do Porto foi ao Sindicato e Federação dos Têxteis, na Avenida da Boavista, em frente à Casa da Música, onde retirou abusivamente um pano que se encontrava no referido edifício de informação sobre a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro.
Protesta, não aceites este ataque à liberdade de expressão e à democracia. Envia o teu protesto para a Câmara Municipal do Porto e para a Polícia Municipal:
Câmara Municipal do Porto
Tel. 222 097 000 - Fax 222 097 100 - Email: geral@cm-porto.pt
Polícia Municipal do Porto
T: 226 198 260 - F: 226 198 269 - mail: policiamunicipal@cm-porto.pt
Uma grande Greve Geral será também a justa resposta a estes actos prepotentes e autoritários.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Memória Cala a Desgraça

Nos tempos que correm o termómetro da paciência para aturar Alegre e os alegristas já quase rebenta. Agora imagine-se o que não será quando a campanha presidencial começar ‘a sério’.
Entalado com dois apoios aparentemente antagónicos – PS e BE – anda o candidato por aí de forma estapafúrdia numa roda viva de posições políticas que na maior parte das vezes não são nem de um lado nem do outro, são desse seu repetitivo e trambiqueiro estágio do ‘nim’.
Apareceu recentemente de forma oportunista ao lado dos estudantes em protesto. Ele próprio, que foi um dos deputados responsáveis por esta política propineira e que defendeu, debaixo de um parolo europeísmo – essa espécie de tábua de salvação do obscurantismo nacional -, o desvairado ensino à bolonhesa. E não se deu ainda conta, desfasado que anda da realidade educativa sobretudo a nível superior, que esta ‘modernice’ à escala europeia não passa de um ‘produto’ educacional de metas completamente falaciosas, que tem o dom de conseguir desagradar a toda a gente, com excepção, é claro, aos pachorrentos, fastidiosos e ignorantes tecnocratas de Bruxelas.
E se agora aparece ao lado de um protesto de rua, amanhã, a pretexto da ‘atitude que deve ter um presidente da república’ – não esquecendo a postura de pesporrência que costuma pôr nestas suas transfigurações ocasionais - é bem capaz de ir cortejar os principais responsáveis políticos e educativos pela situação que levou e leva milhares de pessoas ao protesto e à indignação. Pede-se-lhe uma opinião e ele, com a sua ensaiada face de declamador de poesia a tempo inteiro – olhem que grande poeta que sou! -, atira ‘ao vento que passa’ generalidades e subterfúgios sobre o seu país.
Alegre é uma contradição insanável em si mesmo. Um político que quis agarrar-se com mais espectáculo que ideologia aos ventos esquerdistas que sopraram de Abril, e que depois de 1974 passou a vida a aprovar, promover e criar autênticas cacetadas legislativas nos direitos e liberdades da esmagadora maioria do povo português.
É um dos responsáveis MÁXIMOS pelo estado de degradação social do Estado. É, enquanto eterno alinhado de um pê-ésse subserviente e medroso, um dos mais proeminentes servidores de interesses corporativistas e do grande capital. É um dos responsáveis pelo nosso aninhamento perante a Alemanha e a França, os donos e senhores desta União Europeia que só funciona à base de um predomínio de grandes sobre pequenos, sendo uns e outros, desde sempre, os mesmos!
O que vai colocando no poder este e outros ‘alegres’ deste país não é sua especial capacidade política, muito menos a sua suposta inteligência. É no fundo a má memória que grassa na sociedade portuguesa. É ela a grande responsável pela sucessiva promoção política – sempre em progressão: hoje primeiro-ministro, amanhã presidente – daqueles que passaram anos a depauperar o Estado, as instituições democráticas e a própria Constituição que dizem agora – com desfaçatez pública e sem vergonha na cara – querer ‘cumprir e fazer cumprir’!

“A memória cala a desgraça
A memória nada lhes diz”
Assim se constrói a couraça
Dos que enterraram este país!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pátria desamada

vês o teu país
como um filho
que passa mal
e tu passas por ele
e não fazes nada?

uma pátria perdida
louca varrida
violada
um povo humilde humilhado
a pedir mendigo justiça
uma terra de ninguém
onde diseurs da mentira
proclamam grandes verdades
e tomam posse da minha amada pátria
como se fosse uma junta de freguesia
ajeitam a gravata
acertam o preço com os fregueses
e trespassam-na no mercado:
rápido que é para acabar

Dinis H. G. Nunes

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Greve Geral de 24.11.


Ir ou não ir para a rua? Esta é uma questão que se nos põe. Porque há quem confunda Greve Geral com uma manifestação de rua e, muito pior, há quem queira aproveitar a “folga” criada por um “dia anormal” para fazer coisas que fazem nos “dias normais” ou que só não se fazem por falta de tempo…
No plano prático e concreto, “fazer compras”, ou uma ida ao cinema, ou marcar um passeio ou um pic-nic com amigos são um actos efectivamente contrários à greve. Mas fique muito claro que estou a pensar em voz alta e para “consumo interno”, pessoal, com eventual utilidade para conhecimento de outros que queiram reflectir sobre o significado de uma Greve Geral. Sim, porque é coisa que não se faz há 22 anos, e há 22 anos foi em condições bem diferentes. Não pode ser algo banalizável!
Obviamente que há forças a quem interessa desvalorizar o dia “não normal”, torná-lo o menos “anormal” possível no que é e nas suas consequências. Os que querem fazer da Greve Geral uma manifestação de protesto, de massas mas não de rua, sem nada retirar nada à enorme importância dos piquetes de greve e ao seu apoio e reforço.
No dia 24 de Novembro terá de ser dado um sinal muito sério, de luta contra as políticas que têm sido prosseguidas por estes governos PS-PSD-CDS. Terá de ser uma manifestação da força que têm os trabalhadores, os que produzem e consomem, não dos que exploram o trabalho dos outros e dos que especulam.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SCUT- Petição contra portagens


Organizadas pelas várias comissões de utentes, realizaram-se hoje manifestações de protesto. Em Viana do Castelo, a partir das 17h00, junto à rotunda Papanata, foi distribuído um comunicado e um abaixo-assinado. Também na Maia, na zona das Guardeiras, a partir das 18h00, decorreu uma acção semelhante. Em Espinho as comissões juntaram-se, a partir das 8h00, na rotunda da Rua 19.


Entretando está disponível online no sítio do Movimento de Utentes uma petição/Abaixo-assiando contra as portagens nas SCUT:

domingo, 14 de novembro de 2010

Miguel Correia faz balanço do ano autárquico


Passado um ano das últimas Eleições Autárquicas, o eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo faz um balanço do seu trabalho com críticas duras ao Executivo PSD e a Celso Ferreira. Aproveita para expor o seu pensamento e do seu Partido sobre os principais problemas da cidade de Lordelo.

Ler entrevista em A FARPA

sábado, 13 de novembro de 2010

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA PORTAGENS NAS SCUT

Dia 15 de Novembro (Segunda-feira), pelas 18 horas,
na Rotunda da Guardeira na N13, na Maia (perto do Vivaci Maia).
DIVULGUE E PARTICIPE!
Comissões de Utentes da A28, A41 e A42

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Concerto pela Paz

Cinema Batalha, próximo domingo, 14 Novembro, 17h
Com a música de Jorge Palma, Sebastião Antunes, Couple Coffee e João Afonso.
Bilhete de Entrada: 5 Euros
Ver sítio da Campanha PAZ SIM, NATO NÃO!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Revolução de Outubro - 7 Novembro (calendário gregoriano)

"O bolchevique" - Boris Mikhailovich Kustodiev (1920)

Como seria o mundo de hoje sem o empurrão da “Revolução de Outubro” (7 de Novembro pelo calendário Gregoriano), no sentido da liberdade e da justiça social?
Até onde teria chegado a barbárie da exploração, sem o fantástico impulso que a Revolução imprimiu às lutas dos trabalhadores e dos povos em todo o mundo, pela sua emancipação?
Como estaríamos hoje, sem o poderoso contributo da União Soviética para a derrota do Nazi-Fascismo?
Como estaria hoje o mundo se essa experiência do socialismo não tivesse sucumbido aos erros que não soube evitar, ou corrigir?
Perante o cenário mundial de exploração desenfreada e de impunidade dos mais variados crimes contra a justiça social, os direitos dos trabalhadore e dos povos e contra a própria Natureza, como estaremos todos daqui a alguns anos, se, entretanto, não fizermos crescer dentro de cada um de nós uma nova Revolução?

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais de 100 mil repudiaram a política de direita



Só a luta é inevitável.
Mais de cem mil trabalhadores da Administração Pública, provenientes de todo o País, responderam à convocatória da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública participando na manifestação nacional, hoje, em Lisboa, e mostrando-se totalmente empenhados em fazer tudo o que puderem, até 24 de Novembro, para esclarecer e mobilizar toda a população portuguesa para a greve geral.
Até lá, prosseguirão com o trabalho de sensibilização, nos locais de trabalho e de residência, contra «o roubo nos salários», as privatizações, a destruição de direitos e de carreiras, contra o desemprego e os cortes nos rendimentos de quem trabalha, e contra as medias do Governo anunciadas na proposta de Orçamento de Estado e acordadas com o PSD, cuja consequência será uma alastrar de um ainda maior alastrar da pobreza e das desigualdades sociais.À passagem da manifestação diante do Centro de Trabalho Vitória, tanto o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, como o candidato comunista à Presidência da República, Francisco Lopes foram entusiasticamente cumprimentados por milhares de mãos, beijos e calorosos abraços de reconhecimento e de apoio ao nosso candidato e ao Partido que melhor representa e faz valer os justos anseios e aspirações de justiça social da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses.

Na Praça dos Restauradores, onde terminou a manifestação, iniciada no Marquês de Pombal e que durante mais de três horas percorreu a Avenida da Liberdade, milhares de funcionários públicos, trabalhadores da Administração Local, professores, enfermeiros, polícias, sargentos dos três ramos militares das Forças Armadas, bombeiros e trabalhadores de todos os sectores e empresas públicas, aprovaram uma resolução onde consideraram que «só o aprofundamento da luta dos trabalhadores permitirá estancar o agravamento brutal das condições de vida e das camadas mais desfavorecidas da população e perspectivar a sua inversão».De um palco intervieram o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, Francisco Braz, do secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, e do secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.Os oradores demonstraram haver alternativas políticas e económicas às acordadas entre o Governo PS e o PSD, que, como se considera na resolução, «penalizam brutalmente os trabalhadores portugueses».Tributar a banca e os lucros fabulosos anunciados pelos principais grupos económicos, durante a actual crise que o País atravessa, foi solução defendida por todos os intervenientes, que também repudiaram, como na resolução aprovada, a cimeira da NATO em Portugal e os gastos que esta comportará para o Orçamento de Estado.
Lembrando os cortes nos salários, o congelamento das pensões, o aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE, o congelamento das admissões, e as medidas gerais que prejudicarão toda a população, como o aumento de impostos, Ana Avoila considerou que a culpa da crise deve atribuir-se «à política de direita dos últimos 34 anos», a par da subserviência demonstrada pelo Governo português aos ditames da política de direita da União Europeia.Considerando que o País está a «ser alvo de agiotagem», por parte dos especuladores financeiros, Carvalho da Silva afirmou que a cedência a estas pressões, pelo Governo PS, só contribuirá para agravar ainda mais as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores portugueses, e não libertará o País das pressões e chantagens dos especuladores que as agravarão, amtendo-se a política de direita.
Face à grave situação que o País atravessa, «inevitável é só a luta», considerou, salientando que só um protesto colectivo de toda a população poderá impedir a continuação de uma brutal perda de direitos, do acentuar do desemprego, da precariedade, dos baixos salários e dos índices de pobreza e miséria social.«Esta é uma luta pelo futuro e, consequentemente, de toda a juventude», salientou, lembrando a precariedade e a fragilização das relações de trabalho das camadas etárias mais jovens no mercado de trabalho. A este propósito, recordou as ameaças que muitos contratados a prazo e não só, irão viver até ao dia da greve geral, da parte de administrações e entidades patronais, com o propósito de os desmobilizar. «Há que enfrentar os medos, as ameaças e as repressões, porque só a luta poderá contribuir para que o seu futuro seja melhor, e só através dela será possível vencer as pressões e os medos», considerou.
Até à greve geral, os sindicatos da Frente Comum continuarão a efectuar plenários e acções de sensibilização, nos locais de trabalho e fora deles, para que a greve geral seja assumida e apoiada por todo o povo português.As centenas de piquetes de greve já formados, em todos os sectores, e a adesão de cada vez mais organizações representativas dos trabalhadores confirmam que, a cada dia que passa, maior é a força da greve geral e a vontade do povo para derrotar a política de direita do Governo PS, como o apoio muito mal disfarçado do PSD e do CDS-PP.
Até lá, e depois dela, «A luta continua!», garantiram mais de cem mil vozes, durante a manifestação.

sábado, 6 de novembro de 2010

Comunistas lordelenses realizam II Magusto/convívio



A Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português realizou a segunda edição do Magusto/convívio da CDU/Lordelo.
A iniciativa teve lugar no Parque do Rio Ferreira, em Lordelo (Paredes) durante a tarde de hoje com a participação de cerca de uma centena de pessoas, entre as quais, Cristiano Ribeiro, o responsável concelhio do PCP e deputado na Assembleia Municipal de Paredes. A iniciativa contou com a participação animada do Grupo de Bombos “Os Pestinhas”. Os discursos políticos ficaram a cargo de Miguel Correia, o responsável pelo PCP/Lordelo e deputado da CDU na Assembleia de Freguesia, e de Paulo Macieira, da Comissão Concelhia de Paredes do PCP.
Miguel Correia aproveitou a ocasião para fazer um balanço da actividade partidária e autárquica dos comunistas lordelenses, lembrando que o PCP de Lordelo foi protagonista de várias lutas: o apoio ao Movimento de Utentes contra as portagens nas SCUT ou a reivindicação da criação da Unidade de Saúde Familiar de Lordelo. Lembrou que a CDU, desde a eleição do seu deputado para a Assembleia de Freguesia de Lordelo, deu um novo impulso na qualificação deste órgão, uma nova forma de intervenção pautada pela firmeza das críticas e pela qualidade das propostas.


Lembrando a recente passagem de Francisco Lopes pelo concelho, reiterou o apoio do PCP/Lordelo à sua candidatura à Presidência da República, a única capaz de dar voz aos trabalhadores portugueses. Apelou ainda à mobilização dos militantes e amigos do Partido para todas as iniciativas que tenham como objectivo fazer frente à política de direita do actual Governo e que promovam a luta em prol dos trabalhadores e do povo português. Assim, aproveitou para apelar a todos os trabalhadores para aderirem à Greve Geral agendada para 24 de Novembro.
Na esteira deste apelo, Paulo Macieira recordou a actividade do Partido em prol dos trabalhadores do sector do Mobiliário que levou à criação de um organismo partidário para este sector. Por isso, exortou todos os trabalhores comunistas deste sector para que integrem este organismo e dêem o seu contributo para que os atropelos perpetrados por algumas empresas, algumas delas já denunciadas pelo Partido, sejam combatidos.

(Paulo Macieira e Miguel Correia)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Magusto-convívio CDU/Lordelo

No próximo sábado à tarde, 6 de Novembro, a Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português, vai realizar um Magusto/Convívio na zona do piqueniques do Parque do Rio Ferreira (a 300 metros da Igreja Matriz, junto à sede de "Os Expansivos"), em Lordelo (Paredes). Este será o segundo Magusto-convívio da CDU/Lordelo depois das últimas Eleições Autárquicas e terá como principais objectivos:
- Promover o convívio e o intercâmbio entre os membros do PCP locais e a população em geral;
- Fazer um balanço da actividade do PCP/Lordelo e da CDU/Lordelo desde as últimas Eleições Autárquicas;
- Apoiar a candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República;
Esta iniciativa contará com os discursos políticos de Cristiano Ribeiro, deputado da CDU na Assembleia Municipal de Paredes, e de Miguel Correia, deputado da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo, previstos para as 17h.

Era uma vez...


Na sua habitual homilia dominical na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa falou ontem do momento político actual. Ele explica tudo...á Marcelo.
Aos que criticavam o cinzentismo da intervenção de Cavaco Silva na sua cerimónia de apresentação da candidatura, Marcelo sentenciou, sempre sinuoso, mas sempre assertivo: “Cavaco é o que é...”. Assim mesmo. Definitivo. Esclarecedor.
Ainda mal refeitos da profundidade do pensamento, apanhamos logo com aquele trejeito facial que anuncia uma reflexão brilhante. Para os que não veêm em Cavaco qualquer sobressalto, ideia nova, criatividade, para além do auto-elogio serôdio, Marcelo “analisou” com o brilho do costume: “Em tempos de imprevisibilidade geral, os portugueses querem um Cavaco , candidato presidencial, previsível”. Esmagador.
E com loas a Catroga e ao sucesso da reunião “familiar” com Teixeira dos Santos, Marcelo assinala algo que lhe é caro, como a relação entre a evolução da taxa de dívida pública e as expectativas dos “mercados”. Como ele previra, ao acordo sucedera-se a baixa imediata da taxa de dívida pública. Foi dá cá acordo orçamental, toma lá descida da taxa. Os “mercados” são previsiveis, como Cavaco.Nesta fase, inúmeros portugueses já estariam rendidos à perspicácia do professor.
E mesmo que a taxa de divida publica cresça para os 6% anteriores 48 horas após o acordo PS/PSD, tenho para mim que não é preciso esperar para ouvir a análise de Marcelo de Domingo próximo á noite. Eu sei: os “mercados” não gostaram de não haver registo fotográfico do acordo. Houvesse registo, testemunhas, emoção, uma lágrima, um cordial aperto de mão e certamente os “mercados” não deixariam de presentear os consortes com uma singular oferta, uma oportuna prenda, um libertar do garrote financeiro com que nos presenteiam agora, principes do rigor orçamental e da boa gestão da cousa pública!
Como eu gosto da análise politica de Marcelo! Era uma vez...