BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Greve Geral de 24.11.


Ir ou não ir para a rua? Esta é uma questão que se nos põe. Porque há quem confunda Greve Geral com uma manifestação de rua e, muito pior, há quem queira aproveitar a “folga” criada por um “dia anormal” para fazer coisas que fazem nos “dias normais” ou que só não se fazem por falta de tempo…
No plano prático e concreto, “fazer compras”, ou uma ida ao cinema, ou marcar um passeio ou um pic-nic com amigos são um actos efectivamente contrários à greve. Mas fique muito claro que estou a pensar em voz alta e para “consumo interno”, pessoal, com eventual utilidade para conhecimento de outros que queiram reflectir sobre o significado de uma Greve Geral. Sim, porque é coisa que não se faz há 22 anos, e há 22 anos foi em condições bem diferentes. Não pode ser algo banalizável!
Obviamente que há forças a quem interessa desvalorizar o dia “não normal”, torná-lo o menos “anormal” possível no que é e nas suas consequências. Os que querem fazer da Greve Geral uma manifestação de protesto, de massas mas não de rua, sem nada retirar nada à enorme importância dos piquetes de greve e ao seu apoio e reforço.
No dia 24 de Novembro terá de ser dado um sinal muito sério, de luta contra as políticas que têm sido prosseguidas por estes governos PS-PSD-CDS. Terá de ser uma manifestação da força que têm os trabalhadores, os que produzem e consomem, não dos que exploram o trabalho dos outros e dos que especulam.

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