BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais de 100 mil repudiaram a política de direita



Só a luta é inevitável.
Mais de cem mil trabalhadores da Administração Pública, provenientes de todo o País, responderam à convocatória da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública participando na manifestação nacional, hoje, em Lisboa, e mostrando-se totalmente empenhados em fazer tudo o que puderem, até 24 de Novembro, para esclarecer e mobilizar toda a população portuguesa para a greve geral.
Até lá, prosseguirão com o trabalho de sensibilização, nos locais de trabalho e de residência, contra «o roubo nos salários», as privatizações, a destruição de direitos e de carreiras, contra o desemprego e os cortes nos rendimentos de quem trabalha, e contra as medias do Governo anunciadas na proposta de Orçamento de Estado e acordadas com o PSD, cuja consequência será uma alastrar de um ainda maior alastrar da pobreza e das desigualdades sociais.À passagem da manifestação diante do Centro de Trabalho Vitória, tanto o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, como o candidato comunista à Presidência da República, Francisco Lopes foram entusiasticamente cumprimentados por milhares de mãos, beijos e calorosos abraços de reconhecimento e de apoio ao nosso candidato e ao Partido que melhor representa e faz valer os justos anseios e aspirações de justiça social da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses.

Na Praça dos Restauradores, onde terminou a manifestação, iniciada no Marquês de Pombal e que durante mais de três horas percorreu a Avenida da Liberdade, milhares de funcionários públicos, trabalhadores da Administração Local, professores, enfermeiros, polícias, sargentos dos três ramos militares das Forças Armadas, bombeiros e trabalhadores de todos os sectores e empresas públicas, aprovaram uma resolução onde consideraram que «só o aprofundamento da luta dos trabalhadores permitirá estancar o agravamento brutal das condições de vida e das camadas mais desfavorecidas da população e perspectivar a sua inversão».De um palco intervieram o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, Francisco Braz, do secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, e do secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.Os oradores demonstraram haver alternativas políticas e económicas às acordadas entre o Governo PS e o PSD, que, como se considera na resolução, «penalizam brutalmente os trabalhadores portugueses».Tributar a banca e os lucros fabulosos anunciados pelos principais grupos económicos, durante a actual crise que o País atravessa, foi solução defendida por todos os intervenientes, que também repudiaram, como na resolução aprovada, a cimeira da NATO em Portugal e os gastos que esta comportará para o Orçamento de Estado.
Lembrando os cortes nos salários, o congelamento das pensões, o aumento dos descontos para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE, o congelamento das admissões, e as medidas gerais que prejudicarão toda a população, como o aumento de impostos, Ana Avoila considerou que a culpa da crise deve atribuir-se «à política de direita dos últimos 34 anos», a par da subserviência demonstrada pelo Governo português aos ditames da política de direita da União Europeia.Considerando que o País está a «ser alvo de agiotagem», por parte dos especuladores financeiros, Carvalho da Silva afirmou que a cedência a estas pressões, pelo Governo PS, só contribuirá para agravar ainda mais as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores portugueses, e não libertará o País das pressões e chantagens dos especuladores que as agravarão, amtendo-se a política de direita.
Face à grave situação que o País atravessa, «inevitável é só a luta», considerou, salientando que só um protesto colectivo de toda a população poderá impedir a continuação de uma brutal perda de direitos, do acentuar do desemprego, da precariedade, dos baixos salários e dos índices de pobreza e miséria social.«Esta é uma luta pelo futuro e, consequentemente, de toda a juventude», salientou, lembrando a precariedade e a fragilização das relações de trabalho das camadas etárias mais jovens no mercado de trabalho. A este propósito, recordou as ameaças que muitos contratados a prazo e não só, irão viver até ao dia da greve geral, da parte de administrações e entidades patronais, com o propósito de os desmobilizar. «Há que enfrentar os medos, as ameaças e as repressões, porque só a luta poderá contribuir para que o seu futuro seja melhor, e só através dela será possível vencer as pressões e os medos», considerou.
Até à greve geral, os sindicatos da Frente Comum continuarão a efectuar plenários e acções de sensibilização, nos locais de trabalho e fora deles, para que a greve geral seja assumida e apoiada por todo o povo português.As centenas de piquetes de greve já formados, em todos os sectores, e a adesão de cada vez mais organizações representativas dos trabalhadores confirmam que, a cada dia que passa, maior é a força da greve geral e a vontade do povo para derrotar a política de direita do Governo PS, como o apoio muito mal disfarçado do PSD e do CDS-PP.
Até lá, e depois dela, «A luta continua!», garantiram mais de cem mil vozes, durante a manifestação.

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