BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanços de fim de ano

É certo e sabido: aproximando-se o fim de cada ano, não há órgão de comunicação social que resista a fazer balanços sobre os acontecimentos do ano que passou. Nada contra o exercício, que até é útil para recordar as imagens e os acontecimentos dos últimos 12 meses.
O que está em causa é o critério. Vê-se, ouve-se e lê-se os balanços mais variados – os acontecimentos políticos, as maiores tragédias, as mais espantosas conquistas científicas, artísticas e desportivas – com a escolha de especialistas, com base nas opiniões das redacções ou em modelo «opinião pública» nas rádios e nas televisões nacionais. E falta sempre qualquer coisa – luta.
É verdade que numa ou noutra escolha lá aparecem imagens de manifestações em França ou na Grécia – quanto mais longe, melhor –, de preferência mostrando violência, gente encapuzada e coisas a arder. Sempre sem referir a razão, a dimensão e o objectivo do protesto.
Sobre a luta em Portugal – nada. E caramba! – se houve anos em que a luta dos trabalhadores e das populações esteve acesa no nosso país, 2010 foi um deles. Manifestações de dimensão histórica – a de 29 de Maio em Lisboa, para só referir uma – ou uma das maiores greves gerais de sempre não parecem ter espaço nestes balanços oficiais do regime.
Ainda cheios de espírito natalício, podemos condescender e pensar que as listas, sendo feitas com base na cobertura noticiosa dos últimos 365 dias, não podiam incluir o que teve tão pouco destaque logo na altura. Mas estas coisas não são feitas por acaso, nem por inocência.
A invisibilidade da luta, no dia a dia como em tempos de balanço, cumpre um objectivo bem definido: alimentar a ideia de que não há alternativa, que temos que nos conformar, que quem pensa e age diferente está não só enganado como isolado. Sozinho. Mostrar as tais imagens «violentas» da luta noutros países só pretende contribuir exactamente para o mesmo objectivo.
A solução não passa por truques de magia. Passa por protestar e intervir sempre que se possa nos órgãos de comunicação social. Passa por envolver cada vez mais e mais gente na luta. E passa por divulgar cada vez mais o Avante! – o único jornal que relata, estimula e valoriza a luta.

Margarida Botelho, in Avante!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa

Na mensagem de ano novo dirigida aos trabalhadores e ao povo português, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, destaca que 2011, deve continuar a ser uma ano de intensa luta contra a política de direita e de afirmação do PCP e do seu projecto de ruptura e mudança da vida nacional.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

DORP do PCP promove acção contra o aumento do custo de vida e exige salário mínimo de 500 € em Janeiro

Na próxima quarta-feira, dia 29 de Dezembro, a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP promove uma acção de denuncia e esclarecimento sobre o aumento do custo de vida, na qual pretende denunciar os aumentos previstos para o inicio do próximo ano (Electricidade 3,8%; Gás Natural 2,6% a 4,1%; Pão 12%; Transportes públicos 3,5% a 4,5%) considerando-os como parte integrante da política que o governo PS tem vindo a impor com a cumplicidade do PSD e do actual presidente da república.No documento que será distribuído à população em vários concelhos do distrito afirma-se que “Tanto o PEC como as medidas de austeridade e o Orçamento o Estado agravaram as condições de vida dos trabalhadores e do povo português.” E ainda que “As 50 medidas que o governo apresentou recentemente acentuarão ainda mais os problemas, designadamente o desemprego e a pobreza quando já existem cerca de 800 mil desempregados – a maioria dos quais sem qualquer apoio social – mais de 300 mil jovens sem emprego e 500 mil trabalhadores a viver abaixo do limiar da pobreza. No distrito do Porto, o desemprego, as insolvências e os encerramentos de empresas crescem a um ritmo ainda maior que no resto do país.”
A DORP do PCP afirma não aceitar “o caminho de afundamento do país que nos querem impor” e aponta caminhos, designadamente: “É preciso e é possível pôr Portugal a produzir, aproveitando todas as suas potencialidades. É preciso e é possível criar emprego com direitos e combater o desemprego. É preciso e é possível distribuir a riqueza criada, aumentando os salários e pensões, designadamente o Salário Mínimo Nacional para 500 euros em Janeiro de 2011 conforme o acordo que o governo, associações patronais e sindicatos tinham alcançado.”As eleições presidências também são referidas, sendo a candidatura de Francisco Lopes apontada espaço de convergência de todos aqueles que são atingidos por esta política e aspiram a uma vida melhor e mais digna.
A DORP do PCP, 27.12.2010

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dia de Natal


Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.


António Gedeão

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quando os bandidos são da polícia... 2


Volto ao escabroso tema deste post, aqui publicado há uns dias, porque a questão de que nele se falava está longe de estar arrumada. Pelo que leio no “5 Dias” (via “O Castendo”), quando se esperava que o inquérito interno da polícia, sobre as reais motivações que levaram vários agentes da esquadra lisboeta das Olaias a violentar vários jovens da JCP, sob o pretexto de que eles tinham pintado umas letras num muro, avançasse com rapidez, nada disso acontece. O inquérito está estagnado! Recorde-se que esses agentes acharam adequado obrigar a despir integralmente os jovens, ou antes, apenas as raparigas (menores de idade), para as revistar. Recorde-se ainda que esses jovens se limitaram a exercer o direito de, livremente, pintar um mural com propaganda política.
Ao mesmo tempo que o inquérito interno à atuação dos polícias se arrasta, impelidos pelo espírito de corporação, alimentado certamente pela antiga e abjecta “filosofia de caserna”, os abusadores insistem no abuso. Ressabiados pela queixa dos jovens e do enxovalho público que a queixa provocou, resolveram vingar-se, não só continuando a perseguir as vítimas, como estendendo a perseguição e devassa às suas famílias, nomeadamente no caso em que a mãe de uma das menores tem a sua vida privada investigada no sentido de se saber se tem “condições para educar e criar a filha”... tal a gravidade do “crime” por esta cometido com a pintura da parede.
Pode dizer-se que o chefe da polícia local é um fascista; pode argumentar-se que uma boa parte dos seus agentes não passa de um bando de bestas acéfalas; pode-se imaginar que naquela esquadra e para aqueles agentes, ter duas menores nuas à sua frente, por pura diversão, é apenas um tique de “macho dominador”; o que não se pode é assistir ao silêncio cúmplice de toda a corporação policial! Penso particularmente nos milhares de polícias que, não poucas vezes, têm sido apoiados nas suas reivindicações e protestos, exatamente pelo partido a que pertencem os jovens violentados pelos seus colegas.
Sendo assim, mesmo consciente da quase inutilidade destas posições e atitudes individuais, daqui para a frente, ou até que se conheça uma clara condenação e demarcação desta ação nojenta por parte da “outra polícia”... que era suposto existir, ninguém mais contará comigo para um acto ou sequer uma palavra de solidariedade para com a polícia e seus agentes, seja lá o que for que lhes aconteça.
Acordem!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Resumo da Assembleia de Freguesia de Lordelo - 20 Dezembro 2010

No período antes da ordem dia, o eleito da CDU Miguel Correia leu um documento onde solicitava a disponibilização do espaço da Junta de Freguesia à CDU para criar um horário de atendimento do seu eleito, na última sexta-feira de cada mês, entre as 21h e as 23h de forma a dispor de condições para receber os cidadãos e exercer o seu direito de oposição. (ver documento 1). Numa atitude anti-democrática, que não surpreendeu a plateia, o presidente da Junta, revelando uma cegueira democrática e demagogia bacoca, e antes que os deputados pudessem pronunciar-se, afirmou que a Junta não estava disponível para qualquer actividade político-partidária. A partir daqui, a maioria PSD, seguindo as instruções do “chefe” votou contra.
Assim, o pedido de Miguel Correia não foi aprovado, ficando os lordelenses impedidos de falar com o eleito da CDU na sede da Junta. Ficou mais uma vez provado que o discurso que a Junta é a “casa da democracia” não passa de uma mentira!
Ainda neste ponto de ordem de trabalho, o deputado do PSD Nuno Serra, na sua habitual condição de “voz do dono” criticou a postura de Jorge Castelo, o presidente da Assembleia-Geral da Cooperativa A Lord, no acto eleitoral da instituição realizado no dia anterior, não conseguindo disfarçar a incomodidade de mais uma vez a tentativa de controlar a Lord por parte de Joaquim Mota, Celso Ferreira e seus acólitos ter sido fracassada.
No ponto relativo ao Relatório da Actividade da Junta de Freguesia – 4.º trimestre, Miguel Correia tomou a palavra para elogiar a Junta de Freguesia pelo facto de ter feito a sua inscrição na ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias, sugerindo que esta desse formação aos funcionários e membros de Assembleia, nomeadamente nas questões relativas à elaboração do Orçamento.
Joaquim Mota confessou que está ser alvo de ameaças devido ao diferendo existente entre a Junta de Freguesia e Luís Almeida, proprietário da empresa Liga sedeada na zona Industrial, relativo a terrenos que eram baldios e que segundo Mota foram apropriados indevidamente pelo conhecido empresário.
No ponto seguinte discutiu-se a alteração dos preços de campas e transladações. A proposta da Junta foi subir os preços destes serviços em cerca de 10%. Esta proposta foi aprovada com o voto contra da CDU. Miguel Correia justificou esta decisão por considerar que aumento deve ter em conta o valor da inflação previsto para 2011 (2,5%) e não um valor tão acentuado, sobretudo num período de crise e de agravamento das condições económicas das famílias (ver documento 2).
No ponto relativo aos Documentos Previsionais 2011, Miguel Correia pediu alguns esclarecimentos sobre algumas rubricas dos mesmos. Os esclarecimentos prestados por Joaquim Mota foram considerados vagos e insuficientes por parte do deputado comunista. Além disso, as propostas da CDU para o Orçamento foram desvalorizadas. O Orçamento para 2011 foi aprovado com a abstenção da CDU. (ver documento 3).
No ponto relativo à Toponímia/Postura de trânsito, o presidente da Junta disse que a Rua Castro Araújo, Rua de Baucau e a Rua EN209 (junto aos antigos Correios) estão ser alvo de novas posturas de trânsito. Referiu ainda que foram aprovados os nomes para as seguintes ruas: Rua do Freixo (junto à quinta do Mateus – Penhas-Altas); Travessa do Aliados (Parteira) e Rua Presa da Galega.
No último ponto da ordem de trabalhos dedicado à intervenção do público inscreveram-se 6 fregueses, entre os quais:
- Carlos Ferreira, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP, criticou a Junta de Freguesia pelo facto de não aceitar disponibilizar um espaço no edifício da Junta para criar um horário de atendimento do eleito da CDU e disse que as eleições para a Lord foi uma "guerra entre laranjas";
- Vítor Leal, que integrou a lista da CDU nas últimas Eleições Autárquicas, aludiu à situação deplorável das ruas do lugar do Guardão;
- Mário Silva, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP, pediu a intervenção da Junta na resolução de vários problemas no lugar de Cerqueda; e
- Jorge Lamas criticou a promiscuidade existente entre algumas instituições e o facto de Junta não ter solucionado o problema da rua do Cabo onde habita; disse ainda que os terrenos baldios entre o estádio do Aliados e a Liga foram vendidos por alguém…
O presidente da Junta respondeu a todos e aproveitou para criticar a intervenção de Jorge Lamas, o qual sentindo-se indignado abandonou a sala.
Já com este lordelense fora do espaço da sessão, Joaquim Mota afirmou que este não tem estatura moral para o criticar.

Documento 1 - Solicitação de espaço para horário de atendimento do eleito da CDU

Todas as forças políticas, inclusive a oposição, são elementos essenciais à democracia. Assim, a todas as forças políticas representadas neste órgão devem ser facilitadas condições para desenvolverem o seu trabalho. Como disse o presidente da Câmara Municipal de Paredes na tomada de posse da actual Assembleia de Freguesia, “esta é a casa da democracia”.

Assim, e porque o edifício da Junta de Freguesia de Lordelo é de todos os cidadãos e de todas as forças políticas, a CDU – Coligação Democrática Unitária vem através do seu representante eleito democraticamente, solicitar a aprovação da disponibilização do espaço desta casa para criar um horário de atendimento do eleito da CDU, a funcionar na última sexta-feira de cada mês, entre as 21 e as 23 horas a começar já no próximo ano.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

Documento 2 - Alteração do preço da concessão de campas e trasladações

1. A degradação da situação socioeconómica da maioria das pessoas e das famílias e a perspectiva do prosseguimento dessa evolução no próximo ano constituem aspectos de uma grave realidade a que as decisões dos diferentes órgãos de poder, quer a nível nacional, quer a nível local, não devem deixar de prestar particular atenção.

2. Neste sentido, a CDU não aceita nem poderá dar o seu acordo a políticas, medidas e opções que contribuam para tornar mais difícil a vida dos nossos cidadãos, impondo-lhes ainda maiores sacrifícios. Referimo-nos, neste caso em concreto, à alteração dos preços de concessão de campas e trasladações.

3. Sabemos que a lei possibilita que as Juntas de Freguesias fixem as taxas a aplicar por serviços que prestam, mediante regras de proporcionalidade e fundamentação financeira. Acontece, contudo, que a missão das autarquias é a prestação de serviço público e a promoção dos interesses dos munícipes e do desenvolvimento local – não se trata, por isso, de um assunto de natureza meramente “técnica” ou “financeira”, mas de uma questão do foro político.

5. A posição da CDU é clara no que toca a este tema: não sendo possível diminuir taxas, a Junta deveria ajustá-las sempre de acordo com as previsões de inflação para o ano seguinte ou ter em conta as alterações já realizadas. É sabido que a inflação foi negativa em 2009, este ano – 2010 – a inflação é de cerca de 2%, e no próximo ano rondará o 2,5%. O que acontece, porém, é que há um ano atrás já houve um aumento dos preços na concessão dos jazigos e sepulturas, sendo por isso injusto que sejam os lordelenses a pagar mais uma vez pelo facto de a Junta dispor de menos dinheiro para o próximo ano.

7. A actualização das taxas deve ser feita de forma criteriosa, respeitando as previsões da inflação, defendendo as populações de terem de sofrer ainda maiores privações, num contexto de dificuldades como é o que vivemos, e, eventualmente, procurando estudar um modelo de evolução faseada dos aumentos.

8. Este não é seguramente o modelo que preconizamos. Por isso, votamos contra esta alteração de preços de concessão de campas e trasladações.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

Documento 3 - Orçamento 2011

1. Tendo presente que as transferências de verbas para Junta de Freguesia vai sofrer uma redução de 5% do F.F.F. – Fundo de Financiamento das Freguesias e uma redução de 25% de verbas atribuídas pela Câmara Municipal de Paredes e sabendo que este facto é impedimento para realizar todas as obras que seriam necessárias para a nossa cidade, urge estabelecer prioridades de forma a garantir o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.

2. A CDU aceita e reconhece a importância das obras anunciadas pela Junta de Freguesia no documento “Grandes Opções do Plano e Orçamento 2011”, algumas delas coincidentes com as reivindicações que constavam do Programa Eleitoral da CDU/Lordelo.

3. Porém, a CDU discorda que a Junta preveja gastar 1.500 euros em “Publicidade”, 4.000 euros em “Prémios, condecorações ou ofertas”, ou 2500 euros em “Estudos, pareceres, projectos e consultadorias” num tempo de crise em que o bom senso exige contenção de despesas. Acresce o facto de o Executivo não saber explicar devidamente onde vai aplicar 30 mil euros em “Outros trabalhos especializados”e 80 mil euros em “Outros Investimentos”.

5. No entanto, tendo presente que o orçamento para 2011 também apresenta aspectos positivos, pois contempla obras de importância vital para os Lordelenses, a CDU opta pela abstenção.

Lordelo, 20 de Dezembro de 2010

(António Miguel Barbosa Correia)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Eleições Cooperativa A Lord: vitória esmagadora da lista A

(Foto: Verdadeiro Olhar)


Lista A: 668 votos

Lista B: 209 votos


Saber tudo em A FARPA

Um debate esclarecedor


«Manuel Alegre está em melhores condições para mobilizar os que apoiam o Governo; eu estou em melhores condições para mobilizar todos os que são contra o Governo». (Francisco Lopes)

Acabo de assistir ao debate dos Candidatos Presidenciais Manuel Alegre e Francisco Lopes. Cumpriu-se o esperado. Alegre refugiou-se na retórica de um diagnóstico que identifica as consequências, verte algumas lágrimas de crocodilo pelo neoliberalismo mas se afasta do percurso, procurando apagar a interpretação das causas. Mas Alegre evolui. Alegre é (agora) contra Maastricht, contra as politicas europeias na agricultura e pescas, contra os garrotes ( “o acosso”) de entidades privadas não eleitas, contra as orientações de Merckel. Mas fica por aqui.
Não toca em Barroso, na Comissão Europeia, no Banco Central Europeu, não se vá dar a necessidade de chegar a Sócrates (não o filósofo).
Francisco Lopes identifica claramente as causas, o rumo, os interesses, chegando á sacrosanta União Europeia. O discurso é límpido e global. Não deixa espaços na penumbra, antes ilumina toda a rede de práticas politicas que nos conduziram ao desastre. Cavaco é referenciado como um interventor errado, um protagonista insuficiente e incoerente, um vazio inconsequente.
Alegre transporta as contradições de uma prática anterior não conforme com o discurso actual, de apoios simétricos que se anulam em objectivos e soluções, de uma impotência politica que é traço e perspectiva. Alegre reconhece a coerência do PCP e a sua capacidade de nunca estar do lado errado da barricada. Isso é muito mais importante do que ver nas iniciativas de campanha de Alegre líderes do Bloco e do PS a anunciar juras de identificação com o candidatura.
Francisco Lopes tocou bem na ferida, quando concluiu que o candidato Alegre, tão preocupado em mobilizar o eleitorado do PCP, estaria ele sim bem colocado para mobilizar os que se identificam com as politicas governativas.
Cristiano Ribeiro

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Paredes

21/12/2010

"Ordem do Dia":
1- Proposta de aumento do Capital Social da AMIPAREDES - Agência Municipal de Investimento de Paredes, E.M., S.A.;
2- Parque Empresarial de Paredes - Isenção de Taxas Municipais de Licenciamento e Emissão de Alvará;
3- Desafectação de várias parcelas de terreno que integram a Cidade Desportiva de Paredes;
4- CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário, CRL (CESPU CRL) - Pedido de cancelamento de ónus de reversão a favor do Município de Paredes;
5- Trânsito na freguesia de Lordelo - Sinalização Vertical e Horizontal na Alameda S. Salvador e arruamento novo designado como K1 e sinalização vertical de estacionamento de 1 lugar para mobilidade reduzida na E.N. 209 frente ao edifício onde se situa a associação "Pegadas de Amor"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nobreza Confrangedora

Decorreu ontem um debate televisivo entre um candidato à presidência da República – Francisco Lopes – e um candidato ao não sei bem o quê – Fernando Nobre. Usando de uma prosa retórica que chegou mesmo a oscilar entre a beatice, o ridículo e a ignorância, Nobre demonstrou entre muitas outras coisas não estar ao nível da responsabilidade política inerente ao cargo que estará em disputa no próximo acto eleitoral.
Ler mais em Ad Argumentandum

CONCENTRAÇÃO DE TRABALHADORES


Contra as Injustiças, contra a Pobreza,
pelos 500€ do Salário Mínimo em 2011!
Dia 16 de Dezembro, 5ª feira, 14h30m
Rua Santa Catarina (Junto ao Via Catarina)
seguido de Cordão Humano até ao Governo Civil

Participa! Vamos defender a dignidade dos trabalhadores portugueses!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sessão Ordinária da AF Lordelo

20 Dezembro, segunda-feira, 21h

Ordem de Trabalhos:
1 - Período antes da ordem do dia;
2 - Votação e aprovação da acta da sessão anterior;
3 - Relatório de actividades da Junta de Freguesia - 4.º trimestre
4 - Alteração do preço de concessão de campas e trasladações;
5 - Documentos Previsionais para o ano de 2011;
6 - Toponímia/postura de trânsito;
7 - Período de trinta minutos para intervenção do publico.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Com rabo entre pernas


Cavaco Silva foi a Portimão, onde participou na iniciativa que assinalou o 150º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes.
Quer na intervenção, quer nos comentários que foi soltando no decorrer da homenagem ao grande escritor e antigo Presidente da República, Cavaco mostrou-se tal qual é: pequeno, pequenino, minúsculo, ridículo, insignificante - exactamente o oposto do homenageado...
A dada altura, leu:
«Há quem afirme que foram os escândalos financeiros e as intrigas políticas que o levaram (a Teixeira Gomes) a renunciar ao cargo de presidente, pois nunca tolerou a desonestidade, sobretudo quando envolvia dinheiros, públicos ou privados».
Mas, dito isto, Cavaco não declarou a renúncia ao cargo de presidente - certamente porque tolera a desonestidade, sobretudo quando envolve dinheiros, públicos ou privados...Diz o DN que Cavaco falava «com voz pausada e transmitindo uma imagem de serenidade nesta fase de pré-campanha eleitoral».
Mas perdeu a compostura quando uma jornalista o confrontou com as declarações de Francisco Lopes lembrando, pertinentemente, as responsabilidades directas de Cavaco na fome existente em Portugal, devido aos mais de 15 anos em que ocupou os cargos de primeiro-ministro e de Presidente da República - coisa de que Cavaco nem quer ouvir falar, especialmente porque lhe estraga a imagem de «salvador da pátria» que ele vem contrabandeando...
Face à questão colocada pela jornalista, «logo surgiram risos e interrupções» e Cavaco - «desta vez não escondendo algum incómodo, tal como o seu staff» - do alto da sua incomensurável pequenez, fugindo com o rabo à seringa - decretou que a questão «não merece qualquer resposta»...E, «dirigindo-se, de imediato, para a porta de saída», desapareceu, fugiu.
Com o rabo entre pernas.
Consta que os ganidos se ouviram de barlavento a sotavento...

sábado, 11 de dezembro de 2010

O MEU FRACO É SER FORTE

O fraco que eu posso ser
aos olhos de quem me veja,
não ser o que eu quero ser
não o que querem que eu seja.

No caminho, a cada instante
aos ouvidos baixinho,
não falta ali quem me cante
p’ra eu mudar de caminho.

Teime lá o que teimar,
quem me tenta desviar
que não o vai conseguir.

Não tenham pena de mim
eu sinto-me bem assim.
sei p’ra onde quero ir!...

Rodela
(poeta comunista de Freamunde)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Leis do Trabalho - A resposta necessária

(“Operários” – Tarsila do Amaral)

As ordens de Bruxelas e dos “mercados” são claras. O Governo português tem que facilitar os despedimentos e reduzir drasticamente as indemnizações aos trabalhadores despedidos. Esta é, como é sabido, uma das muitas formas de, ao mesmo tempo que “os mercados” vão sangrando a Economia do país, ir instalando cada vez mais fundo o ambiente de terror que permitirá que um trabalhador despedido hoje, aceite daqui a dois meses o mesmo posto de trabalho... mas por metade do salário e, desta vez, ainda com menos garantias, segurança ou direitos.
Infelizmente, vivemos num país em que as “sugestões” de Bruxelas e dos “mercados” são ordens.
Infelizmente, vivemos num país em que quaisquer promessas ou garantias vindas do Governo, indicam, como se tem visto, que vão fazer exatamente o oposto do prometido e garantido.
Assim, quando lemos que o «Governo não vai alterar a lei dos despedimentos», ou a sonsa Ministra do Trabalho dizer que «é precipitado falar em alterações à lei laboral»... devemos esperar o pior e responder-lhes, alto e bom som, dizendo que «mexer nas leis do Trabalho é uma declaração de guerra aos trabalhadores».

sábado, 4 de dezembro de 2010

PCP/Lordelo vai publicar edição especial de A FARPA sobre as eleições para a Cooperativa A Lord


No próximo dia 19 de Dezembro, os sócios da Cooperativa de Electrificação A Lord serão chamados a escolher os membros dos órgãos sociais para o triénio 2011/13. Há duas listas concorrentes. Tendo presente a importância do acontecimento, o PCP/Lordelo decidiu lançar uma edição especial de A FARPA e foi ouvir os candidatos para que os lordelenses possam conhecer melhor as propostas de cada um e decidir qual o melhor.
Ler mais em A FARPA

Francisco Lopes no distrito do Porto


Francisco Lopes, candidato à Presidência da República, participou ontem em várias iniciativas no distrito do Porto: Contactou com trabalhadores da Petrogal em Matosinhos e do sector têxtil de Santo Tirso. Participou ainda numa Sessão Pública no Porto, jantou com apoiantes na Maia, terminando o dia intervindo num Comício-Festa em São Pedro da Cova.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PS votou como?!!! Não!!! Pode lá ser?!!!

(A triste figurinha chamada Assis)

E pronto! O dinheiro, mais uma vez, falou mais alto. Os senhores acionistas das grandes empresas que querem distribuir os dividendos antes do tempo para fintar o fisco, enquanto o resto dos cidadãos amocha com cortes de ordenados, cortes de abono de família, cortes nas reformas, cortes nos orçamentos de tudo e mais alguma coisa, aumentos de impostos, aumentos de preços, desemprego, precariedade, etc., etc., etc.... podem respirar de alívio! Os diligentes representantes dos seus interesses, enquanto capitalistas, não os deixaram ficar mal. Nada de novo!
O PCP ainda tentou, antes que o ano acabe e estes senhores se abotoem com vários milhões de Euros extras, fazer aprovar uma proposta que os obrigasse a pagar impostos... mas nada feito!
Se bem que a posição do PS não seja nova, foi admirável assistir à ferocidade com que a matilha (se bem que com um interessante número de exceções) se abateu sobre a proposta dos comunistas. Não fosse o diabo tecê-las, a disciplina de voto foi garantida recorrendo a tudo, até à dramática ameaça de demissão do histérico Francisco Assis, com um ar desvairado pelo cagaço de poder não conseguir fazer a vontade aos senhores acionistas... provavelmente, alguns deles, sentados na sua própria bancada parlamentar.
E pronto! O Partido Socialista mandou a ética, a equidade e a justiça fiscal às malvas e colocou-se ao lados dos interesses mesquinhos do grande capital. Nada de novo!
Agora uma coisa digna, mas mesmo digna de ser vista... é a minha cara de “espanto”!!!