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domingo, 12 de dezembro de 2010

Com rabo entre pernas


Cavaco Silva foi a Portimão, onde participou na iniciativa que assinalou o 150º aniversário do nascimento de Manuel Teixeira Gomes.
Quer na intervenção, quer nos comentários que foi soltando no decorrer da homenagem ao grande escritor e antigo Presidente da República, Cavaco mostrou-se tal qual é: pequeno, pequenino, minúsculo, ridículo, insignificante - exactamente o oposto do homenageado...
A dada altura, leu:
«Há quem afirme que foram os escândalos financeiros e as intrigas políticas que o levaram (a Teixeira Gomes) a renunciar ao cargo de presidente, pois nunca tolerou a desonestidade, sobretudo quando envolvia dinheiros, públicos ou privados».
Mas, dito isto, Cavaco não declarou a renúncia ao cargo de presidente - certamente porque tolera a desonestidade, sobretudo quando envolve dinheiros, públicos ou privados...Diz o DN que Cavaco falava «com voz pausada e transmitindo uma imagem de serenidade nesta fase de pré-campanha eleitoral».
Mas perdeu a compostura quando uma jornalista o confrontou com as declarações de Francisco Lopes lembrando, pertinentemente, as responsabilidades directas de Cavaco na fome existente em Portugal, devido aos mais de 15 anos em que ocupou os cargos de primeiro-ministro e de Presidente da República - coisa de que Cavaco nem quer ouvir falar, especialmente porque lhe estraga a imagem de «salvador da pátria» que ele vem contrabandeando...
Face à questão colocada pela jornalista, «logo surgiram risos e interrupções» e Cavaco - «desta vez não escondendo algum incómodo, tal como o seu staff» - do alto da sua incomensurável pequenez, fugindo com o rabo à seringa - decretou que a questão «não merece qualquer resposta»...E, «dirigindo-se, de imediato, para a porta de saída», desapareceu, fugiu.
Com o rabo entre pernas.
Consta que os ganidos se ouviram de barlavento a sotavento...

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