BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sábado, 29 de janeiro de 2011

Denúncias do PCP reconhecidas pela ACT em duas empresas


A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) reconheceu que estavam a ser cometidas ilegalidades em duas empresas paredenses que tinham sido alvo de denúncia por parte da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP. Segundo comunicado do partido, as duas empresas, uma de mobiliário e outra de têxteis e vestuário, são apenas dois dos exemplos que comprovam a "justeza" da proposta do PCP sobre a necessidade de reforçar os meios da ACT.
As inspecções realizadas, referem, encontraram trabalhadores a exercer trabalho extraordinário sem o devido registo; horários de trabalho além do legal; pagamentos de subsídio de Natal além do previsto e condições de trabalho desadequadas.
Tanto a J. Moreira da Silva e Filhos S.A como a Domprato Importação, Exportação e Representações, Lda., as empresas visadas, argumentam que as situações já estão regularizadas.

Crise leva ao atropelo dos direitos dos trabalhadores
Numa altura em que a taxa de desemprego no distrito do Porto é superior a 13 por cento, o PCP acredita que este clima de fatalidade procura fomentar "a resignação e a submissão dos trabalhadores e dar cobertura ao proliferar de ilegalidades e atropelos aos direitos dos trabalhadores". Durante o ano de 2010, recordam, o partido denunciou várias situações sobre realidades preocupantes nos locais de trabalho.
Agora, refere o comunicado do PCP, e depois de uma inspecção, a ACT detectou irregularidades em duas empresas paredenses. Na J. Moreira da Silva e Filhos S. As, empresa de mobiliário de Rebordosa, havia trabalhadores a prestar trabalho suplementar sem que o mesmo estivesse devidamente registado. Já em Gandra, na Domprato Importação, Exportação e Representações, Lda., empresa do sector têxtil e vestuário, o período normal de trabalho diário e semanal ultrapassava os limites legais, o subsídio de Natal só foi pago no final do mês de Dezembro e o local de trabalho apresentava condições de Segurança e Saúde de Trabalho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Milhares de trabalhadores em todo o país participam na Jornada de Luta da CGTP

Por todo o país, no âmbito da jornada de luta da CGTP, realizaram-se concentrações, desfiles, tribunas públicas onde milhares de trabalhadores manisfestaram-se contra as políticas que o Governo está a desenvolver e que tem como consequência a redução de salários, das pensões de reforma e da retirada de prestações sociais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Governo mantém farsa negocial

A CGTP-IN mantém a sua disponibilidade para, em sede da Concertação Social, se proceder a uma efectiva discussão e negociação das matérias que tendam a acabar com o desemprego e com a precariedade, verdadeiros flagelos sociais com que nos deparamos. A CGTP-IN manifesta o seu acordo a um esforço no aumento das exportações mas lembra que a competitividade se faz, no essencial, pelo aumento da produção que tire o país da dependência externa, por evitar a recessão que as medidas inscritas no OE apontam, pelo aumento da procura interna, pelo aumento dos salários, por políticas que incrementem o crescimento económico.
Veja o depoimento de Arménio Carlos , da Comissão Executiva, no site da CGTP-IN:

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um grande contributo para a luta que continua

A DORP do PCP destaca o empenho e a intensa actividade das organizações e dos militantes do Partido que, a par de muitos outros democratas asseguraram uma campanha de massas e de esclarecimento dos problemas que afectam os trabalhadores, o povo, a região e o país, no apoio à candidatura de Francisco Lopes. Só no distrito do Porto foram levadas a cabo mais de 300 acções de contacto com os trabalhadores e populações, iniciativas diversas no formato - desde a distribuição de documentos à porta das empresas até aos inúmeros convívios e outras expressões de apoio à candidatura de Francisco Lopes - mas todas elas indicadoras da profunda ligação desta candidatura aos problemas reais que afligem os trabalhadores, os pensionistas, os jovens e todos aqueles que pretendem uma alternativa política para o país.
Salientamos ainda as grande acções de massas realizadas no distrito, designadamente o comício no Palácio de Cristal – que, reunindo mais de 5000 pessoas, foi a maior acção realizada no distrito nesta campanha eleitoral entre todas as candidaturas – e a arruada na baixa do Porto, no encerramento da campanha.
A Candidatura de Francisco Lopes valeu pelo importante contributo que deu na denuncia do agravamento das injustiças e das desigualdades no nosso país fruto de mais de três décadas de política de direita, bem como pela introdução na discussão das questões fundamentais à superação dos problemas do país, designadamente a necessidade de apoio, promoção e valorização produção nacional e a mais justa repartição da riqueza criada no nosso país, no quadro do projecto defendido pela Constituição da República Portuguesa.
A reeleição de Cavaco Silva, que culmina de forma negativa estas eleições presidenciais, representa na situação que o País vive, não apenas a persistência dos problemas nacionais mas um salto qualitativo no seu agravamento.
No entanto, os mais de 41 mil votos obtidos no distrito, o resultado nacional acima dos 7% (muito mais do que era vaticinado pelas sondagens) e o estímulo dado pelo candidato e pela candidatura à discussão dos problemas que afectam a população da região (desemprego, baixos salários, encerramento de serviços públicos, introdução de portagens nas SCUT), representam um grande contributo para a luta que continua, pela liberdade e pela democracia, por um país mais justo e soberano. São por isso votos que se projectam no presente e no futuro, como parte de um processo de criação de condições para a ruptura e mudança, que se exige para um Portugal com futuro.
Porto, 24 de Janeiro de 2011
A DORP do PCP

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais - Resultados

Concelho de Paredes
Cavaco Silva: 68,08% (26.203 votos)
Manuel Alegre: 13,88% (5342)
Fernando Nobre: 10,31% (3968)
Francisco Lopes: 3,88% (1492)
José Coelho: 2,94% (1133)
Defensor Moura: 0,91% (352

Freguesia de Lordelo
Cavaco Silva: 72,64 % (3083 votos)
Manuel Alegre: 12,13% (515)
Fernando Nobre: 8,41% (357)
Francisco Lopes: 3,68% (156)
José Coelho: 2,57% (109)
Defensor Moura: 0,57% (24)

Ver tudo em http://www.presidenciais.mj.pt./

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Composição das mesas eleitorais Presidenciais 2011: mais um atentado à democracia em Lordelo!

A Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português vem por este meio manifestar o seu repúdio pela composição das mesas eleitorais na freguesia de Lordelo (Paredes) do próximo acto eleitoral, a realizar-se dia 23 de Janeiro. Apesar da lei não prever a obrigatoriedade do presidente da Comissão Recenseadora (o mesmo é dizer, o presidente da Junta de Freguesia de Lordelo Joaquim Mota) chamar os partidos políticos para indicarem nomes para formação das mesas eleitorais, é inaceitável que a esmagadora dos membros sejam militantes do PSD, alguns deles também elementos afectos ao Aliados, o clube de futebol da nossa terra.
Note-se que a candidatura de Francisco Lopes não vai ter nenhum elemento nas mesas eleitorais, apesar do PCP/Lordelo ter proposto nomes para sua formação. Joaquim Mota decidiu colocar os nomes que entendeu sem ter em conta qualquer critério de equilíbrio e de respeito democrático entre as candidaturas concorrentes, nomeadamente a de Francisco Lopes, que possui mandatário concelhio.
O PCP/Lordelo não deixará de denunciar estas atitudes, que infelizmente já começam a ser demasiado frequentes na nossa cidade, e pugnará que o respeito pela democracia seja uma realidade em Lordelo.

O PCP/Lordelo
19 Janeiro 2010

domingo, 16 de janeiro de 2011

Comício do Campo Pequeno: o maior de toda a campanha!




Um mar de gente, encheu o Campo Pequeno em Lisboa na maior iniciativa de qualquer candidatura nestas eleições. Mais de 6000 pessoas participaram, com entusiasmo, alegria e determinação no comício deste Domingo em Lisboa, dando expressão ao seu apoio à candidatura de Francisco Lopes. O candidato fez um forte apelo à mobilização para o voto na nossa candidatura.

O Chefe do Portugal Velho


Estão milhares de olhos postos na televisão, gente vergada, quase de joelhos, assistindo deliciada a mais uma homilia do dr. Cavaco. Tudo isto é figurativo, tudo isto é sintomático. Um povo deslumbrado e apaixonado, escutando a sua superior divindade, cuja carga mística do discurso pausado se lhe é aumentada pela pose ensaiada de quem se acha dono e senhor de uma suprema inteligência. E que povo é este na sua essência? Que audiência é esta mergulhada em tal arrebatador fascínio? Que desmesurados adeptos são estes que aplaudem até fazer ferida a prosápia do excelso professor?
Doa-nos a alma, pois é ainda este o povo dos dias cinzentos, o povo dos panos pretos. É o povo do pão e do vinho sobre a mesa mas alegre pela pobreza. É o povo das orações decoradas que nunca hão-de saber ler. É o povo da província distante e cercada de nada, encantado pelo sábio professor doutor da metrópole preenchido de tudo. É o povo da eternamente empoeirada beira de estrada que acha que é ali o seu lugar – ou ali ou no cemitério. É o povo das gloriosas estórias do império e da exaltação nacional, o povo inabalavelmente devoto da santa perpétua resignação. É o povo das côdeas de broa e de uma sardinha para cinco, o povo do fado da vida desgraçadinha e da cantilena da viuvez eterna. É o povo miserável da mulher como escrava, do seu lugar na cozinha, da sua condição inferior. É o povo da moralidade que se julga pura, porém pejada de vermes e infestada de hipocrisia até à ponta dos cabelos. É o povo das vénias e do caciquismo, do seu rico filho que ‘faz pela vida’ engraxando as patas ao presidente. É o povo corrupto que ‘vai lá’ pelos ‘conhecimentos’, o povo que come e cala, ou então o que cala que não come.
Mas não se faça de tudo isto – de alguma coisa sim – uma leitura literal. Mudaram os tempos, é certo, mas nem tanto as vontades. Hoje a capa é diferente mas a roupa interior é a mesma. Num saudosismo cego e atroz parte-se muitas vezes em busca e defesa das referências do passado, e talvez nem tanto por mero acaso, Cavaco Silva seja para muitos a coisa mais próxima de Oliveira Salazar que este país produziu desde 1974. Desengane-se quem pensa que não há por aí um semi-oculto desejo de voltar celebrar pomposamente o 28 de Maio, de inscrever os filhos numa nova mocidade portuguesa, de saudar o velho director de escola com o braço esticado. Ainda que decorridos anos e gerações, não faltam empestados até ao tutano com essa formatação visceral de outros tempos. E alguns até, mesmo tendo sentido no corpo e no prato o resultado das atrocidades cometidas pelos seus adorados senhores, ainda assim persistem na bajulação doentia dos causadores da sua própria desgraça, daqueles a quem batem palmas e humilhantemente beijam, lambem, afagam os pés imundos.
Cavaco disfarça com silêncio a sua tremenda falta de inteligência. A banalidade de o que profere só alterna com a evasão àquilo que considera – e é quase tudo – uma inconveniência. É um homem de mais fama que mérito. Um político sofrível, sem craveira nem estofo, um primeiro-ministro desastroso e desastrado, um presidente da república esquivo, inócuo, evasivo, ambíguo, alheado de tudo e de todos. Estes ‘todos’ são os portugueses, a quem, na sua maioria, o íntimo do senhor pura e simplesmente despreza. É-lhe intrínseca aos actos a visão estreita do mundo, fermentada nessa módica vidinha portuguesa, na sua ‘plena integração no regime’, nas doutrinas clericais de outrora que a própria igreja católica hoje se recusa a repetir. O catolicismo de Cavaco não é sequer o catolicismo plural e renovado, embora lento, do estudo e da aceitação da diferença que tem emergido. Não é o catolicismo de homens das letras e da ciência como D. Manuel Clemente ou D. Carlos Azevedo, por exemplo. É, isso sim, o do velho regime Cerejeirista, aquele que preside à moral vigente do mais alto magistrado da nação.
Este é o homem que nas palavras de Baptista-Bastos ignora que “elogio em boca própria é vitupério”, e por isso não se coíbe, como se viu, de dizer que seria preciso nascer-se duas vezes para igualar-se em seriedade a sua admirável criatura. Este é também o homem que negou uma pensão a Salgueiro Maia quando este já se encontrava gravemente doente, uma recusa que só veio a público três anos depois, quando o mesmo Cavaco Silva decidiu nessa altura conceder a mesma pensão a dois ex-inspectores da PIDE/DGS. Um destes PIDE’s que estava até, note-se, entre “os que se entrincheiraram na sede da rua António Maria Cardoso e que fizeram fogo sobre uma pequena multidão, tendo causado os únicos quatro mortos da revolução”. Toda esta história – não vá alguém pensar que se trata de uma inventona digna de “campanha suja” – está detalhada, por exemplo, no jornal de que o presidente tanto gosta e para onde remete tantos esclarecimentos… o Expresso.
Este é ainda o ressentido ausente das cerimónias fúnebres do Prémio Nobel e escritor maior da língua portuguesa do século XX, José Saramago. E de facto, como disse Pilar Del Rio, o escritor não merecia a desfeita da presença de tão insignificante personagem naquele raro Portugal vestido de cravos e de livros. Mas o que é de lastimar e reprovar é a hipocrisia implícita no comunicado oficial ‘de pesar’ emitido pela presidência da república, uma formalidade institucional que se sobrepôs à histórica sensibilidade moral do detentor do cargo, a mesma que, anos antes, terá estado na base da decisão – em parelha com um tal Sousa Lara – da inibição da participação de O Evangelho Segundo Jesus Cristo num concurso internacional.
Este, caros senhores e senhoras, este é o chefe do velho Portugal, o das teias de aranha e dos cantos de sereia – e não falemos dos cantos dos Lusíadas… – substituídas por carpideiras. O Portugal da miséria, da incultura, da podridão, da falsidade e da hipocrisia. Cada eleição de Cavaco é um regresso ao passado mais abjecto. Cada voto nesse sentido é querer fazer parte dele.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Farpa n.º 6 - Janeiro 2011

No rescaldo das eleições para A Lord, A Farpa lembra os vencedores e os derrotados na próxima edição, que será distribuída a partir de próxima sexta-feira. Os destaques deste número são as entrevistas com os representantes do grupo de bombos "Os Pestinhas" e a entrevista com Miguel Correia, onde faz um balanço do seu trabalho e da sua equipa desde que foi eleito como deputado da Assembleia de Freguesia de Lordelo pela CDU.

Ler tudo em A FARPA

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um grande comício no Porto


Realizou-se ontem a primeira acção do período oficial de campanha da candidatura de Francisco Lopes: um enorme comício que encheu o Palácio de Cristal, no Porto, onde se afirmou bem alto que nestas eleições só há uma alternativa aos trabalhadores e a todos os atingidos pela direita e a sua política (de PS/PSD/CDS): o voto em Francisco Lopes para efectiva uma ruptura e mudança.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Comício


Domingo, dia 9 Janeiro, Palácio de Cristal, 15h

com Jerónimo de Sousa e Francisco Lopes

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ladrões, gatunos, chupistas...

O Cavaco e os Cavacos. Tudo gente muitoooo séria: ex-banqueiros do BPN, ex-accionistas do BPN, figurantes e figurões... e o figurão-mor! Uma frase de um sketch humorístico: "Eu só queria dizer que isto aqui é uma cambada de ladrões, de gatunos e de chupistas"...
O roubo de alguns, a má gestão e a complacência de outros... Um adágio popular: Tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta".
O Zés e as Marias. Impávidos e serenos ? Uma frase feita: "Se não consegues vencer junta-te a eles". Ou não? Uma inscrição num mural: "Hoje, foste um bom robô?" Ou não?
Definitivamente eu NÃO!!! E tu?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Faleceu o camarada Arnaldo Mesquita

A DORP do PCP cumpre o doloroso dever de informar o falecimento do camarada Arnaldo Pereira de Oliveira Mesquita, membro do Sector Intelectual da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP.
Advogado, natural da freguesia de Torno, Lousada, Arnaldo Mesquita tornou-se membro do PCP em 1949, tendo pertencido enquanto estudante de Coimbra à direcção do MUD Juvenil, tendo participado em todas as grandes batalhas políticas da oposição democrática, até ao 25 de Abril.
Resistente antifascista, foi preso três vezes e torturado pela PIDE, além de julgado no Tribunal Plenário do Porto depois de prolongada detenção, vindo a ser absolvido, em 1960.
Foi membro da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos tendo desenvolvido intensa actividade, em Tribunal Plenário, na defesa de vários presos políticos. Foi membro da Assembleia Municipal de Lousada, eleito nas listas da APU, FEPU e CDU. Foi distinguido com a Medalha de Prata de Mérito Municipal pela Câmara Municipal de Lousada, em 2008.
Era membro da URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses.
Ao seu perfil de lutador antifascista, e de cidadão activo nas grandes batalhas cívicas, acrescia ainda a faceta de escritor, tendo publicado diversos livros, onde a poesia era inseparável do seu percurso de lutador pela liberdade e uma sociedade mais justa.
O seu desaparecimento representa uma grande perda para o Partido, tendo o Secretariado do Comité Central apresentado já à sua Família as sentidas condolências do Partido Comunista Português.