BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Apontamentos sobre a Assembleia Municipal de Paredes

Sessão de 26 de Fevereiro 2011

1) Um episódio indescritivel manchou a cordialidade e respeito mútuos que devem acontecer no funcionamento de orgãos políticos de representação plural.
Os deputados Manuel Luis (PS) e Joaquim Mota (PSD) agrediram-se verbalmente, usando acusações de ordem pessoal, com insultos e difamações, sendo particularmente e de muito baixo nível intelectual e moral a intervenção do Presidente da Junta de Freguesia de Lordelo (Ler A FARPA). Nada a que não estivessemos habituados, mas com um esmero próprio. Uma dúvida: que fazem os restantes líderes de bancada, que permaneceram calados, ouvindo tudo, incluindo o protesto solitário e indignada da bancada da CDU? E como interpretar a postura cúmplice do Presidente da Assembleia Municipal Granja da Fonseca? O desprestígio do orgão politico pode ser enorme. A QUEM INTERESSA?
2) A apresentação em cima da hora por parte do Presidente da Assembleia Municipal de Paredes aos lideres de bancada de documento oficial do Revisor Oficial de Contas sobre execução orçamental até 30 de Junho de 2010, em que se salienta que o passivo era de 60.435.754,93 euros, cerca 25,98%, configura uma CLARA declaração de "amor" /"facada nas costas" no executivo do PSD, mais claro quanto esse documento era desconhecido do Presidente da Câmara.
3) A resposta a algumas perguntas politicas, sobre obras da nova ETAR da Cidade e do Cemitério de Recarei, ou da Biblioteca, mostram que só pressionados alguma informação embora sob a forma de compromissos ligeiros vai surgindo da gestão PSD. Mas claramente esta tem uma manta curta, em uma mão nada, e na outra coisa nenhuma.
UMA SUSPEITA: Nada do que aqui vai dito aparecerá informado (ou explicado) na comunicação social local e regional.




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mandato Aberto do PCP sobre o sector do Mobiliário


Os deputados comunistas à Assembleia da República eleitos pelos Círculo Eleitoral do Porto (Honório Novo e Jorge Machado) conjuntamente com dirigentes regionais do PCP vão realizar um mandato aberto no próximo dia 28 de Fevereiro dedicado ao sector do Mobiliário, inserido na campanha nacional do PCP "Portugal a Produzir".

Programa
28 de Fevereiro de 2011

Grupo 1: Honório Novo (Deputado à Assembleia da República) e Gonçalo Oliveira (Membro da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP)
Grupo 2: Jorge Machado (Deputado à Assembleia da República) e Paulo Macieira (Membro da Direcção da Organização Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP)

Grupo 1
09H30 – 12H00
Visita a lojas de mobiliário de Paços de Ferreira, instaladas na Domóvel (Carvalhosa) e no Multiparque (Seroa)

Grupo 2
9h30 – 11h00
Reunião com Direcção do Sindicato Nacional da Construção, Madeiras e Mobiliário (Porto)

Grupo 1 + Grupo 2
12H00 – 13H00
Reunião com a Direcção da AEPF - Associação Empresarial de Paços de Ferreira na sede da AEPF

13H00
Conferência de imprensa junto à AEPF

Grupo 1
15H00 – 16H30
Visita à Fábrica de Móveis Costa Pereira
Pólo Industrial nº 6
Rua de São Martinho
4590-373 Freamunde

Grupo 2
15H00 – 16H30
Visita à Sarimóveis – Indústria de Mobiliário, Lda.
Zona Industrial das Abelheiras
4590-106 Carvalhosa

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

80 anos do jornal AVANTE!



O Avante! nasceu em 1931, na clandestinidade, quando em Portugal se construía a ditadura fascista. Depois de uma primeira década de edição irregular, o Avante! passa a sair ininterruptamente de 1941 até Abril de 1974, sendo em todo o mundo o jornal que mais tempo resistiu na clandestinidade.
Ao proletariado de Portugal. Foi com estas palavras, impressas na manchete da primeira edição do Avante!, a 15 de Fevereiro de 1931, que começou esta caminhada de 80 anos assinalada nesta edição. Nesse ano distante construía-se já no País aquela que foi a mais longa ditadura fascista da Europa, que oprimia e favorecia a cruel exploração dos trabalhadores pelos potentados económicos e calava qualquer anseio de liberdade, democracia e justiça. O movimento sindical e operário foi esmagado, os partidos proibidos, assim como os seus periódicos. Só o PCP optou por resistir e prosseguir o combate – mas tal obrigava a que o fizesse na mais rigorosa clandestinidade, enfrentando a feroz perseguição dos esbirros do fascismo.
O surgimento do Avante! foi um dos resultados da reorganização do Partido iniciada em Abril de 1929, sob a direcção de Bento Gonçalves, e que transformou o PCP num partido revolucionário, com crescente influência entre as massas e, assim, mais capaz de lutar nas difíceis condições de clandestinidade. Mas a publicação do Avante! foi, também ela, um importante contributo para a construção do Partido e para a divulgação das ideias do socialismo, bem como para a mobilização para a luta. Aplicava-se assim, à realidade portuguesa da época, os ensinamentos de Lénine relativos ao jornal comunista: este deveria ser um agitador, um propagandista e um organizador.
Apesar dos êxitos notáveis alcançados pelos comunistas ao longo da década de 30, o PCP não estava ainda preparado para resistir à crescente violência do salazarismo, embalado então pelas vitórias dos seus aliados Hitler, Mussolini e Franco. As prisões de dirigentes e militantes sucedem-se (entre as quais a de Bento Gonçalves e de outros membros do Secretariado) e o Avante! ressente-se, vendo a sua publicação interrompida e retomada por cinco vezes. Em finais de 1938, praticamente deixa de se publicar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Liberdade de Expressão está ameaçada no Porto!


Belmiro Magalhães, membro da Assembleia Municipal do Porto e responsável político da Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP, com toda a razão a denunciar Rui Rio e seus lacaios, por pensarem que o 25 de Abril ainda não chegou ao Porto.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Carta aberta ao Exmo Senhor Presidente da República

Excelência
Reeleito Vossa Excelência para o alto cargo que já ocupava, e para que tem toda legitimidade embora nada me impeça – nem o incómodo que provoca e as decorrentes más-criações e grosserias dos mais fiéis seguidores/servidores de Vossa Excelência – de lembrar que passou de ter o voto expresso de 31% dos portugueses (quase 1 em cada 3) para menos de 23% (bem menos de 1 em cada 4), acaba de ser publicado um comunicado da Presidência da República com o fito de “esclarecer” situações e “casos” de que Vossa Excelência se recusou a, ou fugiu de, falar e que justificaram, da parte de Vossa Excelência, atitudes de aparente indignação e uma encenada afirmação de honestidade e impoluto comportamento, que soa sempre a falso a quem mantém espírito crítico desperto.
Pois esse comunicado, já comentado – e muito acertadamente! – por outras paragens, como pelo meu companheiro destes espaços internéticos, Samuel-cantigueiro, suscita-me a irreprimível chamada de atenção para a utilização dos vocábulos legítima e transparente relativamente a transacção de vivendas protagonizada por Vossa Excelência, permuta e formalidades fiscais e outras.
Quanto a transparência, estamos conversados. E não acrescento nada, a não ser a denúncia do despudor da sua utilização quando e onde abunda a opacidade.
Relativamente a legítima, não resisto a perguntar(-me) se não teria mais adequado o vocábulo legal e se a opção não revela, intencionalmente ou não, significativas intenções… nada transparentes.
É que legítima é “a parte da herança, de que o testador não pode dispor livremente, por pertencer legitimamente a herdeiro ascendente ou descendente”, e legal é (dicionariamente) “o que observa a lei” (ainda que tarde e más horas…), além de ser a designação de uma “grande loja” maçónica.
Por isso, parece-me que o comunicado por que Vossa Excelência é responsável, relativo a permuta de duas propriedades tão diferentes em valor na base de um igual valor, e correlativas formalidades inevitáveis, poderia dizer que a transacção teria sido legal mas nunca legítima, quer naquele sentido atrás referido, quer no sentido de cumprir preceitos éticos.
Sublinho o que Vossa Excelência como economista sobejamente sabe – se não o esqueceu de todo… -, ou seja, que, podendo ser legal não será ético, dentro de determinados parâmetros morais, acrescer o património pessoal, sob forma monetária ou coisal, sem nada haver contribuído para o acréscimo do património colectivo ou para a sua acessibilidade, e tão-só por meras operações escriturais, especulativas ou de agiotagem. E por isso, nos tempos que correm, se fala tanto em enriquecimento ilícito, a que acrescento ilegítimo.
No caso de Vossa Excelência ter dúvidas – o que parece nunca acontecer… –, permitia-me aconselhar que lesse umas páginas sobre esta matéria, nomeadamente de um certo Tomás de Aquino, que é dito ser Santo.
Termino esta com o respeito devido ao cargo que Vossa Excelência ocupa e que nada faz para merecer.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O impasse na Junta de Freamunde

Nas eleições de 11 de Outubro de 2009, o PSD obteve a vitória para a Junta de freguesia de Freamunde por maioria relativa, mas não conseguiu criar o necessário consenso junto das restantes forças políticas para proceder à eleição do Executivo da Junta.
Perante esta situação de impasse, a posição da CDU foi pautada pelo respeito da vontade popular - que retirou a maioria absoluta ao PSD - e pelo respeito do princípio legal e democrático que estabelece que cabe ao partido vencedor das eleições, encontrar uma solução de governação para a Junta de Freguesia.
Sucede que em torno da questão da composição do futuro Executivo da Junta, a discussão degenerou até chegar ao ponto em que os eleitos apenas discutiam cargos, o poder pelo poder.
A incapacidade - ou falta de interesse - do PSD em conduzir o processo a um desfecho é por demais evidente. Não tendo assumido uma postura de diálogo, que colocasse em primeiro lugar os interesses da freguesia, o PSD contribuiu para criar a noção que o assalto ao poder, por todos os meios, mesmo que sem fundamento legal ou legitimidade democrática, era o caminho.
O principal promotor desta tentativa de conseguir na secretaria aquilo que o povo freamundense não lhes havia concedido nas eleições, foi o Partido Socialista.
O PS demonstrou claramente aos freamundenses que não é em nada diferente do PSD que tanto critica! De forma oportunista, conduziram este processo ao terreno que mais lhe convinha, o da radicalização do discurso, onde por entre fogachos de retórica inflamada, procuram esconder a sua incoerência.
De facto o PS quer o "poder pelo poder". Nada mais se pode concluir das posições que tem vindo a tomar. E a defesa da demissão em bloco de toda a oposição - para além de não ter cabimento em democracia - confirma esta visão distorcida do poder local, é a tese do "tudo ou nada", ainda mais aberrante por partir de um partido que está na Assembleia da República com maioria relativa.
A CDU não pode ser considerada responsável pela situação que PSD e PS criaram, foi a radicalização do discurso encetada pelo PS, a inépcia do PSD, e o correspondente extremar de posições na freguesia, que criou o ambiente hostil à ponderação serena e conscienciosa de soluções que hoje se vive em Freamunde.
O facto desta ser a primeira tomada de posição da Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do PCP sobre este assunto, mais de um ano passado sobre as eleições, revela a nossa recusa em contribuir para este rol de interesses.
No entanto, uma vez que a CDU/ Freamunde não tem condições políticas para quebrar o impasse que PSD e PS criaram, não nos resta a nós outra opção que não passe por aguardar uma decisão do Presidente da Junta sobre o futuro da freguesia, que na nossa opinião, passa inevitavelmente pela convocação de novas eleições.
A conclusão mais importante a retirar deste triste episódio da história de Freamunde, é que PSD e PS revelaram, para que todos pudessem ver, que nada os distingue no campo das acções e intenções, ambos fizeram tábua rasa dos compromissos que haviam assumido com o seu eleitorado, ambos esqueceram os seus programas eleitorais no dia a seguir às eleições, preferindo discutir "cargos" em vez de "projectos".
A guerrilha política criada pelo apego ao poder do PSD e PS, apenas os distancia dos problemas da população, não um do outro.
31 de Janeiro de 2011
A Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do PCP