BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sábado, 30 de abril de 2011

MOÇÃO SOBRE O 25 DE ABRIL

ABRIL de 2011, volvidos 37 anos sobre a data que nos libertou dum regime retrógrado, totalitário e opressor, podemos dizer que os valores que brotaram do 25 de Abril de 1974 estão seriamente ameaçados com esta politica de subserviência ao capital financeiro mundial levando ao encerramento de milhares de pequenas empresas impondo grandes sacrifícios ao povo Português especialmente aos que menos têm e menos podem.
Apesar de todas as ameaças, a luta vai continuar por uma nova política que promova os valores de Abril e que dê Esperança a Portugal.
O país vive confrontado com uma profunda crise económica e social. Mais de 700.000 trabalhadores estão no desemprego, centenas de milhar sem protecção social, a precariedade alastra, empobrece-se a trabalhar, a emigração voltou a ser uma necessidade.
Mais de 2 milhões de portugueses vivem na pobreza, o acesso a direitos essenciais, como a saúde, a habitação digna, a acção social, o ensino de qualidade, a cultura, estão em resultado da política de direita cada vez mais longe de ser uma realidade para todos. Acentuam-se as assimetrias entre o litoral e o interior.
Traindo os valores e ideais de Abril, o país está confrontado com uma intervenção externa por via da União Europeia e do FMI em resultado de uma decisão tornada no quadro das cedências do governo PS ao grande capital. Cedências que o povo português não pode aceitar.
Este é cada vez mais o tempo de defender e afirmar Abril! É tempo de respeitar, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República e de não a subverter.


OS ELEITOS DA CDU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES
(moção aprovada com 36 votos a favor da CDU e do PSD, e 14 votos contra do PS e do CDS)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril no Porto (fotos)


























Resumo da sessão da Assembleia Freguesia Lordelo - 25 Abril 2011

A sessão começou com a intervenção de Miguel Correia, eleito da CDU, a enaltecer a data libertadora do 25 de Abril e acusar alguns autarcas de tentativa de asfixiar a democracia, entre os quais os membros do Executivo da Junta, em especial o presidente Joaquim Mota. Para justificar a sua acusação lembrou que no último eleitoral, Joaquim Mota decidiu deixar de fora os elementos do PCP e da CDU numa atitude reveladora de prepotência, que não sendo novidade, não deixa de ser lamentável. Além disso, Miguel Correia criticou a Junta de Freguesia de Lordelo de não promover iniciativas de relevo que honrem o dia dos cravos vermelhos. Em tom irónico disse que “pelo menos o nosso presidente é coerente, pois não pode celebrar 25 quem nunca saiu de 24.” Remata a sua intervenção dizendo que “nós, CDU, não temos vergonha do 25 de Abril mas muito orgulho e não deixaremos de erguer a nossa voz para dizer «25 de Abril sempre!»”
No ponto relativo à aprovação da acta deu-se algo inédito. Tanto Hélder Oliveira (PS) como Miguel Correia (CDU) pediram a palavra para referir que acta tinha vários erros que desvirtuavam aquilo que se tinha passado na última sessão da Assembleia. O presidente da Assembleia e os secretários acataram os pedidos de alteração. A acta foi aprovada com abstenção do PS e da CDU.
Em relação às actividades da Junta de Freguesia, o presidente informou que realizou reuniões na Câmara Municipal de Paredes e no Estabelecimento Prisional (Cadeia Central do Norte) relativas ao processo dos terrenos situados entre a zona do estádio do Aliados até ao Ecocentro, dizendo que a Junta tem fortes possibilidades de ser proprietária dos mesmos.
No ponto relativo ao Documento de Prestação de Contas da Freguesia de Lordelo – 2010, Miguel Correia pediu esclarecimentos sobre várias rubricas relativas ao controlo orçamental e as razões para não terem sido executadas, tal como previsto no Plano Plurianual de Investimentos, algumas obras, entre as quais: pavimentação da rua do Rio Ferreira (15.000 euros); abertura de rua entre a rua do Vinhal e a rua da Torre (10.000 euros); e recuperação de mercado (30.000 euros). O presidente da Junta disse que não houve verbas para executar as obras, mas que serão executadas até final do mandato.
De seguida, a Junta apresentou o projecto da Torre dos Alcoforados e prometeu as obras para breve, sem especificar prazos de conclusão.
Em relação à toponímia, foram aprovados os nomes Rampa das Cales (junto à Rua das Cales) e rua do Freixo (Penhas-Altas).
No período dedicado à intervenção do público tomaram a palavra vários fregueses, entre os quais:
- Carlos Ferreira, do PCP/Lordelo - aludiu à discriminação levado a cabo pela Junta em relação à CDU nas Eleições Presidenciais passadas e acusou Joaquim Mota de má-criação e prepotência;
- Amadeu Andrade - criticou a Junta de Freguesia por se esquecer de arranjar as ruas, nomeadamente a Calçada do Pombal onde habita, e referiu o problema da falta de placas indicativas das ruas da freguesia;
- Jorge Lamas – recordou a importância da comemoração do 25 de Abril e apelou à união entre todos os lordelenses, valorizando alguns conterrâneos que honraram o nome da nossa terra. Não deixou de lembrar o episódio lamentável entre Joaquim Mota e Manuel Luís, na última sessão da Assembleia Municipal.
O presidente da Junta, fazendo jus às suas qualidades de arruaceiro e malcriado acusou a CDU de ter tido uma atitude intimidatória nas últimas mesas eleitorais e, demagogicamente, disse ter chamado a GNR. Algo que fez Miguel Correia indignar-se apelidando Joaquim Mota de mentiroso e acusando-o de ser uma vergonha para Lordelo, como se viu na última Assembleia Municipal.
A troca de “mimos” só acabou com a intervenção de Duarte Meneses, o presidente da Assembleia de Freguesia.
Já depois de encerrada a sessão, foram distribuídos cravos vermelhos enquanto alguns elementos do PSD diziam ter saudades do dia 24…

domingo, 24 de abril de 2011

Não pode celebrar 25 quem nunca saiu de 24



Há um ano escrevi isto:
É uma realidade perceptível (…) que são muitos os responsáveis autárquicos que se sentem francamente incomodados com os cravos vermelhos. Aquilo cheira-lhes demasiadamente a ‘esquerdice’. Omitem, indispõem-se, negam-se à simples evocação e homenagem – simbólica que seja! – ao movimento que derrubou o regime ditatorial de Salazar e Caetano. O que falta saber é o que é que na verdade os incomoda: se as ‘comemorações’ em geral, ou se apenas aquilo que neste ‘feriado’ se comemora. No ar fica a dúvida, e por ventura no trabalho (ou falta dele) a resposta. Talvez seja por coerência. Não pode celebrar 25 quem nunca saiu de 24.


Hoje mantenho o que escrevi e pelas mesmas razões. E é também pelas mesmas razões que, no passado como no presente, mantenho o meu cravo bem erguido, sabendo que cada cravo erguido é um cravo espetado na garganta daqueles a quem politicamente continuarei a combater.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

FMI para leigos



Façamos uma espécie de ficha.
O FMI é uma estrutura de coordenação financeira do grande capital transnacional. O seu objectivo declarado é uma quadratura do círculo: o capitalismo pretenderia, com a sua criação, estabilizar o seu sistema monetário e preservá-lo das crises cíclicas do capitalismo.
Os países membros têm direito a voto na proporção da sua contribuição para o Fundo. Os 10 maiores contribuintes – EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Arábia Saudita, R. P. China, Canadá, Rússia – representam 55,3% da capacidade total de votos. De todos os países membros do seu conselho executivo, apenas um tem direito de veto – os EUA.
Na história do FMI destaca-se a simpatia por ditaduras fascistas e tiranias militares. Certamente porque regimes desse tipo facilitam a aplicação das suas «receitas de estabilização financeira», cujo padrão comum são os cortes nos serviços públicos e nos direitos dos trabalhadores, as privatizações, as «medidas de austeridade» para o povo. Os resultados conseguidos são, em todos os casos, muito semelhantes: o apoio do FMI ao Chile de Pinochet traduziu-se num aumento da dívida de 47%; ao Haiti de Jean-Claude Duvalier, de 78%; à Indonésia de Suharto, de 98%; ao Paraguai de Stroessner, de 96%1.
O actual presidente do FMI é um «socialista» francês, Dominique Strauss-Kahn. Entre o seu vasto currículo, tem o nome associado a um relatório que documenta o carácter radicalmente antidemocrático do projecto de «construção europeia» do grande capital. Datado de 2004, as suas «50 propostas»2 traçam o caminho da união política de uma UE federal, imperialista, comandada pelas grandes potências europeias, construída segundo um programa verdadeiramente totalitário em que os pequenos países seriam inteiramente esmagados. A primeira etapa desse processo já está concretizada com a aprovação, com outro nome, da «constituição europeia» que esse relatório preconizava.
A saída da crise não passa pelo FMI, por esta UE, pelo grande capital europeu. Passa pelo combate contra a sua ingerência e pela recusa das suas receitas.

Filipe Diniz, in Avante! de 21 Abril 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Entregue em Tribunal a Lista da CDU pelo distrito do Porto

Foi entregue em tribunal a lista de candidatos da CDU às eleições de 5 de Junho, pelo círculo do Porto, sendo a primeira força a formalizar a candidatura neste distrito.

No momento da entrega, o deputado Jorge Machado destacou a grande presença de mulheres e jovens na lista, bem como a disponibilidade dos candidatos para uma campanha assente no contacto directo com os trabalhadores, a população e as diversas entidades desta região, capaz de assegurar o esclarecimento e a mobilização dos eleitores para uma mudança de políticas, reforçando a CDU e contribuindo para uma política e um governo patriótico e de esquerda.
Conheça aqui os candidatos da CDU pelo distrito do Porto

domingo, 17 de abril de 2011

Assembleia de Freguesia de Lordelo

25 de Abril, 9h


1 - Período antes da ordem do dia;

2 - Aprovação da acta da sessão anterior;

3 - Relatório de actividades do 1.º trimestre 2011;

4 - Documento de prestação de contas da Freguesia de Lordelo - 2010;

5 - Apresentação do Projecto de Recuperação da Torre dos Alcoforados;

6 - Toponímia - atribuição de nomes a algumas ruas da cidade;

7 - Período de trinta minutos para intervenção do público.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Centro de Emprego de Penafiel está entre os quatro piores do país”


Tem mais do dobro da média nacional no que toca a número de desempregados por cada técnico, diz deputado do PCP


“O Centro de Emprego de Penafiel é o quarto pior do país no que toca ao número de desempregados a cargo de cada técnico. No centro penafidelense este rácio é 42 por cento superior ao nacional. “São 2424 desempregados por cada técnico quando a média nacional é de 1156 por técnico”, avançou Honório Novo que visitou, esta segunda-feira, os quatro piores centros de emprego, todos localizados no distrito do Porto. De acordo com o deputado do PCP, a situação é “preocupante” já que coloca cargas de trabalho “inaceitáveis” sobre os técnicos, dificultando também o atendimento dos desempregados. Mas as críticas não ficam por aqui. Honório Novo diz que as instalações do Centro de Emprego de Penafiel são “exíguas, inapropriadas e insuficientes” para atender às necessidades de desemprego que existem na região. Não é por acaso, acreditam os dirigentes do PCP, que no norte do país a taxa de desemprego é superior à nacional: “no país anda à volta dos 11 por cento, enquanto no distrito do Porto a taxa oficial, que fica aquém da realidade, ultrapassa os 13,5 por cento”.


Centro de Emprego deverá receber mais quatro técnicos e ampliar instalações em breve

O deputado do PCP reuniu, na manhã desta segunda-feira, com o director do Centro de Emprego de Penafiel, António Sousa Pinto, para se inteirar da realidade da região. Honório Novo adiantou ao VERDADEIRO OLHAR que este é um dos quatro piores centros de emprego do país, juntamente com os de Amarante, Vila Nova de Gaia e Santo Tirso, todos no distrito do Porto, no que toca ao número de desempregados para cada técnico. “Este rácio está a dificultar a situação dos desempregados e a colocar cargas de trabalho e pressões inaceitáveis sobre os técnicos”, refere o deputado. Sobretudo quando se percebe que os quatro concelhos que este Centro de Emprego serve - Paços de Ferreira, Lousada, Penafiel e Paredes – têm cerca de 16 mil desempregados, acrescenta. Para além da pressão sobre os técnicos o peso sobre as instalações é também preocupante, disse ainda Honório Novo depois da visita. “As instalações actuais são exíguas, inapropriadas e insuficientes para atender às necessidades de desemprego que existem na região. E as políticas económicas e recessivas desencadeadas pelos sucessivos PEC’s e agravadas pela entrada do FMI vão trazer mais austeridade, mais desemprego e mais recessão colocando uma pressão cada vez maior sobre estas instalações”, frisa. Segundo o deputado, Sousa Pinto revelou que estavam em curso várias hipóteses para o alargamento das instalações em Penafiel. Além disso, adianta, ficou prometido que, até ao final do mês de Abril, virão para este centro de emprego mais quatro técnicos. O PCP promete estar atento para ver se isto se verifica.


Verdadeiro Olhar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um passo para a mudança

É notório – e seria apenas ridículo se não contivesse os perigos que contém – o esforço a que procedem os partidos da política de direita no sentido de apagar dos seus currículos aquilo que tem sido o essencial da intervenção de cada um deles em praticamente toda a sua existência. É um facto incontestável que eles, e só eles, estão no poder há trinta e cinco anos – através de todas as combinações e alianças possíveis entre si e representando, à vez, a consabida farsa da «oposição» e da «alternativa». É igualmente incontroverso que eles, e só eles, têm levado por diante, durante todo esse tempo, a política que conduziu o País à dramática situação em que se encontra. Também não oferece qualquer dúvida que todos eles, e só eles, pelo que fizeram e pelo que se propõem fazer, nada mais têm para «combater a crise» do que aprofundar a crise, aprofundando todas as medidas que estão na sua origem. Assim, fingir, agora, que nada têm a ver com isso – isto é, fingir que nada têm a ver com uma situação com a qual eles, e só eles, têm tudo a ver; apresentarem-se a si próprios como alternativa política e apresentarem a política de direita como política alternativa – isto é, propor o mais do mesmo fingindo propor algo de novo quer em matéria de política a executar quer em matéria de executantes dessa política; apresentarem como projecto para «resolver a crise» a continuação da política que há três décadas e meia andam a fazer – isto é, curar o mal adicionando-lhe mais mal; tudo isso, constitui, para além de uma exuberante demonstração de ausência total de vergonha, um clamoroso insulto à inteligência e à sensibilidade dos portugueses. É certo que contam com os média dominantes para passar a necessária esponja sobre todo esse passado e para alindar o futuro: os comentadores, analistas e politólogos de serviço à política de direita não têm mãos a medir na difusão da ideia de que «não vale a pena discernir quem são os responsáveis» pela situação actual – o que «interessa» é... que esses responsáveis possam prosseguir a sua obra de afundamento do País em que todos eles se revelaram mestres... Mas os trabalhadores e o povo têm nas suas mãos a possibilidade de, no dia 5 de Junho, dar um passo decisivo para a mudança.

José Casanova, in Avante!

sábado, 2 de abril de 2011

Milhares de jovens exigiram trabalho e direitos na manifestação da Interjovem - CGTP/IN

Vindos de todos os distritos, milhares de jovens desfilaram ontem na baixa de Lisboa, contra a política de direita, que gera desemprego, precariedade e baixos salários. A luta por uma nova política, por contratos efectivos e melhores condições de vida e de trabalho, vai continuar no 25 de Abril, no 1.º de Maio e nas eleições de 5 de Junho. A manifestação foi convocada pela Interjovem/CGTP-IN e na sua preparação foram realizados contactos com mais de 150 mil jovens em empresas e serviços.