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domingo, 8 de maio de 2011

“Não faltam razões para votar na CDU”

(Paulo Macieira, Lurdes Monteiro, Cristiano Ribeiro e Álvaro Pinto)


O auditório da Junta da Freguesia de Baltar encheu ontem para acolher uma sessão pública no âmbito da pré-campanha eleitoral da CDU – Coligação Democrática Unitária.

Foi uma sessão muito participada e animada pelas intervenções dos oradores: Cristiano Ribeiro, médico e deputado na Assembleia Municipal de Paredes, Paulo Macieira, activista da CDU e membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP, Lurdes Monteiro e Álvaro Pinto, ambos sindicalistas e candidatos da CDU pelo distrito do Porto às próximas Eleições Legislativas. Coube a estes dois últimos as principais intervenções da noite.
Lurdes Monteiro, auxiliar de acção educativa de Amarante e membro da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, começou a sua intervenção por enquadrar as medidas impostas pela chamada “troika” encabeçada pelo FMI – Fundo Monetário Internacional como resultado das políticas de direitas levadas a cabo pela “troika” composta pelo PS, PSD e CDS ao longo de mais de 30 anos. As medidas são “um ataque muito forte ao mundo laboral e vai haver todas as desculpas para despedir”, além do corte de salários, restrições no subsídio de desemprego e nas indemnizações ao trabalhador, entre outras medidas gravosas. Lembra que “houve uma geração que lutou muito para haver o 25 de Abril e que é preciso continuar a luta” e apela à participação de todos na próxima manifestação de 19 de Maio da CGTP. Conclui dizendo que “não faltam razões para ir à manifestação e para votar na CDU no próximo dia 5 de Junho”.



Álvaro Pinto, ferroviário e presidente da Junta de Freguesia de Parada de Todeia, na esteira da intervenção anterior, lança duras críticas às políticas de direita e às medidas que vão ser impostas pelo acordo assinado pelo Governo, com o apoio do PSD e CDS, com os organismos internacionais – FMI, BCE e União Europeia - lembrando que uma parte substancial do dinheiro emprestado é para o sector financeiro e não para “pôr Portugal a produzir” com consequências muito nefastas para o trabalhador e para os pequenos e médios empresários. “Só 6,6% vai para o investimento na indústria transformadora; o FMI vai financiar sobretudo a banca”. Por isso, “o PCP fez bem em não aceitar o encontro com a troika porque não pode aceitar a falta de respeito pela soberania do país” e afirma que “nós não nos sentimos culpados por esta situação de crise, os responsáveis são aqueles que ao longo dos tempos viveram à grande e à francesa à custa do suor dos outros” e cita o poeta: “um povo sem memória é um povo sem história”. É preciso ter memória e reconhecer o trabalho do PCP e da CDU, nomeadamente dos deputados à Assembleia da República, e afirma que “nós estamos preparados para ser governo se o povo quiser” e conclui que “a CDU é única força que pode dar esperança a Portugal".

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