BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

domingo, 12 de junho de 2011

Da subjectividade ao preconceito

Uma das mistificações mais evidentes da análise dos politólogos “encartados” da nossa praça consiste em falar de um eleitorado “fiel” da parte da CDU, e que se manteria imutável, assim se justificando (com algum pesar deles, diga-se) a boa resistência da votação eleitoral e pré-anunciando (com algum esforço deles, diga-se) a impossibilidade do seu crescimento.

Um tal esquema de pensamento adapta-se com alguma lógica aos que interpretam a realidade de acordo com os seus desejos: um acantonamento da CDU, a meio caminho entre a impotência e a inconsequência. Mas a realidade desmente-os sem piedade.

Vejamos os resultados presentes e a sua evolução, desde 2005, 2009 até ao presente, em 2011. Comparemos a força eleitoral da CDU em eleições similares, as legislativas.

Os avanços ocorrem em continuidade, gradual, progressivamente, nos Distritos de Aveiro, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Porto, Viana do Castelo e nos Açores.

No Distrito do Porto, o mesmo acontece em Baião, Felgueiras, Gaia, Gondomar, Maia, Matosinhos, Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Póvoa, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vila do Conde.

No Concelho de Paredes e estendendo a 2002 e até 2011, o mesmo acontece em Baltar, Castelões de Cepeda, Gandra, Lordelo, Sobreira, Sobrosa, Vandoma, Vilela.

Em outros distritos, muitos outros concelhos e muitas outras freguesias a evolução é diferente, com avanços e recuos. A expressão eleitoral do PCP e da CDU cresce globalmente, pouco expressiva mas sistematicamente, com focos positivos regionais, em zonas de difícil implantação como no Norte e Centro do país, Faro e Açores.

O eleitorado “estático” da CDU é portanto uma ficção. Contra ventos e marés, a CDU avança.


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