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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Relato da Sessão da Assembleia Municipal de Paredes de 25 de Junho

Dois momentos diferentes: o Período Antes da Ordem do Dia e o Período da Ordem do Dia.
No primeiro, quase todas as bancadas falaram do resultado das eleições de 5 de Junho, parabenizando o PSD pelo resultado nacional e sua expressão local e defendendo a “paz” e “concertação” social.
O eleito da CDU Cristiano Ribeiro lembrou o novo ciclo político, traduzido numa homogeneidade de orientação política da direita clássica quer na Presidência da República, quer na maioria parlamentar e no governo, quer no executivo autárquico local, estendendo-se até á influência nas políticas comunitárias graças á presença de Durão Barroso. Concluiu que assumindo essa direita clássica as consequências de um memorando de orientações externas, que na prática tornam Portugal num protectorado, deixa de ser legítimo e ético qualquer tentativa futura de desculpabilização ou fuga de responsabilidades pelas soluções não conformes aos interesses populares tomadas (pelo PSD ou PSD/CDS) aos diferentes níveis do poder político. O caminho passa por uma oposição afirmativa e propostas alternativas. Falou igualmente das peripécias decorrentes do requerimento relativo á presença de animais na Escola Secundária de Baltar bem como da pergunta formulada pela bancada comunista na AR por causa do encerramento do posto de Correios de Cête.
No Período da Ordem do Dia houve uma aprovação quase sempre generalizada dos pontos em discussão e aprovação, salientando-se apenas como objecto de crítica o aumento do capital social de uma empresa municipal, a Agência Municipal de Investimentos de Paredes, e um novo pedido de empréstimo ao Banco Europeu de Investimentos.
No ar, ficou a tradicional crispação entre Celso Ferreira e o PS, com uma sequência de alfinetadas de uma inoportunidade e mau-gosto inenarráveis, bem como o papel manipulador de Granja da Fonseca, sempre oportuno em dividir para reinar. “Discutiu-se” um problema banal da campanha eleitoral de forma a transformá-lo no PROBLEMA DE PAREDES. A porta do salão bateu fortemente por três vezes (entrada e saída de Celso Ferreira e saída de Artur Penedos), os dedos estiveram em riste (Celso Ferreira : “eu não lhe admito…”), houve um cartão amarelo de Celso Ferreira para a bancada do PSD (“está a dormir…) e o PS lembrou que Celso Ferreira se ofereceu algures no tempo para liderar o PS local e propôs noutro momento atribuir a medalha de ouro da Cidade a …José Sócrates.
No meio apareceu o problema da reorganização administrativa, com alguns mais permissivos outrora á extinção de freguesias hoje defendendo o contrário.
No geral, deve-se concluir que com tais intervenientes, com Granja da Fonseca, Celso Ferreira, Luciano Gomes, Artur Penedos e a alma penada de José Sócrates, a democracia em Paredes não passa de um lamentável equívoco.

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