BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Assembleia de Freguesia de Lordelo - 26 Setembro 2011

(poluição do rio Ferreira "aqueceu" o debate)


No período antes da ordem do dia, Miguel Correia, deputado da CDU, colocou algumas questões ao presidente da Junta:

1) Quantos funcionários tem a Junta de Freguesia? Qual a relação laboral que cada um tem com a Junta (se pertencem aos quadros, se são contratados ou prestadores de serviços como trabalhadores independentes)? Que tipo de funções exerce o arquitecto António na Junta de Freguesia? Está previsto alguma redução de funcionários devido aos cortes previstos para a Administração Pública?

2) O Centro Tecnológico das Indústrias da Madeira e do Mobiliário (CTIMM) encerrou em 2004 devido à má gestão e à alta de apoio do Estado. O PCP reuniu na altura com os trabalhadores. Além de dar emprego a algumas pessoas, era a única instituição em Portugal a certificar a segurança do mobiliário. Volvidos mais de 7 anos, e apesar das promessas, continuamos sem uma estrutura importante para o sector do Mobiliário. Possui informações sobre esta situação? Pode garantir que o CTIMM vai reabrir?

3) As obras na Escola EB 2, 3 e Secundário (nomeadamente, uma nova entrada) irão realizar-se?

Joaquim Mota informou sobre o número de funcionários da Junta, mas nada disse sobre as relações laborais mantidas com os funcionários nem sobre a possível redução do número de funcionários. Sobre o arquitecto António, apenas revelou que é contratado e está a fazer um bom trabalho, sem adiantar pormenores sobre as suas funções.
Sobre o CTIMM, Mota reconheceu que era uma instituição importante, mas que nada sabe sobre esta questão.
Sobre as obras na Escola EB 2, 3 e Secundária, Mota assegurou que a solução já não passa pela requalificação do actual estabelecimento de ensino, nem por fazer uma nova entrada, prometendo que irá ser construída uma nova escola, sem adiantar quaisquer prazos.

Ainda neste período, o PSD aborda o problema da presença de ciganos no lugar de Parteira. O presidente da Junta afirmou que já falou com Celso Ferreira. Este terá pedido as licenças de habitabilidade das casas alugadas às famílias de etnia cigana, a fim de tentar resolver um problema de conflito social que se está a agudizar.

Depois deste período e da aprovação da acta, seguiu-se o ponto de ordem de trabalhos mais polémico relativo à poluição do rio, que contou com a presença da vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Paredes.
Raquel Moreira afirmou que se tem empenhado afincadamente para tentar solucionar o problema das descargas de ETAR e que elaborou um relatório sobre a poluição do rio Ferreira, sem no entanto o apresentar aos deputados da Assembleia de Freguesia nem ao público presente. Também Joaquim Mota acusou os ex-vereadores do Ambiente da CM Paredes de nada fazerem para resolver o problema da poluição e disse acreditar que com a vereadora actual é possível encontrar uma solução.
Seguiu-se um período de colocação de questões por parte dos deputados e do público à vereadora do Ambiente, onde se destacaram a intervenção do deputado da CDU, Miguel Correia, e do ex-presidente da Junta, o socialista Manuel Luís.

Miguel Correia, com trabalho reconhecido na luta pela defesa do meio ambiente (foi autor de várias denuncias apresentadas a diversas instituições; foi fundador da Associação Moinho e um dos principais protagonistas das primeiras acções de limpeza das margens do rio Ferreira; foi autor de relatórios ambientais; participou em várias reuniões, nomeadamente com o SEPNA – Serviço de Protecção da Natureza da GNR, em Penafiel; e mais recentemente colocou questões ao Ministério do Ambiente, através do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República) denunciou a hipocrisia da Junta de Freguesia de Lordelo, lembrando que esta faltou com o apoio e discriminou a Associação Moinho, nomeadamente na primeira grande acção de limpeza das margens do rio Ferreira, entre ponte da Igreja e a levada do Souto, que contou com 80 pessoas. Acusou ainda a Junta de Freguesia e o seu presidente, de terem acordado tarde para o problema e da estratégia de afrontar a Câmara de Paços de Ferreira, quer seja por processos judiciais, quer pela manifestação “dos peixes mortos” junto da CM Paços de Ferreira (em época de eleições) em vez de resolver o problema, reforçou o impasse entre Paredes e Paços de Ferreira, com prejuízo para Lordelo.

O aproveitamento do trabalho dos outros e falta de inteligência política, levou Miguel Correia a dizer que a Junta de Freguesia deixou ter credibilidade política e moral para resolver os problemas ambientais.
Também a Câmara Municipal de Paredes não foi poupada. O eleito comunista afirmou não compreender que passados mais de 15 anos, o problema das descargas continuam, apesar do PSD ser a força política maioritária nos órgãos autárquicos (Lordelo, Paredes e Paços de Ferreira).
Concluiu, dizendo que o maior culpado continua a ser a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, que “goza com a cara dos lordelenses” e convidou todos a participarem na sessão da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira, a realizar-se no dia seguinte, a fim de mostrar a indignação de Lordelo a Pedro Pinto, presidente da CM Paços de Ferreira.

Na qualidade de ex-presidente da Junta e responsável político pela colocação das condutas no rio que terminam a jusante da levada do Souto, Manuel Luís pediu a palavra para explicar que a solução encontrada na altura, em conjunto com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, foi a possível. A intenção era salvaguardar a qualidade da água para consumo humano extraída da levada do Souto. Ora, como agora já não se faz a captação nesse local, Manuel Luís propôs, como solução provisória, a retirada das condutas do leito do rio.

Já no final da sessão, ainda houve tempo para Mota atacar aqueles que aceitaram testemunhar contra ele no diferendo com o empresário da Liga, Luís Almeida, a propósito dos terrenos entre o estádio do Aliados e o Ecocentro.

Sem comentários:

Enviar um comentário