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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Da loja dos trezentos

Nunca uma bolsa fez correr tanta tinta, talvez por ser laranja. Merkel fez-se acompanhar de uma bolsa cor de laranja numa importante intervenção no Bundestag, caiu o Carmo e a Trindade.
Ah e tal, para quem veste sempre cores discretas, isto traz água no bico, deve ser alguma manobra relativamente ao parceiro de coligação, FDP, cuja cor é o amarelo, está a tramá-la de certeza, assim rezavam os jornais.
A coisa foi de tal monta que até meteu psicólogos pelo meio, um deles foi mesmo contratado para descodificar uma suposta mensagem subliminar que Merkel queria endereçar aos seus pares.

A oposição lá do sítio, ofendida, arremeteu contra Merkel já que a bolsa, segundo eles, era um modelo francês da Longchamp, custava 310 euros e não estamos em época de grandes luxos. Vejam bem que até um porta-voz da chancelaria teve que vir a público acalmar os ânimos, garantindo que era apenas o espírito da estação do ano.
Eu que sou mais terra a terra catrapisquei logo a cena toda. Pobres coitados nem sonham que a verdadeira razão em torno da bolsa laranja é afinal mais prosaica, trata-se apenas de uns restos da campanha eleitoral cá do burgo que Pedro Passos levou quando foi ao beija-mão. Levava mais algumas mas Merkel abotoou-se com todas e ganhou o exclusivo em terras de Adolf Hitler e Willy Brandt, tão simples quanto isso e ainda estamos no início da semana, às vezes dá-me para estas coisas, não auguro nada de bom...
Também não sei o que vocês estavam à espera depois das cenas patéticas de Seguro no Congresso do PS e de Passos Coelho na Concertação Social. Prometo tomar um Xanax para ver se digo coisa com coisa, caramba também não sou de ferro.

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