BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

sábado, 12 de novembro de 2011

Magusto da CDU/Lordelo marcado pelo apelo à Greve Geral

 (Miguel Correia e Gonçalo Oliveira)


Decorreu hoje à tarde, a 3.ª edição do Magusto-Convívio CDU/Lordelo. A edição deste ano contou com a animação do Grupo de Bombos “Os Pestinhas” e com os discursos políticos de Miguel Correia, responsável pela Organização da Freguesia de Lordelo do PCP e deputado da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo, e de Gonçalo Oliveira, membro da DORP – Direcção da Organização Regional do Porto do PCP.

O eleito da CDU fez um breve balanço do trabalho do PCP e da CDU na freguesia, realçando a firmeza das críticas contra o Executivo do PSD, que lidera a Junta de Freguesia de Lordelo, sem deixar de lembrar as propostas construtivas que a CDU propôs na Assembleia de Freguesia. O adiamento e a anulação de projectos prometidos, bem como a atitude de prepotência e desrespeito democrático demonstram que, passados dois anos das últimas Eleições Autárquicas, o balanço do trabalho da Junta de Freguesia é negativo e que a única força alternativa ao actual poder na cidade de Lordelo é a CDU.
No seu discurso, o eleito comunista considerou que a reforma da Administração Local que o Governo quer levar a cabo, que implica a extinção de freguesias e a redução de eleitos nas Assembleias de Freguesia e Assembleias Municipais, é um atentado ao poder local democrático, uma conquista do 25 de Abril. Esta reforma já tem a contestação de muitos autarcas e está agendada uma manifestação de protesto no próximo dia 20, no Porto
Concluiu afirmando que o pacto de agressão entre a troika estrangeira assinada pelo PSD, PS e CDS, que obriga os trabalhadores a pagar a crise, da qual não são responsáveis, e deixa de fora o Capital tem que ser combatido de forma corajosa pelos trabalhadores, como é o caso da greve geral convocada para o próximo dia 24 Novembro.

Também Gonçalo Oliveira, numa intervenção esclarecedora, referiu-se ao pacto entre a troika estrangeira (FMI, BCE e União Europeia) com a troika portuguesa (PS, PSD e CDS) como o maior atentado aos trabalhadores desde o 25 de Abril, que se continuar a ser implementado não só não vai resolver os problemas do país, como o levará para a bancarrota e agravará ainda mais as desigualdades sociais.
Lembrou que foram as opções políticas dos sucessivos governos que escolheram sempre a via da direita neo-liberal, submetendo-se aos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, que impuseram ao país o retrocesso, o desinvestimento e a exclusão social.
Desmascarou a propaganda do Governo e da comunicação social dominante ao serviço dos grupos económicos que tenta fazer esquecer que, enquanto os portugueses estão a ser roubados (aumento de impostos, cortes nas prestações sociais, trabalhar mais por menos dinheiro, etc.), os grandes grupos económicos e a banca apresentam lucros de milhares de milhões de euros. Por isso, rematou, é necessário que os trabalhadores estejam unidos e façam greve no próximo dia 24, porque se não o fizerem, não faltarão os comentadores generosamente pagos pelo Capital a afirmarem que se eles não fizeram greve é porque concordam com as medidas de austeridade e, portanto, aceitam que sejam roubados.
 

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