BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contra o aumento das taxas moderadoras

A DORP do PCP promoveu hoje acções de contacto com os utentes dos vários hospitais do distrito do Porto, denunciando o aumento das taxas moderadoras.
Ao mesmo tempo que aumentam as dificuldades de acesso aos cuidados de saúde, por via dos maiores custos com as taxas moderadoras e medicamentos, cortam o apoio ao transporte de doentes e encerram mais serviços (centros de saúde, extensões de centros de saúde, SAP, serviços de urgência e outras valências hospitalares.
Para além do que pagam com os seus impostos, os portugueses suportam mais de 30% da despesa total em saúde – mais de 1300 euros em média por ano. Somos os que mais pagam na Europa!
Os resultados desta política são dramáticos para quem vive do seu salário ou pensão.
À frente do Ministério da Saúde está um homem ligado à banca e aos seguros de saúde, a preparar caminho para a liquidação do Serviço Nacional de Saúde e o crescimento desta área de negócio para o grande capital.

REJEITAR O PACTO DE AGRESSÃO
LUTAR POR UM PORTUGAL COM FUTURO

O aumento das taxas moderadoras é mais uma medida que o PS, o PSD e o CDS assinaram com a troika estrangeira. Um pacto que visa o agravamento da exploração e o empobrecimento do país para servir os interesses do grande capital.
É preciso rejeitar este rumo de desastre nacional, intensificar a luta, defender direitos, afirmar um Portugal com futuro.
A solução não é aumentar os custos para as famílias e injectar 5 mil milhões de euros no BPN, ou 12 mil milhões de euros na recapitalização da banca.
A solução é aumentar o investimento na saúde dos portugueses, melhorando as condições de vida da população.

DESFILE/PROTESTO A 6 DE JANEIRO
O caminho que nos apontam não é inevitável. Há alternativas ao aumento do custo de vida e ao afundamento do país!
Face à necessidade de responder à actual situação política e ao rumo de declínio imposto pela política de direita apoiada pelo PS, PSD e CDS, a DORP do PCP exorta as organizações a desenvolverem acções de denúncia de cada uma das medidas do Pacto de Agressão, promovendo o esclarecimento e a mobilização para a sua derrota. Neste quadro, decidiu convocar uma acção de protesto “contra o aumento do custo de vida, pela rejeição do pacto de agressão”, para o próximo dia 6 de Janeiro, pelas 17h30, com concentração na Praça da Batalha, seguida de desfile pela rua Santa Catarina. Esta acção contará com a presença de Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, apelando-se à participação de todos os atingidos por esta política no desfile de protesto.

Porto, 27 de Dezembro de 2011

O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Carta aberta ao Sr. Primeiro-Ministro

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Resolução da Reunião da DORP de 16 de Dezembro de 2011

A DORP do PCP reuniu no dia 16 de Dezembro de 2011, tendo analisado a evolução da situação económica e social do distrito, profundamente marcada pelas consequências da concretização do Pacto de Agressão que tem levado à degradação das condições de vida da população e à acentuação dos problemas sociais, sendo o aumento contínuo do desemprego – cujos números oficiais registam já mais de 14% da população activa do distrito – apenas uma expressão. Avaliou ainda o êxito que representou a realização da Greve Geral de 24 de Novembro, com uma grande participação no distrito ao nível da indústria, do sector privado e do sector público e que é um forte impulso à luta futura. Face ao aumento do custo de vida, a DORP do PCP convocou um desfile de protesto para o dia 6 de Janeiro e apela à participação da população. A DORP do PCP aprovou ainda a realização da 10ª Assembleia de Organização Regional do Porto do PCP para o dia 21 de Abril, tendo decidido medidas para o desenvolvimento da actividade e o reforço do Partido.

Ler documento em DORP do PCP.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Porto: Hoje é dia de luta!


A DORP do PCP apela à participação dos trabalhadores e da população nas acções de luta e protesto promovidas pela União de Sindicatos do Porto da CGTP-IN, amanhã dia 15 de Dezembro, com o seguinte programa:

11h00 - Acção de protesto na ACT - Autoridade para as Condições de Trabalho na Avenida da Boavista.

15h00 - Acção de protesto na CIP - Confederação da Indústria Portuguesa na exponor em Matosinhos.

17h00 - Concentração na Praça da Batalha, no Porto.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Amanhã - inauguração do novo CT Ermesinde

Amanhã, 10 Dezembro, a partir das 15h

Convívio nas novas instalações do Centro de Trabalho de Ermesinde do PCP,
na Rua Almeida Garrett, 165 (Ermesinde)
Participa em  representação da Direcção do Partido, Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Aumento de meia hora baixa salário real em 10%"

O secretário-geral do PCP disse em Alpiarça que o aumento de meia hora diária no horário de trabalho e a eliminação de quatro feriados representam "20 dias de trabalho gratuito", gerando uma quebra de 10 por cento do salário real.

Jerónimo de Sousa falava no final de um jantar com militantes e simpatizantes realizado quarta-feira em Alpiarça, num discurso em que várias vezes sublinhou a importância da "luta organizada" e da participação no "movimento de resistência", como a "semana de luta" agendada pela CGTP para a próxima semana.
Para o líder comunista, o aumento da meia hora diária no horário de trabalho, aprovada quarta-feira em conselho de ministros, aliada à intenção de eliminar quatro feriados, poderão traduzir-se na perda de 250.000 postos de trabalho.
"No imediato e com aquelas medidas seriam os tais 20 dias de trabalho gratuito, que significará uma quebra adicional do salário real de 10 por cento, e que se vão juntar a outras medidas de desvalorização dos rendimentos do trabalho", afirmou, sublinhando que se trata do "regresso à semana inglesa com trabalho gratuito" para três milhões de trabalhadores do setor privado.
Jerónimo de Sousa afirmou que a questão do horário de trabalho, a par de outras medidas de alteração da legislação laboral, deve merecer da parte dos trabalhadores "uma luta superior" à feita na greve geral de 24 de novembro, para impedir que o Governo "consiga esse objetivo reacionário e retrógrado".
O secretário-geral do PCP criticou que em cinco meses de Governo e no Orçamento do Estado não se vislumbre "nem uma medida para dinamizar a economia e promover o emprego".
Jerónimo de Sousa reafirmou a convicção de que a ideia de que "é necessário ficar pior hoje para melhorar amanhã" é uma ilusão e que "caso se mantenha esta política e este pacto de agressão" a situação só vai piorar.
No seu entender, o projeto europeu está "visivelmente em crise e a conduzir os povos e os países da Europa para o pântano da crise generalizada e para a regressão de décadas no campo do desenvolvimento social e económico".

DN, hoje

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Resumo da sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo de 5 Dezembro 2011

Realizou-se ontem mais uma sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo.
No período antes da ordem do dia, Miguel Correia, demonstrou o seu regozijo pela integração da Torre dos Alcoforados na Rota do Românico, aproveitando para questionar o Executivo sobre ponto de situação do projecto de requalificação do monumento e lembrar a necessidade de valorizar a ponte românica de Penhas-Altas e integrar também este monumento na Rota do Românico.
O eleito da CDU acusou o Executivo de “ter esquecido” o lugar de Penhas-Altas, que continua com ruas por pavimentar, dando como exemplos as ruas do Rio Ferreira e a Rampa da Irvão, com construções ilegais que impedem o acesso às margens do rio e com a ponte do Lagar em risco de desmoronamento.
Na sua intervenção inicial, o eleito comunista solicitou os documentos que alegadamente comprovam, segundo afirmações proferidas pelo presidente da Junta na sessão da Assembleia de Freguesia realizada em Dezembro do ano passado e registadas em acta, que os terrenos entre o estádio do Aliados e o Ecocentro são baldios.
Ainda no período antes da intervenção da ordem do dia, o PSD apresentou uma moção sobre a necessidade mais e melhores transportes públicos para Lordelo, aprovada por unanimidade.

Joaquim Mota, presidente da Junta, disse que tudo fará para que o projecto existente para a Torre dos Alcoforados seja concretizado até ao final do mandato. Em relação ao lugar de Penhas-Altas, reconheceu que ainda há ruas por pavimentar e garantiu que a ponte do Lagar será, a curto prazo, alvo de uma intervenção.
Sobre a solicitação dos documentos, Mota veio dizer, ao contrário do que tinha dito, que os terrenos entre o Ecocentro e o estádio do Aliados eram propriedade do Ministério da Justiça e rejeitou disponibilizar os documentos com a desculpa “esfarrapada” estarem em segredo de justiça (!).

A acta da sessão anterior foi aprovada com o voto contra da CDU. Miguel Correia considerou que acta omite aspectos essenciais ocorridos na sessão a que se reporta. Além disso, a acta bem como a convocatória e documentos para a sessão de ontem foram entregues fora dos prazos legais.

O Orçamento para 2012 foi aprovado com a abstenção do PS e da CDU.

O Executivo apresentou o novo brasão e bandeira da nossa cidade, segundo a lei em vigor e as normas da Heráldica, a serem aprovados oficialmente em breve (ler mais sobre este assunto em A FARPA):



No ponto referente à Reforma da Administração Local, o deputado da CDU congratulou a Junta de Freguesia de Lordelo por estar ao lado de todos os presidente da Junta do concelho na rejeição desta Reforma, que o Governo e a troika estrangeira querem impor ao país.
Para Miguel Correia, a Reforma visa destruir o poder local democrático, uma conquista do 25 de Abril, e é um desrespeito pela identidade histórica e cultural das freguesias.
Sobre este assunto lembrou a grande manifestação realizada em 20 Novembro, no Porto, promovida pelo Movimento “Freguesias Sempre”, a moção da CDU apresentada na última sessão da Assembleia Municipal de Paredes de oposição à fusão/extinção de freguesias, aprovada por unanimidade, e o congresso da ANAFRE, que teve lugar no passado fim-de-semana em Portimão, que rejeitou peremptoriamente a Reforma da Administração Local.
Ao contrário da posição da CDU, Nuno Serra (PSD) e Helder Oliveira (PS) afirmaram que não estavam totalmente em desacordo com Reforma, uma vez que haveria redução de custos e que a extinção das freguesias deveria ser analisada caso a caso. Surpreendentemente, o grupo parlamentar do PSD apresenta uma moção, cujo conteúdo reflecte quase textualmente a moção aprovada pelo Movimento “Freguesias Sempre”, que exprime uma posição totalmente contrária à Reforma. A moção apresentava ainda incoerências internas. O deputado comunista sublinhou as contradições do PSD e optou pela abstenção, assim como os deputados socialistas.

No período dedicado à intervenção do público inscreveram-se: Manuel Luís, ex-presidente da Junta eleito pelo PS; Carlos Ferreira, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP; e Paulo Alexandre, conhecido cidadão lordelense.
Manuel Luís lembrou que Lordelo tem perdido habitantes e que este facto deveria merecer a reflexão de todos.
Carlos Ferreira, numa intervenção recheada de humor e ironia, disse que no novo brasão da cidade as ondas azuis, que simbolizam o rio, deviam ser castanhas ou pretas, numa alusão à poluição do rio Ferreira.
Paulo Alexandre abordou o problema dos transportes públicos e as dificuldades que todos os cidadãos que não conduzem ou não têm automóvel sentem e apelou que a moção apresentada pelo PSD relativa a este assunto tenha uma consequência prática.
Antes do encerramento da sessão ainda houve tempo de Celso Ferreira, o presidente da Câmara Municipal de Paredes, no mesmo púlpito em que há 2 anos exibiu uma maquete de um mastro com bandeira portuguesa para o cruzeiro de Meda – que depois não foi concretizado –, falar do projecto do Pólo do Design do Mobiliário de Paredes…

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sessão ordinária da Assembleia de Freguesia

5 Dezembro 2011, 21h. Sede da Junta de Freguesia de Lordelo

Ordem de trabalhos:
1. Período antes da ordem do dia;
2. Votação e aprovação da acta da sessão anterior;
3. Orçamento de Receita e Despesa - PPI para o ano 2012;
4. Apresentação do novo Brasão da Cidade, segundo a Lei em vigor e normas da Heráldica;
5. Reforma Administrativa;
6. Relatório de Actividades do 4.º trimestre 2011;
7. Período de trinta minutos para intervenção do público.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Viva a Revolução Socialista de Outubro!




Dezenas de comunistas reuniram, hoje, em Penafiel, no Centro de Trabalho do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP para comemorar o nonagésimo quarto aniversário da Revolução Socialista de Outubro.
Gonçalo Oliveira, membro da DORP (Direcção da Organização Regional do Porto) do PCP, proferiu um discurso que pretendeu enaltecer uma data que faz parte da identidade dos comunistas, pois trata-se de um acontecimento que abriu caminho à construção de um projecto de eliminação de todas as forças de exploração, uma sociedade sem classes sociais. Lembrou que, as dramáticas derrotas do socialismo e o desaparecimento da URSS não anulam a grandeza do ideal comunista, sendo necessário não apenas não esquecer mas valorizar, aprendendo com as lições da experiência, nos erros e nos êxitos, retirando ensinamentos para a intervenção dos comunistas na actualidade.
O imperialismo tem vindo a prosseguir uma violenta contra-ofensiva no plano mundial com o objectivo de reconquistar posições perdidas, liquidar conquistas sociais e avanços democráticos. O caso actual do nosso país submetido aos ditames da troika estrangeira insere-se nessa lógica, onde os povos são tratados como mercadorias. E por isso, não é por acaso que a ideologia dominante e os seus executores persistem no desfiguramento da Revolução de Outubro para tentar evitar que os trabalhadores e os povos tenham a compreensão e a consciência da natureza predadora e cruel do capitalismo, quando expropria direitos sociais e civilizacionais e quando leva a guerra a várias partes do globo, sempre em nome de mais e mais lucro.
O dirigente comunista lembrou algumas tentativas por parte da ideologia capitalista e dos seus executores de ilegalizar algumas organizações comunistas internacionais – como é o caso da tentativa de ilegalização da Juventude Comunista Checa ou do Partido da Morávia e Boémia – e também os atentados anti-democráticos ao Partido Comunista Português, como atesta a Lei do Financiamento dos Partidos, aprovados pela troika nacional (PS, PSD, CDS) cujo objectivo principal é asfixiar financeiramente o PCP, e por conseguinte, a actividade política dos comunistas marcada pela independência face ao capitalismo.
Lurdes Monteiro, dirigente sindical e membro da DORP do PCP, aproveitou a ocasião para sublinhar o papel inspirador da Revolução de Outubro na actualidade e saudou todos aqueles que contribuíram para o êxito da greve geral do passado dia 24 de Novembro.
Esta iniciativa ficou ainda marcada pelo convívio recheado de momentos musicais.