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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Aumento de meia hora baixa salário real em 10%"

O secretário-geral do PCP disse em Alpiarça que o aumento de meia hora diária no horário de trabalho e a eliminação de quatro feriados representam "20 dias de trabalho gratuito", gerando uma quebra de 10 por cento do salário real.

Jerónimo de Sousa falava no final de um jantar com militantes e simpatizantes realizado quarta-feira em Alpiarça, num discurso em que várias vezes sublinhou a importância da "luta organizada" e da participação no "movimento de resistência", como a "semana de luta" agendada pela CGTP para a próxima semana.
Para o líder comunista, o aumento da meia hora diária no horário de trabalho, aprovada quarta-feira em conselho de ministros, aliada à intenção de eliminar quatro feriados, poderão traduzir-se na perda de 250.000 postos de trabalho.
"No imediato e com aquelas medidas seriam os tais 20 dias de trabalho gratuito, que significará uma quebra adicional do salário real de 10 por cento, e que se vão juntar a outras medidas de desvalorização dos rendimentos do trabalho", afirmou, sublinhando que se trata do "regresso à semana inglesa com trabalho gratuito" para três milhões de trabalhadores do setor privado.
Jerónimo de Sousa afirmou que a questão do horário de trabalho, a par de outras medidas de alteração da legislação laboral, deve merecer da parte dos trabalhadores "uma luta superior" à feita na greve geral de 24 de novembro, para impedir que o Governo "consiga esse objetivo reacionário e retrógrado".
O secretário-geral do PCP criticou que em cinco meses de Governo e no Orçamento do Estado não se vislumbre "nem uma medida para dinamizar a economia e promover o emprego".
Jerónimo de Sousa reafirmou a convicção de que a ideia de que "é necessário ficar pior hoje para melhorar amanhã" é uma ilusão e que "caso se mantenha esta política e este pacto de agressão" a situação só vai piorar.
No seu entender, o projeto europeu está "visivelmente em crise e a conduzir os povos e os países da Europa para o pântano da crise generalizada e para a regressão de décadas no campo do desenvolvimento social e económico".

DN, hoje

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