BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Resumo da sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo de 5 Dezembro 2011

Realizou-se ontem mais uma sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo.
No período antes da ordem do dia, Miguel Correia, demonstrou o seu regozijo pela integração da Torre dos Alcoforados na Rota do Românico, aproveitando para questionar o Executivo sobre ponto de situação do projecto de requalificação do monumento e lembrar a necessidade de valorizar a ponte românica de Penhas-Altas e integrar também este monumento na Rota do Românico.
O eleito da CDU acusou o Executivo de “ter esquecido” o lugar de Penhas-Altas, que continua com ruas por pavimentar, dando como exemplos as ruas do Rio Ferreira e a Rampa da Irvão, com construções ilegais que impedem o acesso às margens do rio e com a ponte do Lagar em risco de desmoronamento.
Na sua intervenção inicial, o eleito comunista solicitou os documentos que alegadamente comprovam, segundo afirmações proferidas pelo presidente da Junta na sessão da Assembleia de Freguesia realizada em Dezembro do ano passado e registadas em acta, que os terrenos entre o estádio do Aliados e o Ecocentro são baldios.
Ainda no período antes da intervenção da ordem do dia, o PSD apresentou uma moção sobre a necessidade mais e melhores transportes públicos para Lordelo, aprovada por unanimidade.

Joaquim Mota, presidente da Junta, disse que tudo fará para que o projecto existente para a Torre dos Alcoforados seja concretizado até ao final do mandato. Em relação ao lugar de Penhas-Altas, reconheceu que ainda há ruas por pavimentar e garantiu que a ponte do Lagar será, a curto prazo, alvo de uma intervenção.
Sobre a solicitação dos documentos, Mota veio dizer, ao contrário do que tinha dito, que os terrenos entre o Ecocentro e o estádio do Aliados eram propriedade do Ministério da Justiça e rejeitou disponibilizar os documentos com a desculpa “esfarrapada” estarem em segredo de justiça (!).

A acta da sessão anterior foi aprovada com o voto contra da CDU. Miguel Correia considerou que acta omite aspectos essenciais ocorridos na sessão a que se reporta. Além disso, a acta bem como a convocatória e documentos para a sessão de ontem foram entregues fora dos prazos legais.

O Orçamento para 2012 foi aprovado com a abstenção do PS e da CDU.

O Executivo apresentou o novo brasão e bandeira da nossa cidade, segundo a lei em vigor e as normas da Heráldica, a serem aprovados oficialmente em breve (ler mais sobre este assunto em A FARPA):



No ponto referente à Reforma da Administração Local, o deputado da CDU congratulou a Junta de Freguesia de Lordelo por estar ao lado de todos os presidente da Junta do concelho na rejeição desta Reforma, que o Governo e a troika estrangeira querem impor ao país.
Para Miguel Correia, a Reforma visa destruir o poder local democrático, uma conquista do 25 de Abril, e é um desrespeito pela identidade histórica e cultural das freguesias.
Sobre este assunto lembrou a grande manifestação realizada em 20 Novembro, no Porto, promovida pelo Movimento “Freguesias Sempre”, a moção da CDU apresentada na última sessão da Assembleia Municipal de Paredes de oposição à fusão/extinção de freguesias, aprovada por unanimidade, e o congresso da ANAFRE, que teve lugar no passado fim-de-semana em Portimão, que rejeitou peremptoriamente a Reforma da Administração Local.
Ao contrário da posição da CDU, Nuno Serra (PSD) e Helder Oliveira (PS) afirmaram que não estavam totalmente em desacordo com Reforma, uma vez que haveria redução de custos e que a extinção das freguesias deveria ser analisada caso a caso. Surpreendentemente, o grupo parlamentar do PSD apresenta uma moção, cujo conteúdo reflecte quase textualmente a moção aprovada pelo Movimento “Freguesias Sempre”, que exprime uma posição totalmente contrária à Reforma. A moção apresentava ainda incoerências internas. O deputado comunista sublinhou as contradições do PSD e optou pela abstenção, assim como os deputados socialistas.

No período dedicado à intervenção do público inscreveram-se: Manuel Luís, ex-presidente da Junta eleito pelo PS; Carlos Ferreira, membro da Comissão de Freguesia de Lordelo do PCP; e Paulo Alexandre, conhecido cidadão lordelense.
Manuel Luís lembrou que Lordelo tem perdido habitantes e que este facto deveria merecer a reflexão de todos.
Carlos Ferreira, numa intervenção recheada de humor e ironia, disse que no novo brasão da cidade as ondas azuis, que simbolizam o rio, deviam ser castanhas ou pretas, numa alusão à poluição do rio Ferreira.
Paulo Alexandre abordou o problema dos transportes públicos e as dificuldades que todos os cidadãos que não conduzem ou não têm automóvel sentem e apelou que a moção apresentada pelo PSD relativa a este assunto tenha uma consequência prática.
Antes do encerramento da sessão ainda houve tempo de Celso Ferreira, o presidente da Câmara Municipal de Paredes, no mesmo púlpito em que há 2 anos exibiu uma maquete de um mastro com bandeira portuguesa para o cruzeiro de Meda – que depois não foi concretizado –, falar do projecto do Pólo do Design do Mobiliário de Paredes…

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