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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CARTA ABERTA A MÁRIO CRESPO

Teoricamente defini no título como entrevista, a conversa que Mário Crespo acabou de ter com o sindicalista Arménio Carlos.
De facto não foi uma conversa e muito menos uma entrevista.
Foi uma tentativa para atacar os trabalhadores da maneira mais sabuja a que um profissional da televisão se poderia querer prestar.
Não sou facilmente impressionável aos desvarios com que se ataca a CGTP.
Até por uma questão de hábito!
Mas confesso que nunca na minha vida tinha assistido a tão descarada intenção de manipular os espectadores e de forma tão caricata, que certamente o responsável pelo programa irá proibir Mário Crespo de voltar a repetir a cena.
Não quero dizer que Arménio Carlos foi brilhante. Isso era estar a diminui-lo.
O que posso dizer é que esteve á altura da sua responsabilidade, ao colocar aquela irracionalidade na sua verdadeira dimensão.
Demonstrou á saciedade que estávamos a assistir ao espectáculo de um homem verdadeiramente vendido a interesses equívocos, próprios de um profissional indigno, a fazer acusações em vez de perguntas e na tentativa muitas vezes de nem sequer dar tempo á resposta completa.
Não fora estar a enfrentar alguém, que pela sua dignidade, pela sua superioridade moral, jamais se impressionou. Nunca deixou de dar a resposta adequada e esclarecedora, para angústia e desânimo do seu surpreendente adversário. Adversário é a palavra adequada!!!
Não houve da parte de Arménio Carlos, nenhuma pergunta que não tivesse uma resposta simples e de fulminante compreensão, pela simplicidade, clareza e realidade factual do argumento.
Não houve da parte de Arménio Carlos nenhuma resposta que não arrasasse os argumentos do mentecapto interlocutor, que estava a desempenhar o papel de um entrevistador.
Nenhuma das porcas acusações que Mário Crespo teve o descaramento de lhe fazer, ficou sem uma resposta á altura.
Quando digo á altura, digo ao nível de um homem honrado que está a ser caluniado, de um trabalhador que defende os seus direitos, de um dirigente que argumenta com conhecimento de causa, razões indiscutívelmente justas e razoáveis, que todos percebem ser verdade. E a verdade é acima de tudo o mais importante.
Quem falava verdade foi o que ficou na memória dos espectadores que tiveram o prazer e o orgulho, como nós, de assistir a esta espécie de combate de um pequeno “David” Mário encrespado contra um gigante Arménio Carlos na pele de “Golias”, em papeis absolutamente invertidos.
Pobre Mário Crespo!!!
Pobre Sic Notícias!!!
Pobre de nós que temos de aturar perfídias desta natureza e dimensão!
Reconheço que teve uma virtude: A lição que Arménio Carlos lhe deu, foi duma dimensão tal, que o tal Mário Crespo, que desde há tempos intensificou o seu reaccionarismo (vá-se lá saber porquê!!!) foi tão completamente desmascarado e demonstrou tão perversa incompetência, que esta conversa marcará de certeza a sua presunção profissional e deixará marcas indeléveis na sua ostensiva vaidade.
Bem haja Arménio Carlos!!!
É uma honra estar ao seu lado!!!

Juvenal Lucas

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