BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

domingo, 29 de janeiro de 2012

Uma grande lição de determinação e de luta!


Regresso ao XII Congresso da CGTP. Para reflectir, agora, sobre as questões substanciais que durante dois dias mobilizaram quase mil delegados dos Trabalhadores de todos os sectores da actividade económica e de todo o País em torno dos grandes desafios de futuro que se colocam hoje aos Trabalhadores Portugueses e a Portugal.
O XII Congresso da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional constituiu uma impressionante e incontornável manifestação de confiança na força do trabalho e dos trabalhadores, numa pujante demonstração de combatividade, de firmeza e coerência de posições, de determinação na luta em defesa intransigente dos direitos dos Trabalhadores e do Povo em geral.
Os trabalhadores portugueses reunidos na sua Central Sindical reafirmaram, sem vacilações nem cedências, a sua disponibilidade para prosseguir o árduo combate contra a violenta política neoliberal de direita actualmente imposta pelo grande capital, pelos patrões e pelo Governo, expressando por unanimidade o seu compromisso com a luta contra uma política que promove a austeridade, que impõe novos e mais pesados sacrifícios aos trabalhadores e às suas famílias, que promove a redução do nível de vida de milhares e milhares de famílias, uma política que se traduz, apenas, no aprofundamento da recessão económica e social.
Os Trabalhadores Portugueses reunidos no seu Congresso reafirmaram, por unanimidade, a necessidade de criar emprego de qualidade, garantindo a estabilidade e a melhoria dos salários, no quadro de um Estado Social que a ofensiva dos grandes interesses económicos e financeiros quer destruir, e entendem que a derrota desta ofensiva contra os direitos e interesses dos Trabalhadores e do Povo Português, tem que passar necessariamente pelo envolvimento e participação dos trabalhadores na defesa activa dos seus direitos, pelo fortalecimento das organizações sindicais na unidade na acção e na promoção da contratação colectiva enquanto instrumento essencial de defesa dos direitos legais e constitucionais do trabalho e dos trabalhadores.
A unanimidade obtida em torno destas questões verdadeiramente centrais do futuro mais próximo do trabalho e dos trabalhadores no nosso País, expressivamente traduzida na aprovação sem qualquer oposição dos documentos mais importantes, centrais, propostos ao Congresso – a Carta Reivindicativa e o Plano de Acção para os próximos quatro anos – representa uma extraordinária vitória sobre todos quantos, conscientes da enorme força do movimento sindical unitário e da CGTP, não se cansam de tentar menorizar, denegrir e mesmo caluniar a sua acção e a sua intervenção.
A essas tentativas de menorizar a Central Sindical dos Trabalhadores Portugueses, estes responderam no seu Congresso com uma extraordinária afirmação de combatividade e de firmeza e determinação na luta. Mas responderam igualmente com a reafirmação da sua dignidade de trabalhadores, que não se vergam nem jamais aceitam ou aceitarão trair as suas convicções, os seus direitos e as suas conquistas. Os trabalhadores portugueses em torno da sua Central Sindical mantêm-se coerentes, conferindo em actos expressão concreta à palavras de Manuel Carvalho da Silva em recente entrevista a um canal de televisão: “um sindicalista nunca muda de lado na barricada”.
Um órgão de comunicação social titulava, entretanto, numa das suas peças sobre este Grande Congresso e num tom claramente depreciativo (como se a História fosse escrita e decidida por esse órgão de comunicação e por quem nele manda e determina …) que a “CGTP mantém a luta de classes”.
Percebe-se bem a “dor” de quem assim escreve. E a partir daqui, percebe-se igualmente muito bem a preocupação que a determinação na luta dos trabalhadores portugueses provoca nas hostes do poder instalado.
O Congresso demonstrou, de forma inequívoca, que os trabalhadores portugueses sabem identificar com todo rigor e objectividade quem são os seus inimigos, e tratam-nos de frente, olhos nos olhos, chamando-os pelos seus nomes.
Porque de inimigos se trata, nesse sentido sim é verdade, a CGTP “mantém a luta de classes” no cerne das suas preocupações. E fá-lo por unanimidade! Comunistas, socialistas, bloquistas, independentes, católicos e certamente outras “tendências” reunidas na CGTP, identificam sem dúvidas o grande capital, os patrões e este Governo que tão bem interpreta e representa os interesses dessas classes de poderosos, que apenas pretendem acentuar ainda mais a exploração de quem apenas vive do seu trabalho, como os seus “inimigos de classe”, e declaram sem hesitações que estão determinados combatê-los e a vencê-los.
A História assinalará seguramente o XII Congresso da CGTP-IN como uma nova e importante etapa na defesa dos direitos conquistados pelos Trabalhadores Portugueses ao longo de muitas décadas de luta, como uma grande e imensa lição de determinação na luta por uma vida melhor para os trabalhadores, para todo o Povo!
Nas empresas, nas famílias, no dia-a-dia da vida dos trabalhadores, e naturalmente também nas ruas, o combate irá prosseguir com revigorada esperança e vigor, na certeza de que o futuro não passa pelo empobrecimento, pelas dificuldades sempre crescentes ara quem vive do esforço do seu trabalho, pela fome e pela miséria de um número cada vez maior de portugueses e portuguesas, como os nossos “inimigos de classe” nos querem impor que seja.
Certo é que quem luta nem sempre vence. Mas mais certo é ainda que quem não luta, nunca vence. E a próxima etapa é já no próximo dia 11 de Fevereiro, em Lisboa, na Grande Manifestação Nacional promovida pela CGTP!

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