BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AM Paredes sob o signo dos divórcios

A Assembleia Municipal de Paredes, na sua sessão do passado sábado, decorreu sob o signo dos divórcios. Assim:

O PSD anunciou a intenção de integrar Paredes na Área Metropolitana do Porto, confirmando diligências com a Junta Metropolitana do Porto, com o Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa e com Miguel Relvas, Ministro dos Assuntos Parlamentares. Divórcio do Vale do Sousa e da Comunidade Urbana.

O PSD impôs a saída da participação de Paredes da Confraria do Vinho Verde e da Associação de Municípios Portugueses do Vinho. Divórcio da produção de vinho e das potencialidades de afirmação do concelho como produtor de vinho.

O Presidente da Câmara mostrou o divórcio do seu protagonismo politico para com a lideraa actual do PSD e do Primeiro Ministro Passos Coelho.

O Presidente da Câmara mostrou o seu divórcio para com os interesses populares ao mostrar indiferença para com o novo horário de funcionamento do SASU de Paredes, tornando plausível a hipótese de ter havido uma concertação entre as direcções regionais de saúde e a autarquia.

A Câmara Municipal de Paredes e a Junta de Freguesia de Rebordosa formalizaram um corte de relações que extravasa o político e entra no domínio da intolerância e do maniqueísmo.

A crise foi abordada nas suas consequências, frustrações e leituras várias, sem que haja em muitos consciência das causas e agentes provocadores.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Assembleia Municipal de Paredes, próximo sábado


Sessão Ordinária de 25 de Fevereiro de 2012

Período da Ordem do Dia

1. Relatório de actividades e situação financeira do município_ para aprovação
2. Centro de Excelência para a Indústria do Mobiliário – Associação¬ _ para deliberação
3. Centro de Interpretação de Arte Pública / Posto de Turismo de Paredes - desafectação do domínio público da área de 200,3 m2 _ para aprovação
4. Pedido de transferência de parcela de terreno do domínio público para o domínio privado do município _ para aprovação
5. Acção de reclassificação do solo – declaração de interesse municipal – zona industrial da serrinha _ para aprovação
6. Acção de reclassificação do solo – declaração de interesse municipal – no âmbito da revisão do plano director municipal _ para aprovação
7. 1.ª Alteração ao Plano Director Municipal _ para aprovação
8. Associação de Municípios Portugueses do Vinho – AMVP - saída da Associação e cessação da qualidade de membro _ para aprovação
9. Região de Turismo Verde Minho e Confraria do Vinho Verde – saída da Associação e cessação da qualidade de membro (confrade) da Confraria do Vinho Verde _ para aprovação
10. Circular Rodoviária Externa á Cidade de Paredes – troço entre a rua 25 de Abril e a rua do Bairro – cidade de Paredes – declaração de interesse municipal_ para aprovação
11. Sinalização horizontal e vertical na EN 209 (km 25,5 a km 25,7) e rua dos Correios – Lordelo _ para aprovação
12. Sinalização vertical e horizontal na EN 15 na freguesia de Mouriz, do km 24,5 ao km 24,8 _para aprovação
13. Trânsito em várias avenidas, ruas, pracetas, rampas, pátio e travessas – na freguesia de Rebordosa _ para aprovação
14. Sinalização vertical e horizontal na Via Rota dos Móveis na Freguesia de Rebordosa_ para aprovação
15. Sinalização vertical de perigo de neve ou gelo em várias ruas e sinalização vertical na rua da Aldeia Nova, na freguesia de Astromil _ para aprovação

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

V de Valadares e de Vitória

Depois de uma árdua, persistente e cansativa jornada de luta, os trabalhadores da empresa Valadares, em Vila Nova de Gaia, viram hoje o seu heróico esforço justamente recompensado. Depois de duas semanas de reivindicação e protesto, de bloqueio dos portões da empresa, de audível e visível demonstração de firmeza e coragem, unidos com o apoio e coordenação dos sindicatos, os trabalhadores lograram chegar a acordo com a administração. Ficou acordado o pagamento, até dia 20, da dívida de salários em atraso, o compromisso de pagamento dos 15 dias de paralisação, e ainda o compromisso de, doravante, a empresa cumprir regular e atempadamente com as suas obrigações contratuais.

Este exemplo, esta vitória, deve servir de incentivo e encorajamento para as lutas justas e necessárias que todos temos e teremos que travar. Ela deve incentivar não apenas os trabalhadores mas o povo português em geral. Nunca é demais repetir que «quando se luta nem sempre se ganha; mas quando não se luta perde-se sempre». Ontem o dia foi de luta. Hoje e devido à luta, felizmente, o dia é de vitória. Parabéns aos trabalhadores e parabéns aos respectivos sindicatos!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

sageiP e sosojaroC

Corajoso hoje é quem afronta o seu próprio povo, roubando a eito quem trabalha.
Corajosos são os governantes de fato e gravata, carro de luxo e mansão, que fazem o serviço sujo dos banqueiros, da ladroagem organizada e dos senhores do dinheiro.
Corajoso é quem enche o peito nas televisões e estende a passadeira à ocupação estrangeira, mas se esconde atrás de seguranças, polícias e carros blindados para não ver o próprio povo.
Corajoso hoje é quem rouba sabendo que terá o futurozinho assegurado nos conselhos de adminstração das empresas que privatizou. Ou o salário chorudo de gestor de topo, com curso tirado no governo.
Corajosos são os meninos e meninas da JSD e da JS que sem saberem ler nem escrever arranjaram um tacho nos gabinetes de luxo dos ministérios ou que chegam mesmo a primeiro-ministro, sem nunca terem trabalhado na vida, porque jogaram as cartadas certas de caciquismo entre jotinhas e fizeram os favores a quem deviam.
E piegas, piegas é quem labutou a vida inteira e empobreceu ainda assim. É quem está no desemprego há mais de seis meses e não tem como alimentar os filhos. É quem não tem dinheiro para a escola e tem de ir trabalhar para levar qualquer coisa para casa porque o rendimento dos pais já não chega. Piegas? Piegas é quem trabalha dia e noite para que o salário chegue para as despesas. É quem tem de pagar uma casa. É quem teve de estabilizar a pulso a sua vida, com o suor do seu trabalho.
Piegas é, acima de tudo, aquele punhado de gente que não só não vive bem, como disse ainda se queixa. Piegas é quem não quer ser roubado e quem não se cala quando vê o país a afundar-se.
Piegas, hoje, e para esta gente, é quem não quer baixar a cabeça e vender a dignidade a troco de uma esmola. Piegas é quem arrisca o posto de trabalho, o emprego, por protestar. É quem decide gritar, quem decide lutar!
E é por isso é que o Terreiro do Paço será o Terreiro do Povo, Terreiro da Luta, cheiinho de apavorados contra esses corajosos que nos governam!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Paredes: comunistas divulgam jornal Avante!

No centro da cidade de Paredes, durante a tarde de hoje, foi montada uma banca para venda da edição especial do jornal Avante!, órgão oficial do Partido Comunista Português, e contacto com a população por parte de militantes comunistas.
Uma iniciativa da Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP, com vista o esclarecimento do "acordo" de agressão aos trabalhadores subscrito, recentemente, pelo Governo/Patronato/UGT, dando seguimento ao pacto de agressão assinado pela troika nacional (PSD/PS/CDS) com a troika estrangeira (FMI/BCE/UE).
Os comunistas aproveitaram, também, para apelar à participação na manifestação nacional, convocada pela CGTP, para o próximo dia 13, em Lisboa, para “transformar o Terreiro do Paço no Terreiro do Povo!”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

11 de Fevereiro, todos ao Terreiro do Paço!

A CGTP – Intersindical Nacional, com a sua natureza de classe, é, de longe, a principal força organizada da ampla frente social que resiste às políticas de direita, combate o pacto de agressão e luta por um Portugal com futuro.


Uma grande força que está enraizada na história, no património de luta e na cultura da classe operária e dos trabalhadores portugueses, cujo papel as outras classes e camadas não monopolistas reconhecem e respeitam. Uma força que, ao contrário dessa cúpula oportunista enfeudada ao patronato que é a UGT, criada pela aliança espúria do PS com o PSD e CDS para combater a indiscutível representatividade da CGTP-IN, é uma criação e conquista dos próprios trabalhadores e produto natural da sua luta. O seu nascimento em 1970 nas condições de dura repressão fascista é por si só eloquente prova da necessidade histórica da CGTP-IN e da sua fidelidade aos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo português, assim como da sua consequente posição internacionalista.
Mas não é a única, há outras igualmente importantes. Lembremos o 1.º de Maio de 1974 que, convocado pela Intersindical, constituiu a maior mobilização popular que o nosso País conheceu e que foi determinante para imprimir ao derrube do regime fascista pelo movimento dos capitães o carácter de uma revolução social profunda. Lembremos o papel da CGTP-IN e dos sindicatos nela filiados, dos Metalúrgicos aos Bancários, dos Trabalhadores Agrícolas aos Químicos, sem esquecer nenhum outro, na construção do vasto movimento popular que derrotou sucessivas tentativas de golpe contra-revolucionárias e impôs, mesmo na ausência de um poder revolucionário, as grandes realizações e conquistas da Revolução de Abril.
Lembremos a persistente e corajosa resistência, palmo a palmo, às políticas de direita de sucessivos governos, resistência que se expressou em jornadas de luta históricas, com poderosas greves gerais como a de 24 de Novembro último, e que exigiu muitos sacrifícios, como aconteceu em 1982 no 1.º de Maio do Porto com a morte de dois trabalhadores vítimas da criminosa provocação protagonizada pela UGT.
Perante as persistentes tentativas de deturpação da história do sindicalismo português é oportuno lembrar estas verdades indiscutíveis no momento em que a CGTP-IN acaba de realizar com êxito o seu XII Congresso.
A força do sindicalismo de classe
Um Congresso que o PCP saudou fraternalmente e que mostrou que, hoje como ontem, os trabalhadores portugueses têm na CGTP-IN o seu mais precioso e poderoso instrumento de organização social para defender os seu interesses, cimentar a sua unidade e promover a sua luta.
Confirmando o projecto e as provadas características que fizeram a força do sindicalismo de classe em Portugal, derrotando velhos e novos projectos divisionistas, este Congresso constituiu uma grande afirmação de unidade, combatividade, confiança e determinação em prosseguir e intensificar a luta contra a mais violenta ofensiva exploradora desde o fascismo e o ataque sem precedentes a direitos laborais e sindicais conquistados por gerações de trabalhadores.
O miserável «acordo» dito de concertação social entre Governo, patronato e UGT, teve no Congresso a resposta merecida, a natureza divisionista e colaboracionista da UGT (com o capital e as políticas de direita) ficou ainda mais desmascarada. E a recorrente campanha de intrigas e calúnias quanto ao papel dos dirigentes e activistas sindicais comunistas, se não deve ser subestimada pelos poderosos meios que envolve e alianças anticomunistas que revela, esbarrou uma vez mais com a realidade geralmente reconhecida, de que os comunistas são os lutadores mais decididos, os mais consequentes defensores das características unitárias, democráticas e de massas das estruturas sindicais, os mais empenhados no trabalho colectivo e no respeito pela dinâmica própria dos sindicatos.
Aqueles que insistem na intriga contra o PCP para enfraquecer e dividir o poderoso baluarte dos trabalhadores portugueses e desarmá-los na ofensiva sem tréguas que lhe move o capital e a reacção, tiveram uma vez mais a merecida resposta.
O XII Congresso da CGTP-IN, deu um novo e vigoroso impulso ao prosseguimento da luta. Luta que é necessário desenvolver em todas as frentes. Fazendo confluir a luta da classe operária e dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho com a luta das populações. Criando uma dinâmica que, em torno das suas reivindicações mais sentidas, mobilize simultâneamente os trabalhadores do sector público e do sector privado, os agricultores, os pequenos e médios empresários, os intelectuais e quadros técnicos, as mulheres, os jovens, os reformados, todas as classes e camadas anti-monopolistas. Unindo na acção não apenas os sindicatos reunidos em torno da CGTP-IN mas também sindicatos «independentes» e sindicatos filiados na UGT cujos trabalhadores se não revêem nas posições capitulacionistas do seu grupo dirigente.
Perante a violência da ofensiva e a ampla frente em que se desenvolve é necessário responder com a diversificação e multiplicação das lutas e fazê-las convergir em acções de dimensão nacional e grande expressão de massas. O 11 de Fevereiro está já aí, a exigir muita iniciativa e grande empenho de todos nós para tornar o Terreiro do Paço num Terreiro do Povo.

Albano Nunes, in Avante!