BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dia nacional da juventude! Dia de Luta!

  (Mural em Rebordosa, Paredes)

Comemora-se hoje o Dia Nacional da Juventude em Portugal. O dia 28 de Março assinala a coragem e organização de milhares de jovens que, em 1947, realizaram um acampamento organizado pelo MUD Juvenil em Bela Mandil (Algarve), exigindo democracia e liberdade. A resposta que tiveram foi violência, repressão e a prisão por parte do regime fascista.
Desde então o dia 28 de Março passou a ser símbolo da luta e resistência da juventude em Portugal.
A Juventude tem hoje muitas razões para assinalar este dia dizendo não à situação de destruição do nosso presente e futuro, provocado pelas políticas de direita que há mais de 30 anos têm hipotecado o nosso futuro em Portugal.

Temos hoje a maior taxa de desemprego juvenil, mais de 60% dos jovens ainda vivem em casa dos pais por não terem condições de poder pagar uma renda, a precariedade e os baixos salários são o “pão nosso de cada dia”. O Governo além de querer intensificar ainda mais a exploração da juventude, com as medidas contidas no “Acordo de Concertação Social”, onde prevê o corte em 50% do pagamento das horas extraordinárias, o fim do pagamento extra dos sábados e domingos, o fim do descanso compensatório, a imposição dos bancos de horas e a possibilidade do despedimento por inadaptabilidade ainda faz apelos para que a juventude emigre e saia de Portugal. a serão muitos os que marcarão presença na Manifestação de Jovens Trabalhadores convocada pela Interjovem.
Este país também é para jovens e no dia 31 de Março vamos dar um passo para a derrota das intenções deste Governo PSD\CDS-PP e dizer bem alto que a Juventude luta e exige emprego com direitos e aumento dos salários.
A Juventude Comunista Portuguesa está solidária com as lutas dos jovens trabalhadores contra o desemprego, por uma vida digna e trabalho com direitos.
A juventude portuguesa sabe que pode e conta sempre com a JCP ao seu lado nas empresas e locais de trabalho para derrotarmos estas políticas criminosas deste Governo PSD-CDS/PP. 

A Comissão Politica da Direcção Nacional da JCP 

domingo, 25 de março de 2012

Algumas achegas sobre a Greve geral


1- O governo fez o papel político que lhe compete enquanto representante e gestor dos negócios da burguesia. As palavras de Passos Coelho separando os que fazem greve dos que “trabalham” não é mais do que a velha ladainha do lema “a minha política é o trabalho”. (Onde é que já se ouviu isto?). Apostado em dividir para reinar, o governo não fez mais do que exercitar o papel típico do Estado burguês de (tentar) desorganizar a classe trabalhadora, colocando trabalhadores pouco politizados e alienados contra os trabalhadores organizados.
2- A polícia também fez o seu papel. Não vou entrar na discussão de quem começou os confrontos, mas desde quando é que, por exemplo, atirar ovos a bancos deverá implicar uma resposta absolutamente bárbara da polícia sobre os manifestantes? Provocada ou provocadora (e todos os indícios expressos apontam claramente para esta segunda), a verdade é que estes actos da polícia só servem para duas coisas. Por um lado, mostrar a quem se manifesta (ou pensa vir a manifestar) “quem é que manda” e, por outro lado, e ainda mais importante, apagar o impacto real da Greve Geral e reduzir as 24 horas sem exploração a um episódio de violência. Também aqui a resposta da polícia recorre ao pensamento clássico burguês: para além deste mundo da mercadoria, o dilúvio e o caos. Se a alternativa construída pela junção de esforços entre os media e a polícia é a violência, portanto, se estas instituições construírem e apresentarem a luta popular como inerentemente violenta e detonadora de caos, a ideia que passa é que mais valeria manter-se o capitalismo pois este ao menos vive à conta da carneirização e da docilização dos trabalhadores… Portanto, se é perfeitamente correcto tentar ganhar agentes policiais individualmente considerados para o lado dos trabalhadores (não existem revoluções operárias em que parte das forças de segurança não tenha mudado de lado) também é bom recordar que a polícia é uma instituição central de repressão. Essa é, afinal, a sua função social e política fundamental: reprimir as lutas populares.
3- Os ideólogos do capital também gostaram de destilar os mesmos argumentos. O exemplo da TVI24, na noite de dia 22, com quatro convidados para comentar a Greve Geral a ver quem malhava mais e sem qualquer existência do contraditório evidencia o  estado de completo despudor da comunicação social (ao serviço) da burguesia. Aliás, a inexistência de contraditório é a melhor prova do sucesso da Greve Geral. O ódio ao sucesso de mobilização dos trabalhadores é sempre directamente proporcional ao subsequente silenciamento das suas organizações de classe, no caso a CGTP. Nesse mesmo “debate” um tipo armado ao bajulador e que trocava os rr’s pelos g’s falava sobre o “anacronismo” dos sindicatos – “vivem no século XIX” – e sobre o facto de ouvir as mesmas coisas dos sindicatos desde os anos 80. É para isto que os ideólogos servem: fazer a opinião dos idiotas que os vêem na televisão e que acreditam nas suas palavrinhas. Para estes meninos à procura de migalhinhas e de algum protagonismo mediático que dê sentido às suas vidinhas, a exploração capitalista, o tratamento dos trabalhadores como uma fralda descartável ou a manutenção de uma ordem social assente na ampliação gritante das desigualdades já não seriam anacrónicas…
4- Muito idênticos aos arrazoados dos ideólogos de serviço tivemos os deputados da troika nacional. Destaque para o deputado do PSD que, em resposta às afirmações do Bernardino Soares sobre as coacções realizadas em várias empresas na semana que antecedeu a Greve Geral, espumava e vociferava que o «medo apenas existiria na cabeça» do pobre Bernardino. De facto, é sempre interessante ver a reacção destes tipos quando se lhes confronta com aspectos directamente relacionados com as relações de trabalho. Para os representantes da burguesia as relações de trabalho seria um puro contrato entre iguais. Pelo menos é assim que eles gostam de as apresentar. O que isto nos mostra é que a crítica que a esquerda anti-capitalista desenvolve no quotidiano deve cada vez mais dar conta do totalitarismo inscrito na exploração capitalista: a transformação do trabalhador e de todas as suas actividades numa mercadoria; a verticalização absoluta das relações no local de trabalho entre a massa de trabalhadores e as administrações; o controlo da produção e da alocação da força de trabalho pela burguesia e pelos gestores como se os trabalhadores não fossem mais do que um recurso à disposição da lucratividade esperada pelas empresas; o esmagar de direitos básicos dos trabalhadores. Por conseguinte, a luta nas empresas evidenciando a mecânica interna da exploração é uma necessidade absolutamente crucial para as lutas dos trabalhadores.
5- Apesar de os números da Greve Geral não serem despiciendos para uma avaliação política, o mais importante em QUALQUER actividade de mobilização da classe trabalhadora é o facto de ser uma escola de luta absolutamente essencial para a aprendizagem política dos trabalhadores. A prática solidária e comunitária de luta que a participação numa Greve implica e a compreensão da luta simultânea contra o grande capital e contra os governos ao seu serviço são bem mais importantes para o futuro da luta popular do que saber se participaram 1 milhão ou 1,o1 milhões de pessoas. Dito isto, parece-me que a Greve Geral teve uma amplitude muito relevante (os dados coligidos e apresentados pela CGTP demonstram uma maior participação em várias empresas industriais de média e grande dimensão do que na anterior) e, desde 2002, foi a greve que mais politizou quem nela participou. Até os trabalhadores precários organizados nalguns movimentos sociais começam a falar em termos discursivos mais marxistas do que há uns três-quatro anos atrás: greve geral, trabalhadores, capital, piquetes, etc. Apesar das insuficiências ideológicas é inquestionável a politização das categorias com que estes movimentos começam a ver o mundo. O que mostra que o mais premente no actual contexto de luta contra as troikas FMI-UE-BCE e PSD-CDS-PS é continuar a luta e continuar a unir os vários sectores da classe trabalhadora em torno de uma plataforma de classe. Se a raiz dos ataques das troikas são inquestionavelmente fruto da acção de classe do grande capital para promover o máximo de transferência da riqueza produzida pelos trabalhadores para os bancos e para as empresas, então a resposta só pode ser uma contra-ofensiva da classe trabalhadora que coloque cada vez mais em causa os pilares classistas da dominação do grande capital. Continuemos e amplifiquemos a luta!

João Valente Aguiar, in 5Dias.net

quinta-feira, 22 de março de 2012

Greve Geral: comunistas do Vale do Sousa na linha da frente!

Grande jornada de luta promovida pela CGTP, hoje, em todo o país.
No Porto foram milhares de trabalhadores que aderiram à greve, e muitos deles, participaram no desfile promovido pela União de Sindicatos do Porto, que culminou com um comício na praça dos Leões, no Porto. 
No mesmo local, o primeiro-ministro Passos Coelho e sua comitiva, que visitou a Reitoria da Universidade do Porto, ouviram bem a indignação dos manifestantes.
O dia também ficou marcado por descargas policiais sobre piquetes de greve. No Vale do Sousa, nas estações de comboio de Caíde de Rei e de Novelas, no final da madrugada de hoje, os membros dos piquetes foram agredidos e dois foram detidos, num claro desrespeito pela lei e pela democracia.
Jorge Machado, deputado do PCP à Assembleia da República, e dezenas de activistas sindicais, estiveram à porta do posto da GNR de Penafiel a prestar solidariedade ao trabalhadores injustamente detidos. No final da manhã, foram libertados os dois activistas, um dirigente sindical e outro membro da Direcção da Sub-Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP.
A luta continua!




domingo, 18 de março de 2012

91 anos do PCP: Lanche-convívio em Penafiel




A Organização Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP comemorou, ontem, mais um aniversário do Partido, no Centro de Trabalho, em Penafiel, com a presença de algumas dezenas de camaradas e amigos. 
Além do convívio, onde não faltaram momentos musicais, o aniversário do PCP ficou assinalado pelos discursos de Lurdes Monteiro, sindicalista e membro da DORP do PCP, e de Roque Filipe, do Comité Central do PCP, que realçaram a necessidade dos comunistas estarem na vanguarda da luta social e política e apelaram à mobilização e participação na próxima greve geral, convocada pela CGTP, para o próximo dia 22 de Março.

sábado, 17 de março de 2012

91 anos do PCP: confiança para lutar!

Ontem, a Comissão Concelhia de Paredes do PCP realizou, em Lordelo, o jantar comemorativo do 91.º aniversário do PCP.
Cerca de uma centena de pessoas ouviram os discursos políticos de Miguel Correia, membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP e eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo, e de Belmiro Magalhães, membro da DORP - Direcção da Organização Regional do Porto e do Comité Central do PCP.
Estes dirigentes comunistas evocaram, nas sua intervenções, a matriz ideológica e histórica do PCP, a luta dos comunistas na clandestinidade no tempo do fascismo, o seu papel decisivo na Revolução do 25 Abril e a necessidade de defender os valores e conquistas da Revolução dos Cravos, num tempo onde ocorre umas das maiores ofensivas contra os trabalhadores e contra o Povo português, resultado das políticas de direitas e do pacto de Agressão assinado pelo PSD/PS/CDS com a troika estrangeira.
Realçaram as ofensivas aos direitos laborais, ao acesso à saúde e à educação e ao poder local democrático. Este último, uma conquista de Abril, alvo de uma tentativa de destruição por parte do actual Governo, que com a sua “Reforma Administrativa” procura menosprezar a democracia e desrespeitar a identidade histórica e cultural das freguesias. Esta ofensiva já obteve resposta por parte de muitos autarcas e das suas populações com manifestações e protestos em vários pontos do país, com o contributo valioso dos autarcas comunistas.
No que diz respeito ao mundo do trabalho, lembraram a necessidade dos trabalhadores se sindicalizarem e se juntarem ao Partido. O trabalho político e ideológico nas empresas e locais de trabalho é uma prioridade no concelho de Paredes e na região do Vale do Sousa, como atesta a criação do Sector Profissional do Mobiliário do PCP.
Este organismo tem levado a cabo múltiplos contactos com os trabalhadores através da entrega de documentos. Denunciou vários abusos laborais perpetrados por alguns patrões sem escrúpulos, através de perguntas formuladas ao Governo pelo Grupo Parlamentar comunista na Assembleia da Republica, que levou a que o ACT – Autoridade das Condições de Trabalho tivesse que agir contra as empresas visadas. Assinalou-se também a realização da Festa do Marceneiro, ocorrida no Verão passado, em Rebordosa, que contou com a presença do deputado Jorge Machado, iniciativa que se pretende levar a efeito todos os anos.
Ambos os oradores da noite apelaram ao combate do discurso das “inevitabilidades”, do “não vale a pena lutar” veiculado pelo Governo e pela comunicação social dominante que tenta promover a resignação e a submissão dos portugueses.
Perante tão grande ofensiva, exige-se aos comunistas e seus aliados esforços redobrados para mobilizar o povo para a luta. Daí o apelo, à participação e ao envolvimento de todo o colectivo partidário e de todos os trabalhadores na Greve Geral, convocada pela CGTP para o  próximo dia 22 de Março.
Para o Partido estar preparado para tão grandes e difíceis tarefas é necessário também discutir a sua organização. Assim, assinalam-se, para este ano, dois momentos fundamentais na vida partidária: a X Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP, para o próximo dia 21 de Abril, e o XIX Congresso do Partido, a ter lugar nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, assente na ideia que é necessário discutir e reflectir as propostas e estratégias do Partido e que cada militante pode e deve dar o seu contributo para que haja um Partido cada vez mais forte e confiante. 
(Miguel Correia)

(Belmiro Magalhães)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hoje, jantar dos 91 anos do PCP, em Lordelo


Lordelo vai receber, hoje à noite, o jantar comemorativo do 91.º aniversário do PCP, organizado pela Comissão Concelhia de Paredes do PCP. 
Os discursos políticos vão estar a cargo de Miguel Correia, membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP, responsável pela Organização de Freguesia de Lordelo do PCP e eleito pela CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo, e de Belmiro Magalhães (na foto), membro da DORP e do Comité Central do PCP.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Comício 91 anos do PCP

No ano em que assinala o seu 91º aniversário, o PCP assume com confiança a defesa de uma ruptura com o rumo de afundamento do país, propondo aos trabalhadores e ao povo a luta pela rejeição do pacto de agressão e a concretização de uma política alternativa, com base no projecto emancipador da Constituição da República Portuguesa, pela Democracia e o Socialismo, projectando os valores de Abril no futuro de Portugal. Participa no Comício Comemorativo do 91.º Aniversário do Partido no dia 11 de Março de 2012, pelas 15H30 no Teatro Rivoli, com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher

Há 145 anos, no dia 8 de Março de 1857, teve lugar aquela que terá sido, em todo o mundo, uma das primeiras acções organizadas por trabalhadores do sexo feminino. Centenas de mulheres das fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os baixos salários, o período de 12 horas diárias e as más condições de trabalho. A manifestação foi violentamente dispersada pela polícia.  
O Dia Internacional da Mulher está historicamente ligado ao movimento revolucionário, que o proclamou e assumiu como um dia de luta das mulheres trabalhadoras.
Proposto há 100 anos, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres (Copenhaga), por Clara Zetkin – destacada dirigente do movimento comunista alemão e internacional –, como Dia Internacional da Mulher, a sua consagração marcou uma nova etapa da luta das mulheres contra a exploração capitalista, transformando uma data simbólica em projecto de mobilização das trabalhadoras de todo o
mundo pela sua emancipação económica, social e política. 
Hoje persistem não só profundas injustiças e discriminações mas também perigos que importa derrotar. Mas a vida provou que a as grandes causas da liberdade, da democracia, do socialismo continuam actuais, e são incontornáveis na luta das mulheres, dos trabalhadores e dos Povos. No
centenário do Dia Internacional da Mulher, o PCP reafirma às mulheres do nosso país que, sejam quais forem as circunstancias, podem contar com o PCP.