BLOGUE DA ORGANIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LORDELO DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Suspensão de obras pelo Ministério das Finanças e Parque Escolar atira trabalhadores para desemprego


O PCP combateu desde a primeira hora a empresarialização da gestão das escolas públicas através da criação da empresa Parque Escolar, Entidade Pública Empresarial. Por este motivo o PCP chegou a apresentar na Assembleia da República um projecto-lei que visava a extinção da Parque Escolar, Empresa Pública Empresarial, revertendo todo o seu património novamente para o Estado. Uma proposta que não implicava que se cancelassem obras e projectos nem que se passasse uma esponja pela história da Parque Escolar; antes pelo contrário, o PCP defendeu que extinguindo a empresa se apurassem as responsabilidades sobre a má gestão realizada. Prevíamos que a criação da Parque Escolar só daria problemas, porque para além de desresponsabilizar o Governo numa área tão importante como esta, iria abrir caminho a uma má gestão do património, dado que o Governo passaria a pagar a um conselho de administração de nomeados e amigos que, por sua vez, contrata os amigos para projectistas, para as empreitadas, para fornecedores de equipamentos, assim acrescentando centenas de milhões de euros ao défice público.
Esta previsão acabou por ser acertada, e agora a empresa Parque Escolar está no centro de uma polémica em torno de alegadas despesas e pagamentos ilegais, detectadas pelo Tribunal de Contas. Polémica essa que rapidamente foi aproveitada pelo Governo para suspender as obras de modernização de escolas em curso, ao contrário daquilo que tinha sido garantido pelo Ministro da Educação – ainda em Março deste ano – quando afirmou que «As escolas que têm obras em curso vão continuar com um ritmo apropriado à contenção económica que vivemos». Esta suspensão de obras, no entanto, não emana de um despacho ministerial, a suspensão de obras resulta do facto da empresa Parque Escolar não pagar aos empreiteiros de obra. A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP conhece casos concretos de empresas desta região, sub-empreiteiros trabalhando para os empreiteiros de várias escolas nos concelhos de Baião e Marco de Canaveses, que estão sem receber qualquer crédito desde Novembro ou Dezembro de 2011. Duas empresas, uma de construção civil, outra de instalações eléctricas, têm neste momento, em conjunto, 160 funcionários sem trabalho, aguardando em casa uma solução para a difícil situação financeira em que se encontram. Estas empresas de pequena a média dimensão não têm contrato directo com a Parque Escolar, são subempreiteiros. Devido à sua reduzida dimensão e aos (proporcionalmente) elevados valores em dívida, estas empresas não têm condições de suportar pagamentos de salários aos trabalhadores nestas condições durante muito tempo. Por este motivo, o desemprego é uma possibilidade real para estes trabalhadores, caso as dívidas referentes a trabalhos já efectuados não sejam liquidadas brevemente. Referimos aqui apenas dois casos, no entanto os gerentes destas empresas conhecem muitas outras empresas que se encontram mais ou menos na mesma situação. A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP entendeu que deve denunciar publicamente esta inadmissível situação. O Governo tem responsabilidade directa. O não pagamento da obra já realizada tem a marca do Ministério das Finanças, uma vez que este não disponibilizou à Parque Escolar os recursos financeiros necessários para assumir os compromissos que a empresa já tinha assumido. Nesta situação fica bem claro o que representa para o país a chamada política de “austeridade”. A opção do Governo – apoiada no Pacto de Agressão assinado pelo PS, PSD e CDS – em proceder à consolidação orçamental, pela redução do défice e da dívida pública “custe o que custar”, resulta na profunda recessão da economia, com responsabilidade directa nas falências e encerramento de pequenas empresas, e consequente destruição de milhares de postos de trabalho e alastramento da pobreza. O país precisa de uma mudança de rumo, uma ruptura com estas políticas que nos têm levado ao declínio nacional. As propostas alternativas do PCP, nomeadamente as que reclamam a defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público e apoiando as micro, pequenas e médias empresas – privilegiando o mercado interno -, são mais do que justas, são urgentemente necessárias.
.
Penafiel, 28 de Maio de 2012 
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP

terça-feira, 22 de maio de 2012

Paredes e o futuro II


Na campanha autárquica eleitoral anterior, a equipa do PSD liderada por Celso Ferreira prometeu “grandes novidades” para Paredes: o PlanIT Valley e a reconversão das “velhinhas” escolas primárias em centros de dia, casas da juventude e da cultura. Eram certamente duas promessas fortes. Vejamos a primeira, a extraordinária Cidade Inteligente.
Um investidor inglês surgira em Paredes com uma ideia, uma equipa, uma necessidade de parceria. Prometia um investimento de 10 mil milhões de euros, de 2009 a 2013, uma relação descentralizada com 12.000 parceiros públicos e privados (das áreas das telecomunicações, da distribuição, do ensino superior) que criariam 20.000 postos de trabalho, qualificados e não qualificados. Houve quem falasse no euromilhões tecnológico, na solidez das apresentações, na confiança de tais projectos que, realce-se, representaria um investimento 153 vezes o do estádio do Dragão ou 60 vezes o orçamento do Ministério da Cultura. Em 2007 a Câmara já tinha anunciado a criação de um cluster ligado às tecnologias para a indústria automóvel.
A cidade inteligente do senhor Lewis e do Dr. Celso crescia aceleradamente no imaginário paredense, desenvolvia-se em briefings e cocktails em edifícios camarários e em quintas, concretizava-se em reuniões com autarcas PS e com o secretário de Estado Zorrinho, expandia-se em louvores, expectativas e textos encomiásticos em jornais e revistas nacionais e estrangeiros, avançava no terreno com medições, avaliações, expropriações, promessas de compra e venda. Tudo silenciosamente, como uma mancha a crescer. A equipa reunia, inicialmente na Maia, depois num hotel em Paredes. Procurava-se o estatuto de Projecto PIN – Projecto de Potencial Interesse Nacional. De Paredes, interlocutava uma Agência Para o Desenvolvimento de Paredes, estrutura com muita ambição e muito resultado liquido negativo.
Em publicação gratuita da Câmara Municipal (Entre Paredes, de Agosto de 2010) o PlanIT Valley era explicado de A a Z, com cronograma de fases, promessas de postos de trabalho. Passos Coelho, candidato, em 12 de Abril de 2011, tomou conhecimento do projecto e afirmou que era “uma plataforma alargada de multinacionais ligadas ao sector tecnológico”. Mudou o governo. Santos Pereira visita o Concelho, e perante nova investida dos promotores, deve ter torcido o nariz, como Zorrinho, ao sr. Lewis e ao Dr. Celso.
A cidade inteligente transformou-se na cidade criativa, de dez milhões de euros de investimento em design. O quartel-general “hoteleiro” foi desmontado, alguém certamente pagou as despesas da festa, alguém certamente pagou as intervenções no terreno, alguém certamente pagou honorários a colaboradores, alguém…
O tempo passa, hoje, amanhã. Sem uma explicação, a primeira cidade inteligente da Europa permanece nos privados papéis do sr. Lewis e do Dr. Celso. O edifício central da futura urbe teria uma forma oval, cor verde esmeralda. Que lindo! A cidade inteligente teria um pequeno aeródromo, para deslocações rápidas. Que bom! A PlanIT Valley permitia uma redução de 50% dos custos das habitações. Que útil!
O sr. Lewis e o Dr. Celso certamente deviam influenciar positivamente Santos Pereira, Passos Coelho e outros, das vantagens da cidade inteligente e sustentável para Paredes. De contrário teremos uma fraude eleitoral, um abuso de confiança, um futuro a modos que…em maquete!

Cristiano Ribeiro

sábado, 12 de maio de 2012

Não ao Pacto de Agressão!












Hoje à tarde, no Porto, milhares de pessoas participaram no desfile e comício organizados pelo PCP contra o Pacto de Agressão assinado pela troika nacional (PS/PSD/CDS) com a troika internacional, com a participação do Secretário-Geral Jerónimo de Sousa.
Passado um ano deste pacto, que está a empobrecer o país e a aprofundar as desigualdades entre os portugueses, o PCP levou a cabo uma iniciativa que encheu as ruas do Porto, apelando à mobilização dos portugueses para a luta necessária e consequente por um Portugal de futuro e pelos valores de Abril.
Presentes no desfile entre o Campo 24 de Agosto e a rua de Santa Catarina estiveram várias lutas da nossa região, entre as quais: a defesa da linha ferroviária do Tâmega; a luta pela construção do IC35; a luta contra a exploração dos trabalhadores do mobiliário ou luta contra a extinção das freguesias.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Não às portagens nas SCUT's


Por ocasião da abertura da XXV Cimeira Luso-Espanhola, realizada ontem no Porto, uma delegação conjunta de Comissões de Utentes contra as Portagens nas ex-SCUT desfilou em direcção à Alfândega do Porto, manifestação reiterada de protesto contra este roubo aos utentes, cerco às cidades e ao País. Com a intenção de, mais uma vez, publicamente, demonstrar os prejuízos e as trapalhadas que a introdução das portagens têm causado, esta delegação, insistiu e entregou duas exposições a representante do Governo.

terça-feira, 8 de maio de 2012


«Guiando-se pelo marxismo-leninismo, fortalecidos pelo apoio dos trabalhadores, os comunistas não pouparão esforços, trabalho e sacrifícios e darão a vida, se necessário for, para conduzir o povo português à vitória»

Rumo à Vitória,  Álvaro Cunhal

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Farpa - n.º 10 - Maio 2012


A Organização da Freguesia de Lordelo irá distribuir a partir de amanhã a nova edição d' A FARPA. Entretanto, a edição já está disponível no sítio d' A Farpa na internet.

terça-feira, 1 de maio de 2012

1.º de Maio de 1962


Assinalamos neste 1º de Maio o 50º aniversário duma importante jornada de massas contra o fascismo – o 1º de Maio de 1962 – que ficará na história da resistência antifascista, em Portugal, como um marco da luta da classe operária e de todos os trabalhadores, dos democratas e patriotas contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.
No Rumo à Vitória (1), Álvaro Cunhal, descreve o 1º de Maio de 62 como “uma das maiores, se não a maior jornada de luta antifascista desde o advento da ditadura e a maior vitória de sempre do Partido Comunista na mobilização das massas populares para uma jornada política”.
De facto, as grandes manifestações que por todo o país tiveram lugar nesse 1º de Maio – com destaque para Lisboa, onde sairam à rua cem mil manifestantes – assinalaram uma nova fase do desenvolvimento da luta no nosso país. O sucesso dessa jornada deve-se, apesar da violenta repressão (2) que recaiu sobre quem nelas participou, à profunda ligação às massas do PCP e da sua organização que lhe permitiu uma extraordinária preparação dessa jornada.
Numerosas reuniões com trabalhadores, jovens e mulheres, de norte a sul do país, apontando para objetivos que congregavam diversos sectores estiveram na base da organização das concentrações, convívios e manifestações que então tiveram lugar e para cujo êxito as acções de agitação (3) que as precedeu desempenharam um decisivo instrumento de mobilização.
Ao 1º de Maio de 62 está igualmente associada a luta vitoriosa do proletariado agrícola do Alentejo e Ribatejo que, nesse mês de Maio, e culminando um longo processo reivindicativo que envolveu numerosas e duras batalhas, viria a impor o horário das 8 horas de trabalho diário nos campos do Sul e do Ribatejo.
Assim, ao passar o 50º aniversário de tão heróicas jornadas de luta do povo português – neste momento, em que sobre a classe operária, os trabalhadores e o povo português se abate a mais violenta ofensiva desde o tempo do fascismo - ao divulgarmos no site do PCP algumas tarjetas então distribuídas, bem como documentos centrais do Partido, queremos não apenas evidenciar a importância e o significado do 1º de Maio de 1962 mas, fundamentalmente, projectar o que encerra de experiências, estímulo e confiança para as duras batalhas do presente.
(1)– designação do Relatório, apresentado por Álvaro Cunhal à reunião do CC de Abril de 1964
(2)- na brutal repressão sobre a manifestação de Lisboa foi assassinado o jovem tipógrafo Estevão Giro, militante do PCP
(3)– para as acções do 1º e Maio de 1962 foram distribuídos cerca de 300 mil tarjetas, documentos e panfletos

In PCP

"Proletários de todo o mundo uni-vos!"