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quinta-feira, 25 de abril de 2013

AF Lordelo (resumo): Mota retira confiança política a Mota


Realizou-se hoje de manhã mais uma sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo com a ausência, pela segunda vez, do elemento do Executivo, José Mota, irmão do actual presidente da Junta. José Mota, que entrou em rota de colisão com o restante Executivo, promoveu uma iniciativa de passeio e visita aos moinhos intitulada “Caminha com Liberdade”, para o mesmo dia e hora da sessão da Assembleia de Freguesia.
Esta situação foi classificada de “lamentável” pelo deputado da CDU, que disse que a obrigação de um membro da Assembleia é participar e divulgar a mesma para que o maior número de pessoas possa também participar. “Sem querer entrar nas vossas guerras internas, não posso deixar em claro esta situação de afronta à democracia e de desrespeito pelo voto dos lordelenses” afiançou Miguel Correia.
Este foi o único ponto de concórdia entre o eleito comunista e Joaquim Mota, que repudiou a atitude do seu irmão e afirmou retirar-lhe a confiança política e os pelouros que ainda detém.
Na sua intervenção, o deputado comunista aproveitou para saudar todos os que lutaram pelo 25 de Abril e disse que num país a saque pela banca internacional, por culpa dos governantes nacionais, é imperioso comemorar e fazer cumprir Abril. A este propósito, chamou a atenção para o crescimento da pobreza e o regresso da fome, inclusive em Lordelo, como provou uma reportagem emitida pela estação televisiva SIC, exibida recentemente.
Ainda sobre a Revolução do 25 de Abril, recordou o ataque a uma das suas conquistas, o poder local democrático, colocado em causa pela Lei de Reorganização Administrativa, que levou à extinção de freguesias, contra a vontade do Povo. Na esteira desta denúncia, Miguel Correia acusou o PSD/Lordelo de incoerência, porque votou a favor da fusão de freguesias no concelho de Paredes (que levou Lordelo a deixar de ser a maior freguesia do concelho), quando antes tinha apresentado e aprovada uma proposta na Assembleia de Freguesia onde se mostrava contra a eliminação de freguesias.
O deputado comunista ainda colocou algumas questões. A primeira dizia respeito à queda de um muro (de propriedade municipal) na rua da Rampinha (Parteira) que destruiu um carro. Quis saber se o proprietário já foi indemnizado. A segunda foi acerca da necessidade de pavimentação e alargamento da rua Antero Ferreira Leal. E a terceira questão visava saber se haverá uma nova entrada da Escola EB 2,3 e Secundária de Lordelo, de forma a diminuir o congestionamento do trânsito e a insegurança junto à atual entrada do estabelecimento de ensino.
Joaquim Mota disse que a votação da eliminação de freguesias, que levou à criação da mega freguesia de Paredes, foi a solução possível, que resultou de muitas discussões em prol do consenso.
Sobre a indemnização ao proprietário do automóvel destruído na rua da Rampinha, afiançou que o problema está resolvido, por recurso ao seguro que a Câmara Municipal tem para fazer face a esse tipo de ocorrências.
Mostrou intenção de pavimentar e alargar a rua Antero Ferreira Leal, revelando que o trabalho topográfico já está concluído, mas sem adiantar prazos de início da obra.
Sobre a questão da nova entrada do liceu, confessou só ser possível ser iniciada a obra no próximo mandato.
 
A sessão ficou ainda marcada por um minuto de silêncio em homenagem à benemérita D. Cassilda Gil, proprietária de muitos terrenos em Lordelo, alguns doados à freguesia.

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